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Introdução de Renato Epifânio:
Exmo Senhor
Professor Doutor Adriano Moreira
Presidente da Academia das Ciências de Lisboa
Exmo Senhor
Professor Doutor António Dias Farinha
Secretário-Geral da Academia
Exmo Senhor
Doutor Mário Soares
Exmo Senhor
Embaixador do Brasil
Doutor Celso Vieira de Sousa
Exmo Senhor
Secretário-Executivo da CPLP
Engenheiro Domingos Simões Pereira
Exmo Senhor
Embaixador Lauro Moreira
Distintos Académicos e demais Autoridades
Minhas Senhoras e meus Senhores
1. Cumpre-me, em primeiro lugar, agradecer à Academia das Ciências o ter aceite, de imediato, ser a anfitriã desta Cerimónia – o da entrega do Prémio Personalidade Lusófona do Ano 2009, prémio promovido pelo MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO. Não me surpreendeu que tal tivesse acontecido. Todos conhecemos o Professor Doutor Adriano Moreira – todos conhecemos a sua sensibilidade a tudo o que diga respeito à Lusofonia, à Convergência Lusófona.
2. Esta causa, que é a nossa – a da Convergência Lusófona, a do reforço dos laços entre os países lusófonos, a todos os níveis: não só cultural, mas também social, mas também económico, mas também (não tenhamos medo da palavra) político –, é, a nosso ver, cada vez mais, uma Causa de Futuro. Na perspectiva do MIL, Portugal e todos os outros países da CPLP terão tanto mais futuro quanto mais apostarem num caminho de convergência entre si. Essa é a grande premissa deste movimento cultural e cívico que, em poucos mais de 2 anos, mereceu já a adesão expressa de mais de 2 mil pessoas, de todo o espaço lusófono.
3. O facto do Professor Doutor Adriano Moreira ter aceite associar-se a esta iniciativa prova, uma vez mais, que também ele é, sempre foi, um Homem de Futuro. Foi um Homem de Futuro no passado, continua a ser um Homem de Futuro no presente. Há sempre, infelizmente, quem o não perceba. Daí, por exemplo, alguns protestos que ocorreram quando, no 2º número da NOVA ÁGUIA, que teve como tema “António Vieira e o Futuro da Lusofonia”, se deu o devido destaque ao texto do Professor Doutor Adriano Moreira, texto, de resto, lido em primeira mão neste mesmo espaço, na abertura oficial dos Quatrocentos Anos do Nascimento de António Vieira, a 6 de Fevereiro de 2008. Consideravam, essas poucas vozes, que o Professor Doutor Adriano Moreira era um homem do passado, que a própria causa da Lusofonia, da Convergência Lusófona, era uma causa do passado. A História encarregar-se-á, como sempre, de mostrar quem tinha, quem tem, razão…
4. Tendo decidido, pela primeira vez, atribuir este Prémio, o da Personalidade Lusófona do Ano, a Comissão Executiva do MIL chegou de imediato ao nome do Embaixador do Brasil na CPLP, Lauro Moreira – exactamente por todo o seu distinto trabalho em prol da Lusofonia, em prol da Convergência Lusófona. Fizemos então, como sempre, a proposta formal ao nosso Conselho Consultivo – órgão que reúne representantes de todos os países da CPLP, incluindo algumas regiões linguística e culturalmente afins, como a Galiza, Goa, Macau e Malaca. Devo dizer – a bem da verdade – que, nessa votação, houve um voto não favorável. Curiosamente, de um brasileiro – o que prova que, de facto, Portugal e o Brasil são dois povos-irmãos: se o candidato fosse um português, haveria decerto pelo menos um outro português a não votar a favor. A razão, contudo, não teve a ver com a pessoa do Embaixador Lauro Moreira, ressalve-se, mas com o trabalho da CPLP, ainda aquém do que pode ser, ainda muito aquém, nomeadamente, do sonho de Agostinho da Silva da criação de uma verdadeira Comunidade Lusófona. As razões, para tal, são diversas e, nalguns casos, bem relevantes – se a CPLP não tem avançado mais não é, na maior parte dos casos, por culpa dos seus dirigentes, mas, a montante, dos governantes dos vários países da CPLP, que ainda não perceberam o quanto a Lusofonia, a Convergência Lusófona, é, de facto, uma causa de futuro. Também por isso movimentos como o nosso são importantes – porque não estão manietados por bloqueios político-diplomáticos, podem, mais livremente, abrir caminho… Daí a série de propostas que temos feito: a da criação de uma “Força Lusófona de Manutenção de Paz”, para acorrer a situações como aquelas que se verificaram em Timor-Leste e, mais recentemente, na Guiné-Bissau; a do “Passaporte Lusófono”, em prol da livre circulação de pessoas em todo o espaço da CPLP; ou a do Canal Lusófono de Televisão e do Banco de Cooperação Lusófona, instituições a serem geridas, partilhadamente, por todos os países desta Comunidade. Daí ainda a série de iniciativas que temos promovido: referimo-nos, particularmente, aos vários debates públicos (sobre o futuro da CPLP, sobre a situação na Guiné-Bissau e sobre a questão da Galiza) e ao envio de livros que, através das parcerias que estabelecemos com outras entidades, conseguimos fazer chegar à Guiné-Bissau e a Timor-Leste. Tendo tudo isso sido possível através do empenho e trabalho de várias pessoas – desde logo dos meus colegas da Comissão Executiva do MIL: António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires e Rui Martins –, gostaria aqui de salientar o particular empenho e trabalho da Paula Viotti nessas recolhas de livros que realizámos neste último ano. Por isso, de resto, a elegemos como a MILitante do Ano de 2009.
5. A resposta que, em nome da Comissão Executiva do MIL, dei à pessoa que contestou a nossa escolha do Embaixador Lauro Moreira, entretanto validada também por centenas de mensagens que nos chegaram, de todo o espaço lusófono, foi a seguinte: «Caro Amigo, se a CPLP não avançou mais, não foi por culpa do Embaixador Lauro Moreira. Bem pelo contrário: se mais Lauros Moreiras existissem, a CPLP, certamente, estaria já bem mais avançada, bem mais perto do sonho de Agostinho da Silva». Esta é, em suma, a razão maior desta nossa distinção.
6. Para terminar a minha intervenção, lerei um dos muitos textos que nos chegaram (inclusive de entidades oficiais, como, citando apenas uma, da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, de Cabo Verde, que havia já igualmente homenageado o Embaixador Lauro Moreira com o título de Cidadão Honorário da Cidade Velha) – o texto, a mensagem, de Amândio Silva, Presidente da Associação Mares Navegados e um dos vinte cinco membros do nosso Conselho Consultivo, que com muita pena não pode estar aqui hoje:
Homenagem de Amândio Silva, presidente da Mares Navegados:
«ATÉ SEMPRE, COMPANHEIRO LAURO!
Se podemos apontar várias iniciativas meritórias por parte do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO, esta, a de homenagear o Embaixador Lauro Moreira como Personalidade Lusófona do Ano de 2009, tem um significado de profunda justiça para com um protagonista admirável da luta pela afirmação da língua portuguesa no contexto internacional, merecendo realce sua intervenção relevante na consolidação da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Até porque será difícil encontrar outra personalidade que, pela sua ação e pensamento, revele tão forte identidade com as razões da existência e da atividade do MIL, na sua vocação lusófona.
Se Lauro Moreira tivesse sido contemporâneo de Agostinho da Silva, se tivesse tido oportunidade de o conhecer na Paraiba, na Bahia ou em Brasília, teria sido – estou certo – um curioso ouvinte das suas provocações e depois um ativo companheiro na sua enorme capacidade de fazer. Teria sido um dos primeiros universitários da Paraiba a sair de João Pessoa, seguindo o Professor e a Judite Cortesão, naqueles anos cinquenta, integrando os grupos que o casal organizava para incursões sertão adentro, para ajudar as vítimas da seca, ensinando a aproveitar a rara água e até os cuidados de como enterrar os mortos. Teria sido um dos frequentadores, tal como Glauber Rocha, do curso de Teatro que Agostinho montou na Universidade da Bahia, primeira tarefa do programa de criação do futuro CEAO- Centro de Estudos Afro-Orientais, que ainda hoje tem um papel aglutinador dos interessados no estudo das raízes africanas do Brasil. Teria sido um dos estudantes moradores da “Trapa”, o barracão que Agostinho imaginou e dirigiu, para garantir a sede do Centro Brasileiro de Estudos Portugueses, na Universidade de Brasília, e se teria encantado ao lado do Professor com as cores e os sons do bumba-meu-boi e do tambor da crioula de mestre Teodoro, até hoje fortes esteios da comunidade, ali perto, no Sobradinho. Teodoro Freire, antigo contínuo da Universidade de Brasília, até hoje afirma que seu bumba-meu-boi é diferente de todos os outros porque se firmou sob a inspiração de Agostinho. Aos 90 anos foi agraciado pelo Presidente Lula da Silva com a Medalha de Honra do Folclore. Agostinho com certeza que o abraçou.
Esse espírito agostiniano de Lauro Moreira merece ser lembrado neste prestimoso cenário da Academia das Ciências de Lisboa, cujo Presidente, o Professor Doutor Adriano Moreira, anfitrião desta festa, é um dos portugueses que melhor entendeu as mensagens de Agostinho.
Conheci Lauro Moreira em 1999, dez anos antes desta consagradora homenagem, como membro da Comissão Organizadora das Comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil. Eu era então secretário-geral da Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa. Logo nesse primeiro encontro, para além da capacidade de realização dos eventos de circunstância da efeméride, percebi em Lauro Moreira a sua perfeita consciência de que todos os passos de aproximação, colaboração e melhor mútuo conhecimento entre portugueses e brasileiros seriam sempre oportunos e potenciadores.
Mais tarde, me recebeu como Diretor do Departamento Cultural do Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e, depois, mantivemos contatos mais próximos, já enquanto Diretor da ABC- Agencia Brasileira de Cooperação, momento em que, em coordenação com a CPLP, a ABC financiou o projeto de bolsas para África e Timor-Leste que a Fundação Luso-Brasileira organizou, com o suporte técnico da Biblioteca Nacional, onde os bolsistas encontravam todas as condições necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos.
Desde professores universitários a bibliotecários e monitores de alfabetização e instrução primária, de quase todos os países da CPLP – apenas São Tomé e Príncipe não conseguiu apresentar candidatos -, que tinham suas propostas de trabalho previamente aprovadas por uma Comissão da Biblioteca e da Fundação, pudemos organizar um programa que até hoje, entre os que dirigi, considero como o de maior significado em termos lusófonos. Uma iniciativa de entidades portuguesas, com financiamento do governo brasileiro, abrangendo quase todos os países da CPLP, mereceria por certo a aprovação de Agostinho da Silva e também mereceu a chancela do Embaixador Lauro Moreira.
Assim chegamos ao auspicioso anúncio da nomeação de Lauro Moreira como titular da Missão do Brasil, sendo assim o primeiro Embaixador junto à CPLP, entre todos os países da Comunidade, exemplo felizmente já seguido por Portugal, com a nomeação do embaixador António Russo Dias, diplomata de grande experiência nestas lides do mundo de língua portuguesa.
E o que dizer deste mandato magnífico que se encerra por exigência de limite de idade, o que, pese sua normalidade e consequências irreversíveis, no caso de Lauro, nos soa como uma incongruência, pois que tanto ainda poderia toda a CPLP beneficiar de sua admirável tenacidade, pelo menos até aos oitenta?
Em termos pessoais, ficarei para sempre grato a Lauro Moreira por ter aceitado sem hesitação ser um dos fundadores da Associação Mares Navegados, à qual obviamente continuará a pertencer onde quer que esteja. Bastou ler o segundo artigo dos estatutos e ouvir o nome de outros companheiros que chamei, para não ter dúvidas que éramos – e somos – militantes das mesmas causas, comprometidos com a saga da Lusofonia. Não só fundador como animador constante da nossa batalha pela implementação do Acordo ortográfico, que só agora começa a dar sinais concretos de que também em Portugal será uma grata realidade.
Quando se fizer a história deste tema tão polémico como o do Acordo Ortográfico, que nesta Academia teve batalhadores persistentes como o Professor Doutor Malaca Casteleiro, que acompanhou este arrastamento de vinte anos, e puderem ser focados os últimos três, coincidindo com o seu mandato à frente da Missão do Brasil junto à CPLP, será incontornável a referência a Lauro Moreira e o reconhecimento do seu papel como um dos principais responsáveis do desbloqueamento do processo em Portugal.
Suportou com a galhardia dos valentes vários ataques, até ofensas, defendendo sem vacilar como Embaixador do Brasil a grande importância do Acordo Ortográfico, também política e como marco de solidariedade lusófona – do Brasil, em particular, que, por sentimento histórico, não concebia esta Reforma ortográfica sem a ratificação de Portugal. Felizmente, o bom senso colocou-nos no caminho correto de uma mesma ortografia da língua portuguesa em todo o mundo.
Mas essa foi uma entre muitas outras demonstrações da capacidade de Lauro Moreira, de novo na linha agostiniana de fazer, de realizar.
O auditório da Missão foi palco de largas dezenas de eventos culturais, porta aberta para lançamentos, seminários e palestras.
O centenário de Machado de Assis deu origem à maior divulgação até hoje realizada em Portugal da obra desse enorme vulto da literatura brasileira. Manuel Bandeira passou a ser conhecido por muitas plateias curiosas, em todo o rincão lusitano.
Lauro Moreira mobilizou os maiores espaços nacionais para a apresentação de grandes espetáculos, de teatro e, sobretudo, de música brasileira, em todos os seus timbres e melodias, para encanto de nossas gentes.
Me perdoa, Lauro, mas o rol de teus feitos é de tal monta que apenas referi os que melhor acompanhei.
Termino com a manifestação de gratidão pelo que fizeste também por amor a Portugal, onde deixas tantos amigos e admiradores sinceros, que não deixarás de voltar amiúde e nós te encontraremos no Brasil ou em África ou em Timor para continuarmos os sonhos que partilhamos contigo.
A última linha para confessar que ao reler o texto, escrito em Salvador, soltei uma lágrima de emoção, tanto te queria abraçar esta tarde na Academia das Ciências dessa Lisboa que também já é tua, junto aos companheiros do MIL e da Mares Navegados.
ATÉ SEMPRE, COMPANHEIRO LAURO!»
Lisboa, Academia das Ciências, 8 de Fevereiro de 2010
Renato Epifânio, Porta-Voz do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
P.S.: Pela quantidade – cerca de uma centena – e sobretudo pela qualidade das pessoas presentes nesta sessão, mais ainda, pelo local onde esta se realizou – Academia das Ciências de Lisboa, com toda a sua carga institucional, simbólica e mediática – esta data marca um antes e um depois na ainda breve história do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO. A partir de hoje, o MIL é, passou a ser, um interlocutor incontornável em todos os assuntos relativos à Lusofonia, à Convergência Lusófona. Saibamos ter noção disso, saibamos estar à altura dessa responsabilidade.
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A Petição MIL “NÃO DESTRUAM OS LIVROS!” (http://www.gopetition.com/online/28707.html) foi já entregue na Assembleia da República, dado que superou a fasquia das 4 MIL assinaturas, estando de momento a ser apreciada pela “Comissão de Ética, Sociedade e Cultura”. Hoje, uma delegação do MIL foi ouvida nessa Comissão, presidida pelo deputado Nuno Encarnação. Na audição, expusemos longamente, aos representantes dos vários partidos, não só o teor da petição, bem como outras propostas do MIL – em particular, a do “Banco Lusófono de Cooperação”. A Petição continua, ainda assim, aberta a novas subscrições.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
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8 de Fevereiro, às 17 horas
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO e a Academia das Ciências de Lisboa têm o prazer de convidar Vossa Excelência para a entrega do PRÉMIO PERSONALIDADE LUSÓFONA DO ANO (2009), atribuído ao Embaixador do Brasil na CPLP, Lauro Moreira, que decorrerá no dia 8 de Fevereiro, às 17 horas, na sede da Academia (Rua da Academia das Ciências, 19), numa sessão presidida pelo Professor Doutor Adriano Moreira.
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Face aos graves acontecimentos ocorridos em Cabinda, sobejamente noticiados por todos os órgãos de Comunicação Social, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO apela a que:
1. A FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda) cesse imediatamente as hostilidades. A violência nunca é o melhor meio para resolver uma questão política.
2. O Governo Angolano não retalie sobre a população civil de Cabinda e liberte, de imediato, as pessoas que entretanto prendeu, como, por exemplo, o economista e docente universitário Belchior Lanso.
3. Sejam, o mais brevemente possível, encetadas negociações, sob a égide da CPLP, de modo a garantir uma maior autonomia de Cabinda – seguindo, por exemplo, o modelo de autonomia regional que Portugal concedeu aos Açores e à Madeira, ou o que o Arquipélago de São Tomé e Príncipe concedeu à Ilha do Príncipe.
4. Que o resultado dessas negociações seja depois ratificado por todo o povo de Cabinda em referendo.
Para que todo o espaço lusófono seja, verdadeiramente, um espaço de Paz e de Justiça.
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2. Por razões burocráticas, que nos são alheias, a conta que abrimos para a CAMPANHA DE RECOLHA DE FUNDOS PARA O MIL esteve vários dias bloqueada. Tendo a situação sido entretanto superada, reiteramos o apelo feito:Até aqui, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO não fez qualquer apelo de recolha de fundos. Os gastos que temos tido até hoje, que já excederam um milhar de euros, têm sido inteiramente suportados pelos membros da Comissão Executiva.Consideramos, porém, ser mais justo que os gastos futuros sejam suportados por todos os MILitantes, na medida das possibilidades de cada um.Nessa medida, doravante lançaremos no começo de cada ano uma CAMPANHA DE RECOLHA DE FUNDOS PARA O MIL, apelando a todos os MILitantes que façam o seu donativo para a seguinte conta, que entretanto abrimos:
NIB: 0036 0324 99100004336 09
IBAN: PT50 0036 0324 9910 0004 3360 9
BIC: MPIOPTPL
Não há um valor fixo, entre 10 e 100 euros cada um dará o que achar por bem dar. Desde já, os nossos agradecimentos.
3. O PRÉMIO PERSONALIDADE LUSÓFONA DO ANO (2009), atribuído pelo MIL ao Embaixador brasileiro junto da CPLP, Lauro Moreira, será entregue numa cerimónia pública a anunciar em breve.
4. O MIL-hafre, “o blogue do MIL, o Fórum da Lusofonia”, já vai com mais de 7 MIL visitas. Caso queira nele também escrever, envie-nos um e-mail nesse sentido. Para o visitar, basta clicar:www.mil-hafre.blogspot.com
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
www.movimentolusofono.org
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Apesar das programações televisivas não terem, muitas vezes, a qualidade desejada, o certo é que, por esse mundo fora, a televisão é ainda o grande meio de comunicação de massas. Inclusive no espaço lusófono e, no âmbito deste, no espaço português.
Em Portugal, já há de resto uma grande generalização dos canais por cabo e satélite, que oferecem a todos os telespectadores dezenas, quando não centenas, de possibilidades. Mesmo num leque tão aparentemente variado, continuam a faltar, contudo, outros canais lusófonos – nas grelhas padrão, aparecem apenas, quanto muito, canais galegos e brasileiros.
Nessa medida, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONA apela a que:
1. Os operadores televisivos públicos e privados que operam em Portugal incluam mais canais de outros países lusófonos.
2. A RTP invista mais na RTP Internacional e na RTP África, que a SIC Internacional reforce a sua dimensão lusófona e que a TVI lhe siga o exemplo.
3. A CPLP equacione a concretização de um canal à escala lusófona, a ser gerido por todos os países dessa Comunidade.
Já que a televisão continua a ser o grande meio de comunicação de massas, usemo-lo em prol de um maior conhecimento mútuo entre todos nós, lusófonos.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
www.movimentolusofono.org
(facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)
(blogue: http://www.mil-hafre.blogspot.com)
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O degradante espectáculo público que se arrasta há meses em torno da eleição do novo Provedor da Justiça, e que já levou, inclusivamente, o anterior Provedor a renunciar ao cargo, é mais uma prova da situação de bloqueio da nossa Partidocracia. A eleição ainda não se concretizou, essencialmente, porque os nossos Deputados põem os interesses partidários acima dos interesses do país.
Nessa medida, o MIL relembra as propostas que fez numa Petição lançada há pouco tempo:
- que, nas Eleições Legislativas, os Deputados possam ser eleitos como independentes ou em listas não partidárias;
- que todos os Deputados, ainda que integrados em listas partidárias, respondam em primeiro lugar aos Cidadãos que os elegeram e não aos respectivos Partidos, de modo a que jamais se possa de novo ouvir um Deputado dizer que votou num determinado sentido apenas por “disciplina partidária”, como, tantas vezes, tem acontecido.
Só assim, reiteramos, com Deputados que livremente representem aqueles que os elegeram e que não sejam apenas uma caixa de ressonância dos respectivos Partidos, teremos uma verdadeira Democracia Representativa.
PETIÇÃO EM PROL DE UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
http://www.gopetition.com/online/26885.html
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Secção Portuguesa
Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.
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A esse respeito, o MIL relembra, em particular, a Petição que lançou recentemente, antecipando que irá promover um debate público sobre “O futuro democrático da Guiné-Bissau no espaço lusófono”, a realizar-se no dia 4 de Julho, às 16h, na Associação Agostinho da Silva, que contará com a presença de Francisco José Fadul, ex-primeiro-ministro da Guiné e primeiro subscritor da Petição:
EM PROL DA CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO NA GUINÉ-BISSAU: http://www.gopetition.com/online/26953.html
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora
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Exmo Senhor
Director do Jornal “Público”
Enquanto subscritor da Petição “Não Destruam os Livros!”, lançada pelo MIL. MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO, bem como da “Carta Aberta ao Primeiro-Ministro de Portugal”, que foi entretanto enviada aos órgãos de comunicação social, gostaria antes de mais de esclarecer que nada nos move contra ninguém em particular – a nossa única motivação é, como se diz no texto da Petição, “que as editoras nacionais, e em particular a Imprensa Nacional – casa da Moeda, não destruam as obras em questão, oferecendo-as antes às bibliotecas, escolas e centros culturais nacionais, aos leitorados de Português e departamentos onde se estuda a língua e a cultura portuguesas nas universidades estrangeiras, bem como às universidades e centros culturais dos países lusófonos”.
Feito este esclarecimento prévio, gostaria em primeiro lugar de manifestar a minha estranheza perante a notícia publicada na edição de hoje (Sexta, dia 3 / 7/ 09), notícia não assinada sobre a Imprensa Nacional – Casa da Moeda (cf. caderno 1, p. 17), de clara resposta à Petição e à Carta Aberta, sem que, contudo, nem a Petição nem a Carta Aberta seja referidas. Isto para além do facto da notícia ter numerosas semelhanças com uma outra surgida em Novembro de 2008 no JL, essa a respeito do surgimento da Agenda INCM para 2009.
Quanto à notícia propriamente dita, registamos que se mantém a possibilidade da destruição de livros. É esse o título da notícia: “Casa da Moeda pode ter que destruir livros”. Isto caso não se encontrem instituições disponíveis para “acolher as obras publicadas há mais de quatro anos e que não tiveram sucesso comercial”.
Ora, instituições disponíveis para acolher essas obras é o que, no espaço lusófono, não faltam. O que falta, tão-só, é vontade para as fazer chegar lá. Mas, para tanto, como se diz ainda no texto da Petição: “os Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (este através do Instituto Camões), bem como a TAP AIR Portugal, devem-se articular com as Editoras na estratégia da distribuição e transporte dos livros a nível nacional e internacional. Em vez de se destruir património precioso e insubstituível, esta é uma óptima oportunidade de se prestar um serviço à cultura e à educação nacionais, bem como de promover a cultura portuguesa no espaço lusófono e no mundo, tarefa por todos reconhecida como fundamental na qual o Estado não se tem empenhado devidamente.”
Ao contrário do se diz na notícia, os livros não são “feitos para ser vendidos”. Mas para ser lidos. Eis toda a diferença.
Muito cordialmente
Renato Epifânio
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Debate Público com Francisco Fadul, antigo Primeiro-Ministro e ex-Presidente do Tribunal de Contas
(infelizmente a qualidade dos vídeos não é a melhor. Brevemente contamos substituir estes vídeos por outros melhores.)
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Conforme foi noticiado esta semana, o Partido Socialista “está a estudar a criação de um novo conceito, o Estatuto do Cidadão da CPLP, que na prática poderá proporcionar a livre circulação de pessoas oriundas dos países de expressão portuguesa”.
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO congratula-se com essa intenção, esperando que não seja uma mera promessa eleitoral.
Lembramos que essa medida havia sido já por nós lançada, numa Petição em prol do Passaporte Lusófono, “uma das grandes aspirações de Agostinho da Silva, que venha a permitir a livre-circulação dos cidadãos em todos os estados da comunidade lusófona”:
http://www.gopetition.com/online/20337.html
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora
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Em virtude de uma reestruturação interna, após a saída voluntária (mas por razões diversas) de alguns membros, a Comissão Coordenadora do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO ficou constituída pelas seguintes pessoas:
António José Borges
Casimiro Ceivães
Eurico Ribeiro
Francisco José Fadul
José Pires Freixeda
Renato Epifânio
Rui Martins
Esta Comissão Coordenadora compromete-se a continuar a respeitar a Declaração de Princípios e Objectivos do MIL e não renega – antes pelo contrário – nenhuma das causas que assumiu até ao momento (em Petições, Comunicados e noutras tomadas de posição), visando sempre o reforço dos laços entre os países lusófonos – numa óptica, portanto, trans-nacionalista –, reforço esse que, como desde o princípio defendemos, se deve realizar em todos os planos.
O MIL tem sido, pelo menos no espaço português, a voz pública que, de forma mais coerente e consequente, tem defendido a Convergência Lusófona.
Assim continuará a ser! Cada vez mais!
A Comissão Coordenadora do MIL
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Adiro ao movimento de união lusófona, convencido que é um caminho de realização sócio-cultural e de melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas que formam a comunidade dos países da língua oficial portuguesa, bem como, ao mesmo tempo, um meio catalisador de união e de comunicação com todas as pessoas que falam português por esse mundo fora da CPLP ou que queiram fazer a sua parte.
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O MIL: Movimento Internacional Lusófono, como movimento cívico e cultural, tem, entre as suas valências, como princípio o espírito de colaboração aos mais variados níveis com os países lusófonos. Neste sentido, encetou há alguns meses uma colecta de livros junto de entidades e particulares, no sentido de os enviar para Timor-Leste, assim contribuindo não só para reintrodução da Língua Portuguesa no país, mas também para o enriquecimento cultural das instituições e da população, em particular da região de Baucau, no caso, mais concretamente das escolas associadas à Diocese de Baucau.
Esta opção relativa ao local de destino dos livros prende-se com o facto de não ser possível, pelo menos nesta fase, distribui-los por todo o território, dadas as dificuldades de acesso a certas zonas do país e à falta de meios/apoios de transporte para o fazer.
Assim, o MIL, por não possuir meios financeiros que lhe permitam suportar o envio dos livros, na ordem dos 200kg, por intermédio de um dos seus membros do Conselho Executivo, António José Borges, encetou contactos com Sua Excelência o Bispo D. Carlos Filipe Ximenes Belo, SDB, no sentido de este dar o seu parecer sobre a melhor forma de realizar sem custos a empresa a que o MIL se propõe.
Sua Excelência recomendou então que contactássemos o Dr. Alberto Araújo, residente em Lisboa e membro da Direcção da Associação de Apoio à Diocese de Baucau, e este, em nome da Associação que dirige e da qual são membros o próprio Bispo D. Carlos Ximenes Belo, SDB, e D. Basílio do Nascimento, actual bispo de Baucau, após o acerto de alguns requisitos a serem cumpridos pelo MIL, como a redacção de uma carta/dedicatória dirigida à dita Diocese, a realização de uma listagem dos livros e a respectiva carimbagem dos mesmos, prontamente se disponibilizou para fazer chegar os livros a Timor-Leste num contentor que partirá de Lisboa em meados de Dezembro do corrente ano.
Muito em breve, o MIL cumprirá todos os requisitos necessários para que facultem o envio dos livros, fará chegar os mesmos aos responsáveis da Associação de Apoio à Diocese de Baucau e, assim, o processo ficará concluído com o enriquecimento do acervo das bibliotecas, escolas e outras instituições da região de Baucau.
Desejamos que outras regiões de Timor-Leste e outros países possam contar com o nosso apoio neste e noutros níveis, cumprindo, assim, um dos objectivos que definem o programa cívico e cultural de um movimento como este, que dentro do espaço lusófono tanto valoriza as diferenças como a união – factores de enriquecimento da comunidade lusófona.
Em nome da Comissão Executiva do MIL,
António José Borges
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MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:
António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
MIL-CONSELHO CONSULTIVO:
Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Cabo Verde), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).
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A governação de um país, qualquer que ele seja, deve obedecer sempre a uma visão estratégica. Na perspectiva do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO, conforme resulta da nossa “Declaração de Princípios e Objectivos”, bem como de outros documentos que temos emitido, essa visão estratégica para Portugal passa por uma progressiva convergência entre todos os países lusófonos, para benefício de todos eles, de todos nós.
Após o estudo dos programas eleitorais dos partidos concorrentes às próximas eleições legislativas, bem como das respostas ao inquérito que realizámos aos mesmos, constatamos que nenhum deles assume essa convergência lusófona como o eixo da sua visão estratégica para Portugal. Há apenas algumas medidas avulsas, como, por exemplo, no Programa do Partido Socialista, a criação do Estatuto de Cidadão da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que vai, em parte, ao encontro da petição do MIL que defende o “Passaporte Lusófono” ().
Dizemo-lo, note-se, sem com isso querermos entrar no jogo partidário. Do mesmo modo que nos assumimos como trans-nacionalistas, em prol dessa convergência lusófona, assim também nos assumimos como trans-partidários, na premissa de que essa visão estratégica para o país deverá ser assumida, ainda que de forma diversa, por todos os partidos. Difundir essa visão estratégica, eis, tão-só, o que o MIL pretende.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com cerca de um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:
António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
MIL-CONSELHO CONSULTIVO:
Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Cabo Verde), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).
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“Sin coñecer a sua esitencia estuven sempre aderida,farta de tanto asoballamento por parte do ingles ,cada un debe ter dreito a falar na sua lingoa materna,se non fora por a lingoa eu seria apátrida,porque o galego é a miña patria.”
Panxón Alborés
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O MIL enviou hoje a primeira remessa de livros para Timor-Leste. Em breve faremos um apelo público para uma nova recolha de livros. A todos aqueles que colaboraram com esta iniciativa do MIL – como, nomeadamente, a Paula Viotti – os nossos maiores agradecimentos.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
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Hoje, o MIL estabeleceu uma parceria com a Associação “Ajuda Amiga“, no sentido de angariar livros (escolares, sobretudo, mas não só) para a Guiné-Bissau. Em breve indicaremos quando e onde os livros deverão ser entregues.
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Face às recentes declarações do Presidente Executivo da TAP, o gestor brasileiro Fernando Pinto, que, segundo a Agência Lusa, defendeu, em Luanda, a possível “fusão” da TAP com as congéneres angolana TAAG e brasileira TAM, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO vem apoiar publicamente esta possibilidade.
Neste nosso mercado cada vez mais globalizado, importa que as grandes empresas do espaço lusófono se articulem entre si, de modo a reforçarem a sua competitividade diante da concorrência internacional.
Este projecto deve ser um embrião de uma companhia aérea realmente lusófona – através da participação dos outros países da CPLP –, com as vantagens óbvias que daí decorrerão. E servir de exemplo a outras áreas, nas quais, de igual modo, se deverão concretizar projectos desta envergadura.
Sugerimos mesmo um nome para essa companhia: TAL – TRANSPORTES AÉREOS LUSÓFONOS.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (sítio: www.movimentolusofono.org)
(facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.
MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:
António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
MIL-CONSELHO CONSULTIVO:
Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Portugal), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).
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Uma vez mais, o MIL: Movimento Internacional Lusófono, apela à solidariedade lusófona para com Timor-Leste. Desta vez, dirigimo-nos em particular aos nossos irmãos lusófonos brasileiros.
Pedimos, em concreto, livros de literatura infantil. Deverão estes ser remetidos para o seguinte endereço:
HCGN 706 Bloco R ap. 302
Asa Norte, Brasília Distrito Federal
CEP: 70.740-718
(ao cuidado de Lúcia Helena Alves de Sá)
Depois, numa cerimónia pública, a realizar-se no Instituto Histórico e Geográfico de Brasília, os livros serão entregues ao Embaixador Domingos de Sousa, de Timor-Leste (data a anunciar).
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Foi na passada sexta-feira assinado um protocolo, no âmbito do qual, conforme foi entretanto noticiado, serão distribuídas “400 mil obras de Literatura, História, Poesia, Teatro, Epistolografia, Filosofia, Ensaio e Crítica, entre outros, às associações portuguesas no estrangeiro, nomeadamente gabinetes de leitura, leitorados e escolas portuguesas”.
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO congratula-se com esse acordo, uma óbvia resposta à Petição que lançámos, “NÃO DESTRUAM OS LIVROS!” (http://www.gopetition.com/online/28707.html), que foi já entregue na Assembleia da República, dado que superou a fasquia das 4 MIL assinaturas.
Ainda que este acordo fique aquém do que na Petição defendemos – como nesta se diz, essas obras devem ser oferecidas “às bibliotecas, escolas e centros culturais nacionais, aos leitorados de Português e departamentos onde se estude a Língua e a Cultura Portuguesas nas universidades estrangeiras, bem como às universidades e centros culturais dos países lusófonos”.
Entretanto, o MIL prossegue o seu próprio trabalho de cooperação lusófona neste âmbito, estando neste momento a recolher livros escolares a serem em breve enviados para a Guiné-Bissau.
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Uma sala bem composta…
José Manuel Barbosa, Renato Epifânio (moderador) e Alexandre Banhos
José Manuel Barbosa, Renato Epifânio (moderador) e Alexandre Banhos
Alexandre Banhos
José Manuel Barbosa, Renato Epifânio (moderador) e Alexandre Banhos
J. Carlos M. Fortunato, presidente da Ajuda Amiga, tomando notas…
Cuidando da parte técnica…
José Manuel Barbosa, Renato Epifânio (moderador) e Alexandre Banhos
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Entende o MIL que
Se torna necessária a conjugação de esforços dos Governos e o empenhamento dos cidadãos da comunidade lusófona na criação de uma estrutura financeira institucional de fins não lucrativos com a participação de todos os Estados que atualmente integram a CPLP, ao serviço das políticas de cooperação e envolvimento que os Governos desses Estados não podem deixar de definir em conjunto, no âmbito das aspirações comuns que presidiram à constituição e justificam o progressivo e permanente reforço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Uma tal estrutura financeira terá o objetivo e a missão de, em todo o espaço lusófono, prosseguir o desenvolvimento equilibrado e sustentado das sociedades dos países-membros, o combate à exclusão social e à pobreza, a criação de condições para a melhoria da qualidade de vida das populações lusófonas, onde quer que estas se encontrem, e a contribuição para a integração das economias dos países da CPLP.
Para tal, é indispensável a criação das condições técnicas, financeiras e humanas para que essa estrutura financeira possa estimular e dar apoio efectivo a projectos públicos ou em parceria público-privada, em qualquer dos Estados-membros da CPLP, que contribuam para concretizar os objectivos de aprofundamento da integração das economias da CPLP, que apresentem garantias de solidez do ponto de vista económico, financeiro, técnico e ambiental e que sejam susceptíveis de atrair fontes de financiamento complementares, designadamente privadas.
Uma tal instituição apenas poderá ser constituída com a participação directa dos Estados-membros da CPLP, de forma a permitir o necessário acesso ao crédito nos mercados financeiros internacionais nas melhores condições; não visando o lucro, poderá por sua vez conceder crédito em boas condições, em permanente ligação aos Governos dos países da CPLP e a instituições financeiras públicas e privadas, agências de desenvolvimento, ONGs e fundações privadas do espaço lusófono.
Assim,
- Requeremos aos Governos da CPLP que assumam o compromisso da criação de uma estrutura financeira institucional lusófona de suporte a um horizonte comum de envolvimento e cooperação entre os povos e as economias da lusofonia;
- Requeremos aos Governos da CPLP a construção comum de uma alternativa lusófona ao já existente “Banco do Sul”, lançado por Hugo Chávez e que além da Venezuela, agrega também Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e o lusófono Brasil, de uma alternativa lusófona a esta abordagem estritamente sul-americana da política externa brasileira.
- Requeremos aos Governos da CPLP o empenhamento claro num projecto de longo prazo que aprofunda os laços económicos e sociais entre os povos da lusofonia, que abre novas alternativas de financiamento onde as outras se encontrarem indisponíveis, que tem como prioridade o foco no desenvolvimento humano e não apenas os critérios do lucro ou do crescimento bruto das economias, sem ter em consideração a repartição da riqueza ou a qualidade de vida e direitos cívicos e humanos dos cidadãos.
- Requeremos aos Governos da CPLP o empenhamento consistente na criação de um verdadeiro banco de desenvolvimento que promova o envolvimento das populações e a integração, à escala humana, das economias dos seus países – o empenhamento na criação e na condução partilhada de um Banco de Desenvolvimento Lusófono.
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Entregando alguns dos livros já recolhidos para envio para a Guiné-Bissau. Graças à parceria (e contentor) da Ajuda Amiga, cujo presidente J. Carlos M. Fortunato aqui surge, à esquerda. Estes livros, juntamente com outros que esperamos ainda recolher em lançamentos da Nova Águia, devem seguir para Bissau já em janeiro de 2010.
P.S.: Falta o amigo Pires (o fotógrafo) e a Paula Viotti que cedeu uma grande parcela dos livros recolhidos!
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O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO saúda o recente anúncio público do Embaixador australiano em Timor-Leste relativo à retirada, ainda que não imediata, dos militares australianos e neozelandeses aí estacionados. Como o MIL defendeu na sua Petição “Por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz” (http://www.petitiononline.com/mil1001/petition.html), as únicas forças que deveriam estar em Timor-Leste deveriam ser Forças Lusófonas, de todos os países da CPLP.
Não obstante, o MIL repudia as declarações do mesmo Embaixador, Peter Heyward, relativas à situação política interna de Timor-Leste. Este país lusófono não é tutelado pela Austrália, pelo que são descabidas quaisquer declarações públicas relativas à situação política interna timorense.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
www.movimentolusofono.org
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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
(blogue: www.mil-hafre.blogspot.com)
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O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de dois milhares de adesões, de todos os países da CPLP.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.
MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:
António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
MIL-CONSELHO CONSULTIVO:
Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Portugal), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).
Contacto: 967044286
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Considerando que cabe aos galegos determinar o futuro da Galiza, conforme foi expressamente ressalvado no último debate público que promovemos, e não pretendendo suscitar um diferendo diplomático entre o Estado Português e o Estado Espanhol a este respeito, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO apela a que as emissões de rádio e televisão portuguesas (sobretudo aquelas que privilegiem programas de cariz cultural) sejam recebidas na Galiza, conforme é desejo expresso de múltiplas organizações galegas.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
http://www.movimentolusofono.org/
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1. O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO nasceu no primeiro dia de 2008, enquanto o movimento cultural e cívico prefigurado no Manifesto da NOVA ÁGUIA (cf. nº 1, pp. 7-13, ponto 9), procurando ser pois, no século XXI, o que foi o MOVIMENTO DA RENASCENÇA PORTUGUESA, agora a uma escala lusófona, como desde logo se infere pelo nome, procurando repensar Portugal no contexto da Lusofonia e erguer um Portugal novo que seja um modelo de justiça, desenvolvimento e fraternidade entre os homens. Logo no seu primeiro ano de existência, o MIL tomou várias posições em prol de uma real convergência lusófona: quer defendendo uma“Força Lusófona de Manutenção de Paz”, para acorrer às situações vividas em Timor-Leste e na Guiné-Bissau, por exemplo, quer defendendo o princípio do “Acordo Ortográfico”, a nosso ver um instrumento importante para essa convergência lusófona que almejamos, quer ainda defendendo o “Passaporte Lusófono”, uma das mais marcantes bandeiras de Agostinho da Silva, uma das personalidades cujo pensamento mais inspira o nosso ideário, em prol da livre circulação de pessoas no espaço lusófono.
2. No segundo ano de existência, o MIL lançou mais três petições: a primeira defendendo as candidaturas independentes à Assembleia da República Portuguesa, de modo a revitalizar a nossa democracia; a segunda apelando a um maior envolvimento da comunidade lusófona em relação à grave situação que se viveu, e vive ainda, na Guiné-Bissau, petição que teve como primeiro subscritor Francisco José Fadul, ex-primeiro-ministro deste nosso país irmão (e membro do Conselho Consultivo do MIL); a terceira, por fim, apelando a que o Governo Português providenciasse a distribuição dos livros que em Portugal não tivessem distribuição comercial para todo o espaço lusófono, em alternativa à sua destruição. Para além dos vários Comunicados que fomos emitindo sobre as mais diversas questões ligadas à convergência lusófona, promovemos ainda três debates públicos: o primeiro sobre o futuro da CPLP, em que foram oradores Lauro Moreira (Embaixador do Brasil na CPLP) e Miguel Real (Membro do Conselho Consultivo do MIL); o segundo sobre a situação na Guiné-Bissau, em que o orador foi Francisco José Fadul; o terceiro sobre a condição lusófona da Galiza, em que foram oradores Alexandre Banhos Campo e José Manuel Barbosa, vindos expressamente da Galiza, membros do Conselho Consultivo do MIL e da AGAL (Associação Galega da Língua). Promovemos ainda duas recolhas de livros: uma para Timor-Leste, em parceria com a Associação de Apoio da Diocese de Baucau; outra para a Guiné-Bissau, em parceria com a ONG Ajuda Amiga. Igualmente publicitámos iniciativas da AMI e da Amnistia Internacional, com as quais também nos reunimos e estabelecemos parcerias. Organicamente, neste segundo ano procedeu-se ainda à reestruturação dos nossos órgãos dirigentes: de uma Comissão Coordenadora de 15 elementos passámos para uma Comissão Executiva de 6 (mais pequena e por isso mais coesa e operativa), acompanhada por um Conselho Consultivo, neste momento constituído por 25 elementos, de todo o espaço lusófono, incluindo a Galiza, Goa, Macau e Malaca. O número de adesões cresceu igualmente – neste segundo ano passámos a fasquia das duas mil adesões, de todos os países da CPLP –, tendo-se a tendência de crescimento acentuado nestes últimos meses.
3. Sem crises de identidade, o MIL avança para o ano de 2010 centrando-se naquilo que para si é, desde sempre, o essencial: o reforço dos laços entre os países lusófonos – a todos os níveis, como sempre expressamente dissemos: não só no plano cultural, mas também social, económico e político. Neste último plano, não antecipamos as formas em que se poderá concretizar a convergência lusófona que almejamos. Sabemos que o caminho será longo e que falta quase tudo: desde logo, o sentido de uma cidadania lusófona. Por isso, é também desde logo isso o que queremos cimentar. Esse será o chão a partir do qual depois se construirão as paredes deste edifício. Para tal, importa também que cada país arrume antes a sua casa, criando sociedades mais justas, reais Estados de Direito, onde todos possam viver com dignidade, usufruindo da liberdade e da justiça, que só Estados fortes podem proteger, no cumprimento das suas constituições, doa a quem doer – só assim será possível, no aprofundamento da CPLP, criar uma verdadeira comunidade lusófona, uma casa comum da lusofonia. Ainda que de forma demasiado lenta, sabemos que a história, na sua lógica pendular, vai nesse sentido – para aí apontam múltiplos sinais: depois de mais de três décadas de costas voltadas, por um amontoado de traumas e ressentimentos, todas essas feridas estão agora, finalmente, a cicatrizarem-se, assim abrindo caminho para a recriação do espaço lusófono enquanto um verdadeiro espaço cultural e civilizacional. Sabemos que ainda há quem agite fantasmas do passado, mas o nosso paradigma é um paradigma novo, de futuro.
Queremos que esse espaço lusófono seja o lugar, a casa comum, onde todos os lusófonos tenham, numa base de liberdade e fraternidade, uma vida digna, sem mais adjectivos. Para mais, no caso dos portugueses, se de novo nos viramos para o Atlântico, não é para de novo virar as costas à Europa – somos europeus e por isso manteremos todos os laços: desde logo com a Galiza – ainda que, como salientámos no debate que promovemos, seja aos galegos que cabe decidir o seu futuro –, depois, com os demais povos ibéricos (sem procurar ressuscitar guerras do passado); por fim, com todos os outros povos europeus, em especial os do Sul (com os quais partilhamos uma história milenar). Mas esses laços não são para nós amarras que impeçam o reencontro com a nossa vocação desde logo mediterrânea e atlântica; por fim, por tudo aquilo que nos liga aos demais países lusófonos, universal. Por isso também defendemos o trans-nacionalismo lusófono – mais do que um sistema, uma dinâmica, através da qual, sem pôr em causa a soberania dos diversos países da CPLP, estes escolham, livremente, cooperar, de modo crescente, nos mais diversos níveis, para benefício de todos (para tal, uma das nossas últimas propostas, o “Banco de Desenvolvimento Lusófono”, pode ser um bom instrumento). Por esse caminho, quem sabe se, mais à frente, não se criará um bloco cultural, social, económico e político – em suma, civilizacional –, que seja um exemplo para outros povos do mundo, num tempo em que o sistema económico e político que nos tem desgovernado se apresenta cada vez mais exangue. É esse o caminho que o MIL pretende trilhar, mobilizando cada vez mais cidadãos lusófonos e estabelecendo parcerias com as mais diversas entidades que partilhem a nossa visão. Ainda e sempre, tomando posição pública sobre todas as questões que promovam a convergência lusófona (por isso, de resto, em Portugal e nos demais países da CPLP, somos cada vez mais reconhecidos como a entidade que, de forma mais coerente e consequente, no plano por vezes político mas sempre trans-partidário, tal defende). Ainda e sempre, lançando, para o espaço público das ideias, propostas concretas e tomando nós próprios iniciativas para que essa convergência lusófona seja cada vez mais real.
Eis, em suma, o caminho que continuaremos a trilhar durante esse novo ano de 2010. Quer juntar-se a nós? Para partilhar este nosso caminho, para propor iniciativas e tomadas de posição, para difundir esta visão – contamos consigo. Em 2 anos, somos já mais de 2 MIL. Mas queremos ser muitos mais…
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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
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O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de dois milhares de adesões, de todos os países da CPLP.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail: adesao@movimentolusofono.org
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António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
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Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Luísa Timóteo (Malaca), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Portugal), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).
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Estamos em época natalícia, que, para além de todas as religiões e credos, é uma época de partilha e generosidade. Neste ambiente, o MIL estabeleceu com a Kiva um grupo de solidariedade de micro-crédito.
Esta Organização Não Governamental possui uma extensa rede de organizações estabelecidas localmente, em países em vias de desenvolvimento e que através do regime do micro financiamento permite que empreendedores estabeleçam as suas atividades empresariais, fornecendo-lhes meios para sair da pobreza e contribuir assim para o desenvolvimento económico e social das suas comunidades locais. O sítio da Kiva (http://www.kiva.org) possui todas as informações adicionais sobre as suas iniciativas, e uma lista de organizações locais com quem trabalha, estando entre elas duas moçambicanas: http://www.kiva.org/about/partners/
O convite que fazemos aos membros e simpatizantes do MIL é que:
1. Adiram à Kiva, registando-se e assim contribuindo para este sistema de micro crédito https://www.kiva.org/app.php?page=register de méritos internacional reconhecidos e que escolham um empreendedor ou negócio de Moçambique (o único país lusófono por enquanto representado).
Na adesão, podem aderir ao grupo que o MIL criou:
http://www.kiva.org/community/viewTeam?team_id=110342.
2. Que os membros do MIL que conheçam ONGs de créditos reconhecidos as sugiram à Kiva para que esta possa expandir as suas iniciativas a outros países lusófonos:
http://www.kiva.org/about/pic
Para saber mais sobre a Kiva:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kiva_(organização)
http://articles.latimes.com/2007/oct/18/business/fi-kiva18
http://select.nytimes.com/2007/03/27/opinion/27kristof.html?_r=1
http://blog.institutoinovacao.com.br/2008/02/28/kivaorg/
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
(www.movimentolusofono.org)
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O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO elege todos os anos a personalidade que, no nosso entender, mais contribuiu para a convergência lusófona.
A personalidade que elegemos referente ao ano de 2009 é a do Embaixador brasileiro junto da CPLP, Lauro Moreira.
Fazemo-lo em reconhecimento de todo o seu trabalho em prol da dinamização da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Para além deste seu cargo, que estás prestes a abandonar por limite de idade, Lauro Moreira foi ainda responsável pela ABC (Agência Brasileira de Cooperação), Embaixador em Marrocos e Coordenador nas Comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil. Em todos esses cargos demonstrou sempre um grande empenhamento no reforço dos laços entre os países lusófonos.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
P.S.: Caso queira participar no processo de eleição da PERSONALIDADE LUSÓFONA DO ANO (2010), deverá sugerir-nos um nome até 01.12.10, com a devida justificação.
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Os estudiosos do problema da fome declaravam no final do século XX (segundo milênio) que no século XXI a alimentação de toda a população mundial estaria garantida não só porque a produção de alimentos seria suficiente, mas também, que a sua distribuição equitativa estava garantida. Perspectiva que foi acordada amplamente pela Food and Agriculture Organization (FAO). Infelizmente, parece que está sucedendo precisamente o contrário. O problema da fome em quase todo o mundo tende a agravar-se.
Dos quase sete bilhões de habitantes a que em breve chegará a população mundial, pelo menos dois bilhões passam fome ou são mal alimentados. Esse extraordinário número de indivíduos se encontra, sobretudo, na África e na Ásia. Ao contrário da Europa e das Américas que têm alimentação farta e podem até mesmo exportar. No entanto, também ali mesmo, registram-se problemas por falta de poder de compra de alimentos, como, por exemplo, nos EUA onde cerca de trinta milhões de pessoas recorrem à distribuição de “sopa gratuita” para evitar ou, pelo menos, amenizar a fome.
Esse grave problema é, constantemente, analisado e discutido e propostas de solução são apresentadas. Contudo, não se chega jamais a uma solução definitiva. Parece mesmo que o velho Malthus tinha razão e acertou na sua previsão.
Mas, em minha opinião (já publicada várias vezes) a solução existe podendo e devendo ocorrer a partir do Brasil. Essa posição é sustentada por um estudo experimentado e exposto no livro Manejo Ecológico do Solo (1979) da professora Ana Primavesi. Grande mestra no estudo da agronomia que antes de morrer publicou uma espécie de Relatório no qual se queixava da total falta de iniciativa por parte do Governo e dos órgãos técnicos especializados em tentar, de qualquer maneira, levar à prática a sua proposta, provando que sua adoção em todo o mundo acabaria, definitivamente, com o problema da fome.
Eu tentei de várias formas conseguir alguém com condições para praticar essa nova tecnologia e que se interessasse pelo assunto, mas também não consegui qualquer apoio. Contatei com diversas organizações desde o “Movimento dos Sem Terra” (MST) ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), mas nada consegui.
Agora, no entanto, como a idade e o estado de saúde já não me vão permitir ir para o campo e orientar um grupo de trabalhadores interessados no novo processo usando a tecnologia estudada por Ana Primavesi, resolvi expor aqui o melhor que puder, resumidamente, o esquema de trabalho a realizar e tentar a divulgação e a sua publicação no MIL, mantendo, assim, a esperança de iniciar a salvação da humanidade, riscando de seu destino a miséria provocada pela fome.
Na tecnologia proposta por Ana Primavesi, dispensa-se o uso de mecanização pesada, agrotóxicos e monocultura em áreas grandes. Um grupo de agricultores (mais de 4) trabalhando coletiva e comunitariamente executará o projeto. Não haverá “patrão” comandando (um trabalho executado por um grupo de trabalhadores comandados por um patrão é uma prática que lembra a escravatura).
O solo será cavado com enxada até uns 15 cm de profundidade e ajuntado para formar camalhões (canteiros) com o máximo de largura de 1,8 metros (180 cm) considerando-se 1,6 metros (160 cm) a área produtiva. O camalhão terá cerca de 35 a 40 centímetros de altura. A análise do solo levará à necessidade de juntar minerais (não industrializados) e matéria orgânica. Para garantir a fertilidade os camalhões serão irrigados.
Ana Primavesi diz no seu livro que um solo assim preparado terá por área de 0,3 metros quadrados (30 decímetros quadrados) e 50 centímetros de profundidade, cerca de 5 trilhões de microorganismos. São eles que garantem a fertilidade.
Todo o camalhão será povoado de minhocas cujo número deverá atingir, antes de um ano de trabalho, 400 a 500 por metro quadrado. Toda a matéria orgânica se transformará em húmus de minhoca. As minhocas aproveitarão, também, as raízes e restos das plantas produzidas, em húmus. Deve, ainda, juntar-se matéria orgânica vinda de fora, sobretudo lixo orgânico de povoações, para garantir a abundância desse ótimo fertilizante.
No camalhão serão plantadas todas as espécies de vegetais adaptados ao clima da região e de acordo com o plano de exploração desejado pelos produtores. Como toda a superfície do camalhão tem o mesmo grau de fertilidade, as plantas, até mesmo árvores e arbustos, serão plantadas o mais perto possível, respeitando apenas a incidência do sol.
Do que for produzido, uma parte será para o consumo humano (alimento) e outra para a pecuária. O que restar será para as minhocas. Admite-se, e tentará provar-se, que a produção nos camalhões poderá ser até dez vezes maior do que de uma área igual cultivado pelo sistema tradicional.
Pode concluir-se que, com esta tecnologia, a produção mundial de alimentos que hoje poderá atingir no máximo 8 bilhões de pessoas, alimentará mais de 20 bilhões, mesmo que a área utilizada se reduza a metade da atual. Porém, acredito que muito dificilmente a população mundial poderá atingir este número por razões de dificuldades de povoamento diferentes das da alimentação.
José Luís Poças Leitão Conceição Silva
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