De Emanuel Oliveira Medeiros, mais um Livro MIL…

“José Enes e Gustavo de Fraga: pastores da verdade na luz do ser”, Lisboa, MIL/ DG Edições.
ISBN: 978-989-54268-3-6
Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Fotos da Homenagem a Fernão de Magalhães, no Bairro Português de Malaca. Com o apoio do MIL e da NOVA ÁGUIA…

 

 

Com o apoio do MIL: Fernão de Magalhães homenageado em mural no Bairro Português em Malaca

Uma pintura mural inspirada na azulejaria portuguesa e a homenagear Fernão de Magalhães vai ser realizada por lusodescendentes e residentes no Bairro Português em Malaca, na Malásia, no próximo fim de semana.
A realizar num muro com 10 metros de comprimento por três metros de altura, e situado no centro do Bairro Português em Malaca, “um traço por Magalhães” é um projeto desenvolvido pelo centro artístico A Casa ao Lado, em parceria com a Associação Coração de Malaca, o Instituto Camões e o Movimento Internacional Lusófono (MIL).
A iniciativa surge no âmbito das comemorações do quinto centenário da primeira volta ao mundo, tendo como missão deixar uma “marca” da identidade portuguesa em diferentes comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, segundo um comunicado de A Casa ao Lado.
Para Joana Brito, diretora artística de A Casa ao Lado, esta intervenção artística tem como objetivo “criar um polo de referência turística que integre os roteiros da arte urbana do próprio bairro”, além de “requalificar o património municipal e local”.
“Com este projeto pretendemos também ajudar a potenciar o empreendedorismo local, ensinando os participantes a produzir peças artesanais através de técnicas simples de reprodução gráfica, tirando assim partido da imagem criada no mural artístico, para que posteriormente possam vender as peças a turistas”, adiantou Joana Brito.
E acrescentou: “O facto de este projeto de arte urbana envolver a participação ativa da comunidade local proporciona não apenas o acesso à experimentação artística a jovens com condições socioeconómicas vulneráveis, mas também a integração de jovens em risco de exclusão social e o desenvolvimento da consciência cívica, pela promoção da cidadania e participação na comunidade”.
Antes desta iniciativa na antiga colónia portuguesa de Malaca, A Casa ao Lado realizou, nos últimos meses, intervenções semelhantes (pinturas murais) no âmbito do projeto “Um traço por Magalhães” em Portugal, envolvendo as comunidades locais em Matosinhos, Leça da Palmeira e Ponte da Barca.
Em maio do ano passado, A Casa ao Lado envolveu cerca de 150 emigrantes e lusodescendentes a residir no bairro nova-iorquino do Soho na criação de um vitral baseado nos padrões da azulejaria portuguesa.
Esta organização foi fundada em 2005, em Vila Nova de Famalicão, pelos artistas plásticos Joana Brito e Ricardo Miranda. Em 2018 passou a integrar a rede de Clubes UNESCO no campo da intervenção e criação artística.
por Lusa

Também no jornal Público: “Um outro olhar sobre Angola”

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Andam mil e uma vozes a clamar contra a nossa “elite” político-económica por causa dos negócios com Isabel dos Santos, mas, por uma vez, a nossa “elite” (mantenhamos as aspas) está relativamente inocente.

Se não, vejamos, sem qualquer cinismo: Isabel dos Santos é, como se sabe, filha de José Eduardo dos Santos, até há pouco tempo o omnipotente Presidente de Angola; durante todo esse tempo, Isabel dos Santos foi, por isso, muito mais do que uma Embaixadora; foi a máxima representante político-económica do Presidente de Angola, o mesmo é dizer, do MPLA, o mesmo é dizer, do próprio regime angolano.

Face a essa condição de Isabel dos Santos, fechar-lhe a porta na cara seria de um paternalismo intolerável. Sim, em privado, até poderíamos – e deveríamos – pensar que o “seu” dinheiro era suspeito. Mas, tendo o aval do próprio regime angolano, como o dizer em público? Como lho dizer cara a cara, sem com isso afrontar a soberania de Angola?

Se algum “pecado” cometeu a nossa “elite” político-económica, foi apenas o “pecado original”. Sim, falamos do modo como se processou a “descolonização exemplar”. Alegadamente em nome da liberdade, Portugal permitiu (para dizer o mínimo) regimes de partido único em todos os países que descolonizou. A partir daí, deu-se o inevitável: a apropriação estatal dos meios de produção acabou por beneficiar a elite dirigente. Angola foi apenas mais um exemplo – ainda que, reconheçamo-lo, um exemplo particularmente extremado.

Mas, face a isso, pouco mais haveria a fazer. A história não é um jogo de computador – não se pode voltar atrás e recomeçar de novo até acertamos na melhor opção. Após esse “pecado original”, reiteramo-lo, não nos cabia desqualificar os representantes políticos e económicos de Angola. Só o próprio regime angolano o poderia fazer, como agora o fez, relativamente a Isabel dos Santos. Por isso, também só agora a nossa “elite” político-económica pode, enfim, fechar-lhe a porta na cara, sem que esse gesto constitua qualquer afronta a Angola.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

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5 de Fevereiro: NOVA ÁGUIA em Braga…

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3 de Fevereiro, nos Açores…

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30 de Janeiro: NOVA ÁGUIA no Algarve…

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Bragança e o fantasmático racismo português

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24 de Janeiro: Lançamento da Versão Completa da “Vida Conversável”, de Agostinho da Silva (Colecção NOVA ÁGUIA)

Mensagem de pesar em memória de Nuno Rebocho

O MIL – Cabo Verde manifesta o seu pesar pela morte de Nuno Rebocho, um amigo do MIL em Cabo Verde, amizade manifesta pelas suas nobres actividades como membro do MIL e como escritor e jornalista que muito fez pela cultura literária e política das ilhas.
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Doze Votos Lusófonos para 2020

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Também no Jornal Público: “Carta a António Costa”

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Diferenças ideológicas à parte, orgulhamo-nos de ter como Primeiro-Ministro português um filho de Goa, o que, por si só, ilustra bem a tese que não nos cansamos de defender: a de que Portugal é, de longe, no espaço europeu, o país menos racista.

Com efeito, não conseguimos imaginar nenhum outro país europeu onde algo de similar pudesse acontecer. O exemplo mais próximo será talvez o do actual Mayor de Londres: Sadiq Aman Khan, filho de emigrantes paquistaneses. Sendo que, mesmo aí, há uma subtil, abissal diferença – como o próprio decerto reconhecerá, jamais Sadiq Aman Khan poderia ser eleito Primeiro-Ministro britânico (é demasiado “não branco” para tal).

Já o caso de António Costa ilustra bem a nossa diversa matriz cultural e a visão de Portugal em que nos reconhecemos: um país lusofonamente multicolor, que assume, sem complexos, toda a sua história e que, por isso, será sempre um espaço natural de mestiçagem: étnica, cultural e religiosa.

Na nossa ida a Goa, em 2018, onde participámos num congresso, lembramo-nos ainda bem de termos comentado esse facto com alguns dos nossos interlocutores – e também nenhum deles conseguiu imaginar um outro país europeu onde tal fosse possível. Isto numa altura em que a própria Índia atravessava já uma crise identitária que entretanto se agudizou. Como então nós próprios denunciámos: “Há um assumido propósito de fazer do hinduísmo a única religião de referência do país, tornando assim ‘estrangeiros’ os católicos e os muçulmanos”.

Vem isto a propósito de algumas notícias recentes que dão conta do mal-estar existente em Goa, por uma alegada intimação do Governo Indiano, “obrigando milhares de detentores do cartão de cidadão e passaporte portugueses emitidos em Goa a escolher entre um de dois registos” (cf. Público, 24.12.19). Isto depois de António Costa ter recebido um cartão de cidadão da Índia no estrangeiro, na sua visita oficial em 2017, pelas mãos do próprio Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi.

Obviamente, defendemos que Portugal deve ter as melhores relações diplomáticas com a União Indiana. A anexação de Goa, passado todo este tempo, é absolutamente irreversível – como nós próprios já escrevemos: “Mais de meio século após a anexação, não há ninguém em Portugal que, seriamente, pretenda questionar o estatuto de Goa. Enquanto houver Índia, Goa fará pois parte da Índia.” (“Regresso a Goa”, Público, 14.06.18). Não podemos, porém, aceitar que o Governo português caucione a situação que agora se coloca. Assim sendo, caro António Costa: ou o Governo indiano permite que os goeses mantenham a dupla cidadania, ou o Primeiro-Ministro português terá que renunciar à cidadania indiana. Outra hipótese não há.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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De Marcelo Rebelo de Sousa, sobre Pinharanda Gomes, na NOVA ÁGUIA 25…

Excerto do Discurso de Sua Excelência, o Presidente da República, no Encerramento da Sessão de Homenagem a Pinharanda Gomes (Palácio da Independência, 7 de Outubro de 2019).

As notícias e verbetes de enciclopédia sobre Pinharanda Gomes destacam o que é justo e evidente: não houve mais ninguém que batalhasse tanto pela Filosofia Portuguesa. Pinharanda não a fundou, não a inventou, mas dedicou décadas a difundir, sistematizar, esclarecer e defender um pensamento que se queria enraizado numa condição portuguesa, mas também numa tradição ocidental, marcada pela «fidelidade ao magistério de Aristóteles», com o seu prolongamento no tomismo e noutras correntes, cristãs ou laicas. Quanto à específica genealogia portuguesa, Pinharanda lembrou, entre tantos, os Conimbricenses do Colégio das Artes, a Escola do Porto, a Renascença Portuguesa ou o movimento em torno do jornal 57. Isso significa, só para nos atermos aos modernos, uma plêiade de nomes muito diversos, e nem sempre compatíveis entre si, como Pascoaes, Sampaio Bruno, Leonardo Coimbra, Álvaro Ribeiro, Cunha Leão, Orlando Vitorino, Afonso Botelho, António Quadros ou António Braz Teixeira. Que a Filosofia Portuguesa não é monolítica garantiu Pinharanda Gomes ao escrever que brota de fontes tão diferentes como o interiorismo, o racionalismo, o futurismo, o messianismo, o evolucionismo criacionista, o simbolismo, o espiritualismo franciscanizante, o atlantismo e o saudosismo.

E porque é que é «portuguesa»? Respondeu Pinharanda, em 1986, que «o termo filosofia portuguesa requer a norma de que, não obstante a universalidade da filosofia, isso não retira à sua universal forma o sentido situado e concreto, próprio de todo o universal que se revela em teoria através do particular, a problemática concreta da cultura portuguesa (…)». É, acrescentou, como o vinho do Porto: o vinho é do Porto, mas a essência do vinho do Porto não é ser do Porto, é ser vinho.

E não sei o que é mais notável, se esta vasta e infatigável produção, se o facto de tal erudição se basear num estudo auto-didacta. A noção de pensamento «nacional», de um pensamento «português», a colagem a uma exclusiva ideia «saudosista», com duvidosas porque imprecisas conotações políticas, não ajudaram a causa da Filosofia Portuguesa, hostilizada no meio académico, que além do mais via Pinharanda Gomes como um corpo estranho, sem as cartas de linhagem devidas. E, no entanto, ouvimos esta tarde, e fomos lendo ao longo dos anos, personalidades de distintos quadrantes e distintas convicções louvar o trabalho de sistematização, historiografia e doutrinação dialogante que foram, ao longo de seis décadas, a marca de Pinharanda.

13 de Dezembro, na Galiza…

SOPHIA E O NOME DAS COISAS: PENSAMENTO E OBRA EM SOPHIA DE MELLO BREYNER

Colóquio Internacional de Filosofia e Literatura

13 de Dezembro: Facultade de Filosofía da Universidade de Santiago de Compostela (Seminário 330)

10h00 | SESSÃO DE ABERTURA

10h15 | PAINEL I

SOPHIA, POESIA E DOM | Luís G. Soto

SOPHIA: A ANTOLOGIA COMO LUGAR DE ENCONTRO DE CULTURA(S) | Tiago Aires

SOPHIA E CINATTI: UMA AMIZADE (EXTRA)LITERÁRIA | Brunello Natale De Cusatis

DA LUZ SEM SOMBRA À SOMBRA DA LUZ: ENTRE A GRÉCIA E A IBÉRIA, ENTRE SOPHIA DE MELLO BREYNER, TEIXEIRA DE PASCOAES E JOSÉ MARINHO | Renato Epifânio

12h15 | ALMOÇO

13h30 | PAINEL II

A POESÍA DE SOPHIA DE MELLO: MÉTODO DE COÑECEMENTO E ACCIÓN | Miguel Ángel Martínez Quintanar

POESIA EM SI, POESIA E POEMA: REFLEXÃO EM TORNO DA ATIVIDADE POÉTICA | Luís Lóia

SOPHIA: A VIAGEM COMO ESTRATÉGIA FILOSÓFICO-LITERÁRIA | Maria Luísa Malato e Maria José Silva

SOPHIA E PASCOAES: ONDULAÇÕES | Maria Celeste Natário

15h30 | APRESENTAÇÃO DE OBRAS (INCLUINDO NOVA ÁGUIA 24)

16h00 | ENCERRAMENTO

Fotos do VI Congresso da Cidadania Lusófona…

 26 de Novembro, no Palácio Valenças (Sintra): Sessão de Abertura (com Renato Epifânio, Duarte de Bragança, Eduardo Quinta Nova, Adriano Moreira e Zeferino Boal,
 27 de Novembro, no Liceu Pedro Nunes (com representantes de Associações da Sociedade Civil de todos os países e regiões do espaço lusófono).
27 de Novembro, na Casa de Angola: Encerramento do Congresso.