VI Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade

 

 

24 de Maio

Xuventude de Galicia: Centro Galego de Lisboa

14h00: Painel I

António Braz Teixeira | EXPRESSÃO E SENTIDO DA SAUDADE NA POESIA ANGOLANA E MOÇAMBICANA DA GERAÇÃO DE 1985

Duarte Drumond Braga | A SAUDADE EM GOA

Paulo Borges | SUYDADE: EXPERIÊNCIA DO SI ABYSSAL

15h30: Painel II

Joaquim Pinto | A SAUDADE COMO PROTENSÃO DOS ACTOS TOTAIS OU SUPERVIVÊNCIA DE EXPERIÊNCIAS SAGRADAS

Manuel Curado | A MEDICALIZAÇÃO DA SAUDADE EM JOSÉ FELICIANO DE CASTILHO (1810-1879)

Rui Lopo | WENCESLAU DE MORAES: A RELIGIÃO DA SAUDADE

17h00: Painel III

Miguel Real | A SAUDADE EM PEDRO MARTINS E RODRIGO SOBRAL CUNHA

Pedro Martins | A FENOMENOLOGIA DA SAUDADE EM ANTÓNIO TELMO

Rodrigo Sobral Cunha | A LUA E A SAUDADE

 

25 de Maio

Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa : Sala de Executivos

09h00: Painel IV

Jorge Teixeira da Cunha | A UNIVERSALIZAÇÃO DO TEMA DA SAUDADE NO PENSAMENTO DE ANDRÉS TORRES QUEIRUGA

José Pedro Angélico | RADICAÇÃO E FRONTEIRA, O ESTATUTO PRÉ-ONTOLÓGICO DA SAUDADE: APROXIMAÇÃO TEOLÓGICA À FILOSOFIA DA SAUDADE EM ANDRÉS TORRES QUEIRUGA

Nuno Ornelas Martins | O SAUDOSISMO E A ECONOMIA: O DEBATE ENTRE TEIXEIRA DE PASCOAES E ANTÓNIO SÉRGIO

10h30: Painel V

Joaquim Domingues | NOSSA SENHORA DAS SAUDADES

José Almeida | SAUDOSISMO E MESSIANISMO: ASPECTOS DO MITO EM FERNANDO PESSOA

Lígia Rocha | LIMA DE FREITAS: TRADIÇÃO E MODERNIDADE – QUERELAS SOBRE A SAUDADE

12h00: Painel VI

Alexandre Teixeira Mendes | DO EXÍLIO DA PALAVRA E DA PRONUNCIAÇÃO QUE NÃO CESSA; O ENTRE-DITO DA SAUDADE

Maria Dovigo | ERNESTO GUERRA DA CAL: EXÍLIO E SAUDADE

Pedro Jacob Morais | OUTRAS SAUDADES: UMA APROXIMAÇÃO À OBRA DE TERRENCE MALICK

Colexio Apóstol Santiago – Xesuítas (Vigo)

18h00: Painel VII

Fernando Ponte | A SAUDADE NO PENSAMENTO E NA OBRA DE D. ROBERTO NOVOA SANTOS

Manuel Cândido Pimentel | A FENOMENOLOGIA DA SAUDADE

Miguel Ángel Martínez Quintanar | SAUDADE: ENTRE FENÓMENO E ACONTECEMENTO

Samuel Dimas | A SAUDADE DO PARAÍSO FUTURO

 

26 de Maio

Colexio Apóstol Santiago – Xesuítas (Vigo)

09h00: Painel VIII

Luís G. Soto | SOBRE ANDRÉS TORRES QUEIRUGA E A SAUDADE

Marcelino Agís Villaverde | FILOSOFÍA E SAUDADE: A PROPÓSITO DE ANDRÉS TORRES QUEIRUGA

Renato Epifânio | REPENSANDO O ATEÍSMO: ENTRE ANDRÉS TORRES QUEIRUGA E JOSÉ MARINHO

Rocío Carolo Tosar | O CARACTER ONTOLÓXICO DA SAUDADE: RAMÓN PIÑEIRO E ANDRÉS TORRES QUEIRUGA

11h00: Intervenção de Andrés Torres Queiruga

11h30: Apresentação de Sobre a Saudade: V Colóquio Luso-Galaico &Revista NOVA ÁGUIA nº 21

12h00: Encerramento do Colóquio

Organização: Instituto de Filosofia Luso-Brasileira | Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (RG “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal”) | Centro Português de Vigo | Universidade de Santiago de Compostela (Facultade de Filosofía: Departamento de Filosofía e Antropoloxía) | Universidade Católica Portuguesa (CEFi: Centro de Estudos de Filosofia – Porto) | MIL: Movimento Internacional Lusófono | Revista NOVA ÁGUIA

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16 de Maio | Apresentação de “No Regaço de Ataegina” (edição MIL), de Maria José Leal…

 

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

Próximos Eventos…

7 a 11 de Maio, em Mariana (Brasil)

Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM)
XII Colóquio Antero de Quental 7 – 10 de maio

Colóquio António Braz Teixeira: a obra e o pensamento 11 de maio

2ª-feira – 07/05/2018

Local do evento: Auditório do Colégio Providência

09h – Abertura oficial do evento

Mesa de abertura:

Dr. António Braz Teixeira – Presidente do Instituto de Filosofia Luso-brasileira.

Dom Geraldo Lyrio Rocha – Bispo da Arquidiocese de Mariana.

Prof. Vander Sebastião Martins – Diretor da Faculdade Arquidiocesana de Mariana.

Dr. José Mauricio de Carvalho – UNIPTAN (organizador do evento).

Dr. Heberth Paulo de Souza – Pró-Reitor de Pesquisa e Pós Graduação do UNIPTAN

Dr. Sergio Cerqueira – Reitor da UFSJ

10 h – Conferência de abertura: Primórdios da Historiografia da Filosofia Brasileira

Dr. António Braz Teixeira

11 h – A visão de José Marinho do pensamento português contemporâneo

Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto – IFLB

Debatedor: Dr. José Esteves Pereira – Universidade Nova de Lisboa

11:30 – Apresentação das Atas do XI Colóquio Tobias Barreto realizado em Lisboa no   ano de 2016.

Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto – IFLB

12 – 14 h – almoço

14 h – Historiografia e Historiosofia. A obra de José Silva Dias (1916-1994)

Dr. José Esteves Pereira – UNL

Debatedor: Dr. José Mauricio de Carvalho – UNIPTAN

15 h – O ensino no Seminário de Mariana no século XIX no período de Dom Viçoso (1844-1875)

Prof. João Paulo Rodrigues Pereira

         Debatedor: Prof. Mauro Sérgio de Carvalho Tomaz 

Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira

16 h – A filosofia no Brasil: a perspectiva de Ivan Domingues

         Prof. Bernardo Goytacazes de Araújo

         Debatedor: Dr. Ivan Domingues

17 – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Washington Vita

Dr. Adelmo José da Silva e Prof. Adelmo José da Silva Filho

Debatedor: Dr. Adelmo José da Silva

3ª-feira – 08/05/2018-

9 h – A Missão Francesa e a fundação do Departamento de Filosofia da USP

Dr. Ivan Domingues

Debatedor: Dr. Antônio Joaquim Severino

10 h – Ciência e Filosofia no projeto interdisciplinar da formação humana: a contribuição do pensamento de Hilton Japiassu

Dr. Antônio Joaquim Severino – USP/UNINOVE

Debatedor: Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto – IFLB

11 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Cruz Costa

Dr. Paulo Roberto Margutti Pinto– UFMG/FAJE

Debatedor – Dra. Cláudia Maria Rocha de Oliveira – FAJE

12 – 14 h – almoço

14 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Geraldo Pinheiro Machado

Prof. Paulo Roberto Andrade de Almeida – UFSJ

Debatedor: Dr. Silvio Firmo do Nascimento – UNIPTAN

15 h – Filosofia e Transcendência em Henrique C. de Lima Vaz

Dr. Samuel Fernando Rodrigues Dimas – UCP

Debatedor: Dra. Cláudia Maria Rocha de Oliveira – FAJE

16 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Henrique Claudio de Lima Vaz

        Dra. Cláudia Maria Rocha de Oliveira – FAJE

         Debatedor: Dr. Samuel Dimas– UCP

20:30 h. evento cultural (concerto no órgão restaurado da Igreja Matriz de Mariana com a organista oficial da Sé Mariana Josinéia Godinho – Bacharel em órgão pela Faculdade Santa Marcelina, graduada em Música sacra pela Kirchenmusik (Hamburgo – Alemanha) e mestre em música pela UFMG).

4ª- feira – 09/05/2018 –

Em sala paralela haverá comunicação de alunos do curso de Filosofia

9 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo João Camilo de Oliveira Torres

Dra. Anna Maria Moog Rodriguez – Instituto de Filosofia Luso-Brasileiro

       Debatedor: Prof. Mauro Sergio de Carvalho Tomaz – UFSJ

10 h- Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Silvio Romero

         Dr. Silvio Firmo do Nascimento – UNIPTAN

         Debatedor: Dr. Adelmo José da Silva – UFSJ

11h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Aquiles Cortes Guimarães

Dra Regina Coeli Barbosa Pereira – UFJF

Debatedor: Dra. Rosilene de Oliveira Pereira – UFJF

12 – 14 h – almoço

14 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Roque Spencer Maciel de Barros

Dra. Rosilene de Oliveira Pereira – UFJF

Debatedor: Dr. Ricardo Vélez Rodríguez – UFJF e Faculdade Arthur Thomas –    Londrina

15 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira José Oswaldo de Meira Penna

Dr. Ricardo Velez Rodríguez – UFJF e Faculdade Arthur Thomas – Londrina

Debatedor: Dr. Arsênio Eduardo Corrêa – Instituto de Filosofia Brasileira (SP)

16 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Paulo Margutti

Dr. Adelmo José da Silva – UFSJ

Debatedor: Prof. Paulo Roberto Andrade de Almeida – UFSJ

17 h – Pensamento filosófico sobre a reparação do evento em Bento Rodrigues.

Dr. José Afrânio Vilela – Desembargador TJMG

Debatedor – Dr. Guilherme de Sá Meneghin

5ª-feira – 10/05/2018 –  

9 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Antônio Ferreira Paim

Dr. José Mauricio de Carvalho – UFSJ e UNIPTAN

Debatedor: Dr. José Esteves Pereira – Universidade Nova de Lisboa e IFLB

10 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Miguel Reale

Dr. Arsênio Eduardo Corrêa – Instituto de Filosofia Brasileira (SP)

Debatedor: Dr. Silvio Firmo do Nascimento

11 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Jorge Jaime

Dr. Roberto Hofmeister Pich – PUCRS

Debatedor: Prof. Ms. Mauro Sergio de Carvalho Tomaz –

12 – 14 h – almoço

Tarde livre em Ouro Preto e/ou Mariana

6ª-feira – 11/05/2018 –

Colóquio António Braz Teixeira: a obra e o pensamento

9 h – António Braz Teixeira: filosofia e poesia da saudade

Dr. Manuel Cândido Pimentel – UCP

Debatedor: Dra. Constança Marcondes Cesar – UFS    

9:30 h– O conceito de Deus na filosofia luso-brasileira na ótica de Braz Teixeira

Dr. Humberto Schubert Coelho – UFJF

Debatedor – Dr. António Braz Teixeira

10 h – Fidelino de Figueiredo e Braz Teixeira: diálogos sobre o Atlântico

Dra. Rita Aparecida Coelho Santos –

Debatedor – José Esteves Pereira – UNL

10:30 h – António Braz Teixeira: Filosofia luso-brasileira no século XVIII

Dr. José Esteves Pereira – UNL

Debatedor – Dr. Manuel Cândido Pimentel – UCP

11 h – António Braz Teixeira: para uma filosofia lusófona

Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto

Debatedor: Dr. António Braz Teixeira – IFLB

12 – 14 h – almoço

14 h – A teoria do mito na Filosofia da Religião Luso-Brasileira de António Braz Teixeira

Dr. Samuel Dimas – UCP

Debatedor: Dr. Manuel Cândido Pimentel -UCP

15 h – Lançamento da Revista Nova Aguia.

Dr. Renato Epifânio – Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

Regresso a Goa

Que tem Goa, que magoa meu coração português?… (– Índia sonhada em Lisboa, diz-me segredos de Goa, diz-mos baixinho de vez…)
Que tem Goa, que destoa do mundo que à volta sei?… (– Índia das noites à toa, canta-me a voz do Pessoa, conta-me a volta do Rei…)
Que tem Goa, qu’inda ecoa nas águas mortas do mar? (– Índia, vem… moro em Lisboa… deixei meus barcos em Goa, preciso de navegar…)
Casimiro Ceivães, in Revista NOVA ÁGUIA, nº 2 (2ª semestre de 2008)

Foi decerto um regresso, ainda que nunca lá tivéssemos estado. Olhando, porém, para os monumentos, sobretudo em “Goa Velha”, para o bairro tão típico das “Fontainhas”, em Pangim, para os nomes das ruas, das próprias pessoas, foi decerto um regresso. Um regresso, decerto, agridoce. Essa memória histórica está a apagar-se progressivamente e, se se mantiver esta inércia e esta erosão, daqui a poucas décadas já quase nada restará. Sendo que já não resta muito.

Seria fácil apontar o dedo a Portugal e aos restantes países lusófonos mas, neste caso, é a própria Índia a principal responsável. Mais de meio século após a anexação, a Índia continua a querer “indianizar” Goa, não percebendo que seria do seu próprio interesse que Goa mantivesse a sua relativa singularidade, tal como a China já percebeu há muito no caso de Macau, ainda que por meras razões económicas.

Assim, enquanto a China promove o ensino da língua portuguesa e faz de Macau um canal de comunicação e comércio com o espaço lusófono, em Goa desincentiva-se o ensino da língua portuguesa. Segundo os “media” locais, conforme pudemos testemunhar, só os “velhos” (ou os “saudosistas”, para não dizer pior) insistem em aprender a nossa língua. O que é falso. Vimos dezenas de jovens em aulas de português. Se não fosse este ambiente adverso, difundido pelas próprias autoridades indianas, essas dezenas seriam decerto centenas, senão milhares.

O que torna a situação mais absurda é o facto de, neste caso, a Índia estar a lutar contra si própria. Mais de meio século após a anexação, não há ninguém em Portugal que, seriamente, pretenda questionar o estatuto de Goa. Enquanto houver Índia, Goa fará pois parte da Índia. Neste caso, a história é absolutamente irreversível e é mais do que tempo da Índia perceber isso. Sendo que os fantasmas indianos não têm a ver apenas com Portugal. É ainda sobretudo o trauma da cisão do Paquistão que leva a Índia a querer “indianizar” o mais possível todo o território.

As posições públicas do Primeiro-Ministro da União Indiana, Narendra Modi, são a esse respeito preocupantes. Há um assumido propósito de fazer do hinduísmo a única religião de referência do país, tornando assim “estrangeiros” os católicos e os muçulmanos. Mas se quanto à ultra-minoria católica (não chega a 2%) Narendra Modi sabe que nada deve temer, já quanto aos muçulmanos, que são cerca um terço da população, a situação é muito diferente. Decerto, eles não ficarão calados nem quietos. A Índia é também o país deles. E eles – penso, em particular, num muçulmano goês, que fala razoavelmente bem a nossa língua (e que até partilha connosco as mesmas cores clubísticas) – têm decerto o direito a continuar a viver na Índia.

Entretanto, há uma série de comunidades em Goa que se sentem igualmente ameaçadas. Falo, com conhecimento de causa, de uma série de comunidades do interior de Goa que durante séculos se dedicaram à agricultura e à pecuária, cuja autoridade sobre as suas terras foi reconhecida pelo Estado Português (oficiosa e depois oficialmente através de um “Código das Comunidades”, datado de 1904 e reiteradamente confirmado em 1933 e em 1961), e que agora vêem essa autoridade questionada, pondo assim em causa um secular modo de vida. No regresso a Portugal, é sobretudo nessas pessoas que penso. Quando regressar de novo a Goa, espero reencontrá-las mais esperançadas no seu futuro.

Fotos e Vídeo da Sessão MIL-NOVA ÁGUIA na Sociedade de Geografia (28.03.2018)

Fotos de Luís de Barreiros Tavares
Ver vídeo:

Notícia da Agência Lusa sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA…

O autarca moçambicano Manuel de Araújo, distinguido como Personalidade do Ano da Lusofonia pelo Movimento Internacional Lusófono (MIL), dedicou o galardão aos habitantes de Quelimane, município a que preside e que quer pôr novamente no mapa nacional.

“Para mim, este prémio representa o esforço que os munícipes de Quelimane têm estado a realizar para colocar a cidade no mapa, não só da nossa província e de Moçambique, mas também no mundo”, sublinhou hoje, em declarações à agência Lusa.

O prémio, que já vai na nona edição, foi entregue quarta-feira pelo presidente do MIL, Renato Epifânio, numa cerimónia que decorreu na Sociedade Portuguesa de Geografia, em Lisboa, e em que Manuel de Araújo lembrou os esforços da população de Quelimane (centro leste de Moçambique) para retomar a “prosperidade do passado”.

Segundo Manuel de Araújo, eleito presidente do município nas listas do Movimento Democrático de Moçambique (MDM, oposição política ao Governo de Maputo), Quelimane, capital da província da Zambézia com cerca de 450 mil habitantes, “foi uma cidade extremamente próspera que, entre 1972 e 1964, produzia cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do então território português.

“Hoje, está com cerca de 10%. Imagine-se a diferença e o impacto que isso trouxe. Havia grandes empresas, que empregavam cerca de 80 a 90% da mão de obra”, recordou.

“Após 16 anos de guerra civil (em Moçambique, terminou em 1992) e com as nacionalizações, as principais empresas saíram e deixaram um grande nível de desemprego. Temos estado a envidar esforços no sentido de recuperar o tecido económico e empresarial de Quelimane, cidade, e da Zambézia. E o prémio reflete esse esforço que os munícipes têm estado a fazer para recuperar a economia, o modo de vida” do passado, sublinhou.

Manuel de Araújo foi a nona personalidade lusófona a ser distinguida pelo MIL, depois do embaixador brasileiro Lauro Moreira (2010), do bispo timorense Ximenes Belo (2011), do académico português Adriano Moreira (2012) e do antigo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o guineense Domingos Simões Pereira (2013).

Os restantes galardões foram atribuídos ao antigo secretário da Academia Galega de Língua Portuguesa (AGLP), o espanhol Ângelo Cristóvão (2014), ao diplomata brasileiro e antigo presidente do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) Gilvan Muller de Oliveira (2015), ao pretendente ao trono português D. Duarte de Bragança (2016) e ao embaixador angolano Rui Mingas (2017).

O MIL é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de 40 mil adesões, de todos os países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), bem como representações na Galiza (Espanha), Goa, Macau e Malaca e em 32 outros Estados em todo o mundo.

O movimento visa o reforço dos laços entre os países lusófonos – a todos os níveis: cultural, social, económico e político -, procurando “cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

Paralelamente à distinção, o MIL lançou o número 21 da Nova Águia, “revista semestral de cultura para o século XXI”.

Agência Lusa, 29 de Março de 2018