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7 de Setembro, em Vigo: “A Galiza e a Lusofonia”

Também no jornal Público: “Verão no Afeganistão”

Não custa adivinhar o que passou pela cabeça dos talibans para terem precipitado a tomada de poder no Afeganistão. Sabendo, melhor do que ninguém – sobretudo, melhor do que os “serviços de inteligência” norte-americanos – que o dito Exército afegão era um mero espantalho, por mais bem equipado que estivesse, os talibans quiseram mesmo humilhar os Estados Unidos da América.

Na política externa, ainda mais do que na interna, a imagem vale muito – e a imagem que Joe Biden passa é a de um líder fraco. Face a isso, os talibans assumiram o risco de humilhar publicamente os Estados Unidos da América, não esperando, como era suposto, que as tropas norte-americanas saíssem do país com a devida dignidade institucional.

E não vale aqui dizer que a decisão de sair do Afeganistão já estava tomada – a questão não é de todo essa. A questão nunca foi a de sair ou não sair – mas a de como sair. E é isso que irá ensombrar todo o mandato do novo Presidente norte-americano. Sempre que houver uma notícia sobre o Afeganistão – e, sobretudo por más razões, elas não vão faltar –, os norte-americanos lembrar-se-ão deste mês de Agosto: data daquela que foi, decerto, a maior humilhação político-militar dos Estados Unidos da América nas últimas décadas.

Entretanto, na velha Europa, o talibanismo politicamente correcto – felizmente, bem mais inócuo – resolveu escrever mais umas páginas de revisionismo histórico, defendendo agora que também o fundamentalismo islâmico (tal como o racismo, a escravatura, etc.) foi uma criação do Ocidente. Nada de espantar: para o nosso talibanismo politicamente correcto tudo, absolutamente tudo, o que existe de mal no mundo é responsabilidade ocidental – em particular, norte-americana.

Lamentamos desiludir, mas o fundamentalismo islâmico não existe por causa do Ocidente, antes, essencialmente, por razões endógenas. É que as religiões, todas elas, têm fases de desenvolvimento. E, comparativamente ao cristianismo e ao judaísmo (para falarmos apenas das três religiões do Livro), o islamismo está numa fase de afirmação agressiva. Chegará decerto o dia em que se tornará mais tolerante (como, historicamente, já chegou a ser). Mas esse dia só chegará se acontecer naturalmente. Jamais poderá ser imposto de fora. Aqueles que, no Ocidente, procuraram acelerar a história, impondo o modelo da democracia liberal ocidental, apenas a atrasaram. 

Nesta fase do seu desenvolvimento, o islamismo só pode olhar para o modelo da democracia liberal ocidental com o maior desprezo. Sobretudo porque o seu paradigma, dito “laico”, é, na prática, anti-religioso. É aliás isso o que o islamismo mais despreza no Ocidente – não o cristianismo, nem sequer o judaísmo, que ainda vai existindo, mas o crescente ateísmo. Mesmo um taliban consegue olhar para um cristão (e até para um judeu, apesar do conflito israelo-palestiniano) com algum respeito. Por muito afastados que estejam, há laços de parentesco. Com o crescente ateísmo ocidental é que não há parentesco algum.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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3 de Setembro, na Feira do Livro de Lisboa: dupla apresentação…

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Portugal como filiátria?

Esta sexta, reunião em que a Liga Africana fez, em nome do MIL, um convite oficial ao Presidente de Angola…

Da esquerda para direita: Carlos Mariano Manuel – Presidente da Liga Africana; Victor Lima – Secretário do Presidente da República de Angola; Arlindo Vaz da Conceição – Secretário para as Finanças da Liga Africana; David Martins – Secretário Geral Adjunto da Liga Africana. 

Também no jornal “Público”: Recordando Spínola…

Passado já um quarto de século sobre o seu falecimento, nunca como nestas últimas semanas o nome de António de Spínola (1910-1996) foi tão evocado. A propósito do falecimento de Otelo Saraiva de Carvalho, mil e uma vozes se insurgiram contra a ausência de luto nacional neste caso, comparando com o luto nacional decretado em Agosto de 1996, com o “argumento” de que também António de Spínola tinha patrocinado actos terroristas – no seu caso, numa campanha alegadamente de “extrema-direita”, como bastas vezes se escreveu, como se o perfil político de Spínola pudesse ser assim tão redutoramente rotulável.

Segundo grande parte da nossa opinião publicada, o primeiro Presidente da República no período pós-25 de Abril foi pois, passe o absurdo, alguém de “extrema-direita”. O próprio Otelo Saraiva de Carvalho, como assumido spinolista que era em 1974, também, passe o absurdo ainda maior, o seria, antes de se tornar no líder maior da nossa “extrema-esquerda”. Convenhamos que esta narrativa forjada para defender Otelo e justificar o decreto do luto nacional em sua memória é assassina (neste caso apenas metaforicamente…), por mais que se reconheça o perfil politicamente errante do Otelo.

Mas detenhamo-nos na figura de Spínola. Tendo-se notabilizado enquanto militar na Guiné-Bissau, veio progressivamente a defender uma solução política para a “Guerra do Ultramar”, tendo, com esse horizonte em vista, publicado o livro Portugal e o Futuro, que levou ao pedido de demissão de Marcello Caetano, que o então Presidente da República, Américo Thomaz, não aceitou. Nesse livro, Spínola defendeu, como é por demais sabido, duas teses essenciais: 1) a insustentabilidade do modelo imperial vigente e da sua consequente guerra em curso; 2) a inevitabilidade do processo de descolonização, sendo que esse processo deveria ser devidamente organizado tendo em vista uma solução (con)federal de Estados de língua portuguesa, proposta a ser devidamente sufragada em eleições.

Não sabemos o que teria acontecido se Américo Thomaz tivesse aceitado o pedido de demissão de Marcello Caetano e tivesse convidado António de Spínola para o seu lugar – nem sequer somos particularmente adeptos de “histórias alternativas”. Parece-nos, porém, mais do que justo reconhecer o seguinte: Spínola foi dos poucos políticos portugueses, senão o único (ao mais alto nível), a estar, por esses tempos, genuinamente preocupado com o futuro político das ex-colónias. Excluindo desta equação aqueles que se bateram (com sucesso) pelo ingresso desses países recém-criados na área de influência soviética, (quase) todos os outros não se preocuparam o suficiente, como é hoje mais do que evidente. Dir-se-á que, mesmo que assim não tivesse sido, o resultado não teria sido (muito) diferente: guerras civis, regimes de partido único, etc. Talvez. Mas Spínola, pelo menos, tentou. E isso faz, ainda hoje, quase meio século depois, toda a diferença.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Otelo em perspectiva histórica…

Em Agosto, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “Francisco José Tenreiro”, de Jorge Chichorro Rodrigues

“Francisco José Tenreiro (Mestres da Língua Portuguesa)”, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 112 pp.

ISBN: 978-989-53135-9-4

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Cada vez mais alto: índice de visitas ao sítio da NOVA ÁGUIA em Julho…

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Livros MIL para férias…

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Liga Africana recebida na Embaixada de Moçambique em Angola, em nome do MIL…

Também no Jornal “Público”: Declaração MIL sobre a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP

Saudamos a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) realizada neste mês de Julho, na capital de Angola, que assumirá a presidência da nossa Comunidade sucedendo a Cabo Verde.

Ao contrário de outras, esta Conferência não foi um mero ritual, em que nada se alterou de substantivo. Desta vez, traçaram-se metas mais ambiciosas, deu-se um novo impulso – o impulso necessário – para a revitalização da CPLP.

Esse novo impulso acontecerá, desde logo, em duas áreas vitais: circulação de pessoas e cooperação económica. No primeiro caso, muito por mérito da Presidência de Cabo Verde, que assumiu esta meta como a grande prioridade do seu mandato. Passo a passo, o sonho de Agostinho da Silva, já com mais de meio século, em prol de “passaporte lusófono” vai-se, assim, realizando.

Tão importante quanto a circulação de pessoas é a cooperação económica. Angola irá assumi-la como a grande prioridade do seu mandato e esta poderá constituir-se como o salto qualitativo que faltava para que a CPLP se consolide como Comunidade. Já somos uma Comunidade linguística e cultural. Falta-nos ser uma Comunidade económica e política.

Provavelmente, Angola será, na presente circunstância, o país ideal para dinamizar este processo. Líder natural dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Angola fala de igual para igual com Portugal e o Brasil e compreende bem a importância estratégica da cooperação económica à escala lusófona: juntos, os países da CPLP formam a décima maior economia mundial. Para mais sabendo que, até ao final deste século, será África o continente que terá uma maior comunidade de falantes de língua portuguesa à escala global.

O facto do secretariado-executivo da CPLP ser agora assumido por um timorense também nos parece assaz promissor. Se há país que, pela sua experiência história, melhor compreende a mais-valia estratégica da Comunidade Lusófona é, precisamente, Timor-Leste. Se não fosse a Comunidade Lusófona, muito provavelmente Timor-Leste continuaria sob ocupação da Indonésia. Termos agora Zacarias da Costa como Secretário-Executivo da CPLP é, por si só, garantia do máximo empenhamento de que a CPLP tanto precisa.  

MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Mais 2 Livros MIL de António Braz Teixeira: “A Saudade na poesia lusófona africana” e “Interrogação e Discurso: estudos sobre filosofia luso-brasileira e ibérica”

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Com Apoio MIL & NOVA ÁGUIA » 5-7 de Julho: I Congresso Internacional em Educação Emocional e Criatividade Aplicada

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Vieira nos dias de hoje

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