22 de Outubro: Entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a Alarcão Troni

Oficialmente, o MIL: Movimento Internacional Lusófono foi constituído no dia 15 de Outubro de 2010, cumpre-se agora uma década. Ainda que tenha nascido antes – como já foi mil e uma vezes recordado, o MIL foi germinando no rescaldo das Comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, em 2006, Comemorações essas que tiveram uma projecção muito significativa, em Portugal e em todo o mundo de língua portuguesa. Neste ano de 2020, tínhamos programado assinalar a nossa primeira década de existência oficial com um evento a realizar em Portugal, mas, entretanto, um outro evento foi agendado exactamente para o mesmo dia, em Cabo Verde. Falamos da III Conferência “Filosofia, Literatura e Educação”, promovida pela Universidade de Cabo Verde, em parceria com outras entidades, como o Instituto Camões e o MIL.

O evento que tínhamos programado para realizar em Portugal foi pois adiado, mas apenas por uma semana. No dia 22 de Outubro, na nossa sede institucional (Palácio da Independência, em Lisboa), iremos, a partir das 17 horas, comemorar a nossa primeira década de existência. Desde logo, apresentando, em primeira mão, o vigésimo sexto número da nossa revista, a NOVA ÁGUIA, conjuntamente com os mais recentes livros publicados com a nossa chancela. Finalmente, entregando o Prémio MIL Personalidade Lusófona a Alarcão Troni, ex-Presidente da SHIP: Sociedade Histórica da Independência de Portugal (em sessão presidida pelo actual Presidente da SHIP, José Ribeiro e Castro), que ingressa assim numa mui ilustre lista de nomes – recordamos os anteriores premiados: Lauro Moreira (2010), Ximenes Belo (2011), Adriano Moreira (2012), Domingos Simões Pereira (2013), Ângelo Cristóvão (2014), Gilvan Müller de Oliveira (2015), Duarte de Bragança (2016), Ruy Mingas (2017), Manuel de Araújo (2018) e Manuel Pinto da Costa (2019). Fica aqui o convite.

Ver Capa e Editorial da NOVA ÁGUIA:

http://novaaguia.blogspot.com/2020/10/capa-e-editorial-da-nova-aguia-26.html

Em Outubro, novo Livro MIL: “Arte de Bem Caminhar”, de Rodrigo Sobral Cunha

Mais Livros MIL: https://millivros.webnode.com/Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Na nossa sede: de Raul Leal, “Profética Lusíada”

Mais Livros MIL: https://millivros.webnode.com/Para encomendar: info@movimentolusofono.org

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26 de Setembro: Regresso das novas “Tertúlias de cultura portuguesa”…

11 do 9, às 19h, na Feira do Livro de Lisboa…

11 de Setembro, 19h, na Feira do Livro de Lisboa (Auditório Nascente)
Apresentação: Revista NOVA ÁGUIA nº 25 & mais recentes títulos da Colecção de Livros NOVA ÁGUIA: “Vida Conversável” e “Tábula Rasa II: A Literatura e o Sagrado”.
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15 de Outubro, na Universidade de Cabo Verde, em parceria com o MIL…

A Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes (curso de Filosofia) da Universidade de Cabo Verde, o Camões – Centro de Língua Portuguesa na Cidade da Praia, o Movimento Internacional Lusófono (MIL) e o Instituto de Filosofia da Universidade do Porto organizam a III CONFERÊNCIA CABO-VERDIANA DE FILOSOFIA, LITERATURA E EDUCAÇÃO, sob o lema: “Trocas Narrativas e Experiência de Leitura Plural”, a ser realizada no dia 15 de outubro de 2020 (formato online), na Universidade de Cabo Verde.

PROGRAMA

As comunicações serão transmitidas no canal YouTube da Conferência: https://www.youtube.com/channel/UCNjbqyfddgCLLzo3aWuR1gA/

Este evento pretende estabelecer a ponte entre Filosofia, Literatura e Educação no espaço lusófono, enaltecendo uma filosofia capaz de se abrir a novas formas de emergência da verdade através do literário e do poético. Neste sentido, cabe ao saber filosófico dialogar com estas formas de criação artística que, com efeito, são instâncias de formação humana, mormente na contemporaneidade onde cada vez mais se robustece a tendência para reduzir a experiência da verdade ao paradigma tecnocientífico.

Nesta linha de pensamento, este evento tem o objetivo de – a partir da filosofia, da literatura e da educação (principalmente a partir das relações a elas historicamente ambíguas ou complementares) – procurar compreender a nossa situação como seres mediados pela experiência de várias linguagens produtoras (e doadoras) de sentido, questionando-nos (e permitindo-nos questionar) acerca da nossa condição humana pessoal, histórica, social e cultural.

Reuniremos escritores, investigadores, professores, estudantes, artistas, curiosos, dando espaço à participação ativa de vários públicos que, doravante, poderão ver na literatura e na filosofia autênticas formas de educar a humanidade pela sensibilidade estética e ética. Assim, estimular a leitura no espaço pedagógico (e não só) é sinal de enriquecimento pessoal, trocas narrativas e humanização do espaço lusófono como espaço poético (e poiético) por excelência.

Organização:

Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes (curso de Filosofia) da Universidade de Cabo Verde
Camões – Centro de Língua Portuguesa na Cidade da Praia
Movimento Internacional Lusófono (MIL)
Instituto de Filosofia da Universidade do Porto – FIL/00502
Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT)

Em Setembro, mais um Livro MIL: “Ditos e Feitos”

Para encomendar: info@movimentolusofono.org
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Sem desculpas, mas também sem falsos culpados…

Visita do Presidente da República ao Palácio da Independência, sede institucional do MIL e da NOVA ÁGUIA…

 

 

Após esta sessão solene, o Presidente da República visitou os vários espaços do Palácio da Independência, inclusivamente a Sede do MIL e da NOVA ÁGUIA, onde lhe oferecemos algumas das nossas mais recentes edições.

Declaração MIL sobre a situação na província moçambicana de Cabo Delgado

A situação que se vive na província moçambicana de Cabo Delgado, no extremo norte da República de Moçambique, rica em recursos naturais, exige de todos nós, cidadãos lusófonos, a maior atenção, solidariedade e empenho.

Como tem sido amplamente noticiado, há um conflito em curso, em parte fomentado por forças externas, que ameaça arrastar-se no tempo, sem qualquer possibilidade visível de pacificação a curto prazo.

A pretexto de uma guerra com motivações pretensamente religiosas, as forças insurgentes têm conseguido mobilizar alguns moçambicanos, sobretudo jovens, em particular em áreas mais desfavorecidas – onde tem existido menos emprego, menos desenvolvimento e menos investimento na Educação. Esse tem sido, assim, um terreno fértil para a disseminação desta revolta.

Não temos dúvidas de que essas forças insurgentes, se tivessem que realmente governar a região, iriam perder todo o apoio que vão tendo, dado que o desemprego, o subdesenvolvimento e o analfabetismo não se combatem com meros “slogans”, para mais enganadores.

Temos igualmente consciência de toda a importância da dimensão religiosa em Moçambique – um bom exemplo, de resto, até à data, de uma sã convivência inter-religiosa, nomeadamente entre a religião católica e islâmica –, e conhecemos bem o fundamental papel das várias instituições religiosas, sem excepção, na resolução dos problemas sociais mais prementes. Menosprezar toda essa importância é ignorar, por inteiro, a realidade moçambicana (e africana, em geral).

Por tudo isso, não podemos aceitar que a província moçambicana de Cabo Delgado se torne mais uma vítima do fundamentalismo (pretensamente) religioso. Exortamos, pois, o Governo da República de Moçambique a solicitar o empenhamento de toda a CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, de modo a, no imediato, pacificar o território, bem como – ponto não menos importante – a promover, com esse apoio internacional, um maior desenvolvimento da região, para benefício de toda a população aí residente.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

Em Agosto, mais um Livro MIL: “João pela vida dentro”, de João Reis Gomes…

Para encomendar: info@movimentolusofono.org
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Padre António Vieira: a vacina que faltava?

20 de Julho: DEBATES SOBRE A COMUNICAÇÃO SOCIAL

PASC - 20JUL20 - 1

Entrar na reunião Zoom
ID da reunião: 814 1791 7712
Senha: 879381

PASC - 20JUL20 - 2

Entrar na reunião Zoom
ID da reunião: 870 8118 1042
Senha: 307828

Em Julho, mais um Livro MIL: de António Braz Teixeira, “A Vida Imaginada: Textos sobre Teatro e Literatura”

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Também no jornal Público: Bora lá derrubar (ainda) mais umas estátuas?

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Há cerca de três anos, manifestámos as nossas dúvidas sobre se a moda do derrube de estátuas, então emergente nos Estados Unidos da América, acabaria por chegar até nós – como então escrevemos: “Os Talibans do Politicamente Correcto (TPC) lá conseguiram derrubar mais umas estátuas nos Estados Unidos da América (derrubar estátuas é, como se sabe, uma especialidade Taliban), mas não cremos que esse seja um (mau) exemplo que se venha a seguir na Europa, apesar do crescendo dos TPC também entre nós. É que os EUA são ainda, comparativamente, uma nação adolescente, mais permeável, por isso, a atitudes extremistas.” (“Bora lá derrubar mais umas estátuas?”, PÚBLICO, 02.09.2017).

Hoje, temos que reconhecer que fomos demasiado optimistas. A moda/ maré do derrube de estátuas está a atingir, em força, toda a Europa, inclusivamente Portugal – e, por tabela, o mundo lusófono. Muito recentemente, recebemos o texto de uma Petição que insta as Autoridades de Cabo Verde a removerem do espaço público as estátuas de Diogo Gomes, Alexandre Albuquerque, Serpa Pinto, Sá da Bandeira e Diogo Afonso, falando de uma alegada “invasão” de Cabo Verde em 1445 – quando, nesses tempos, as ilhas de Cabo Verde estavam por inteiro desabitadas (mas já se sabe que, para os TPC, isso é irrelevante).

Por cá, já se tentou derrubar a estátua do Padre António Vieira e é de esperar que em breve a moda/ maré alastre, até porque há muito por onde escolher: Afonso de Albuquerque, D. Henrique, Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama, o próprio Camões… Sendo que o caso da estátua do Padre António Veira (em Lisboa) já era particularmente sintomático. Bem a propósito: nestes últimos anos, estivemos envolvidos no projecto de instalação de uma estátua do Padre António Vieira em Cabo Verde (por iniciativa de Nuno Rebocho, entretanto falecido), que mereceu a concordância expressa das Autoridades cabo-verdianas (premissa, obviamente, fundamental), projecto que só não avançou (ainda) por meras questões financeiras. Neste contexto, cabe perguntar se alguma vez avançará.

Em contra-corrente, lançamos pois aqui o repto para que algum mecenas sem medo dos TPC (ainda existem?) possa financiar a concretização desse projecto de estátua do Padre António Vieira, a ser instalada na Cidade Velha (na Ribeira Grande de Santiago), que perpetuará a sua passagem por Cabo Verde e, em particular, a sua intervenção na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na então chamada Ribeira Grande de Santa Maria, a 22 de Dezembro de 1652onde foi muito bem recebido – o próprio Padre António Vieira se refere à simpatia com que foi acolhido por toda a cidade” – e onde teve a oportunidade de proclamar que, na sua visão do mundo e da humanidade, “não há diferença de nobreza, nem diferença de cor”. Nestes novos “tempos de trevas”, não nos ocorre mensagem mais luminosa.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org