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Em Outubro, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa: Eça de Queiroz”, de Jorge Chichorro Rodrigues

“Eça de Queiroz (Mestres da Língua Portuguesa)”, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 71 pp.

ISBN: 978-989-53284-2-0


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Também no jornal Público: “Manuel Ferreira Patrício (1938-2021): um percurso com sentido”

Saudamos a recente publicação da obra Percursos com Sentido (Janeiro de 2021), promovida pela ANÉIS: Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação, sobretudo pela sua pertinência. Com efeito, em tempos de crescente conformismo com a mediocridade, quando não de apologia da pequenez (em particular, nos nossos “mass media”), nada mais pertinente do que, em contra-corrente, apontar para o mais alto, para a excelência.

Em diversas áreas – nomeadamente: Artes, Cidadania, Desporto, Empresariado, Investigação, Ciência e Literatura – são alguns exemplos (ou contra-exemplos porque exemplos em contra-corrente) de excelência que esta obra nos oferece, presenteando-nos com quinze entrevistas a personalidades de referência nessas áreas: Adriano Moreira, Afonso Cruz, Alice Vieira, Ana Pires, Diná Azevedo, Francisca Van Dunem, Fernanda Ribeiro, Filipe Pinto-Ribeiro, Januário Torgal Ferreira, Manuel Antunes, Maria Leonor Pires de Freitas Campos, Nuno Delgado, Olga Roriz, Rui Nabeiro e Sobrinho Simões.

Sem esquecer nenhum dos outros prestigiados nomes que a esta obra deram também o seu contributo – nomeadamente, o autor do Posfácio, António Sampaio da Nóvoa, e os organizadores da mesma, Alberto Rocha, Emílio Ferreira, Jorge Olímpio Bento e Leandro S. Almeida –, seja-nos, porém, permitido destacar aqui o nome de Manuel Ferreira Patrício, nosso Amigo e Mestre, entretanto falecido a 11 de Setembro deste ano, autor do Prefácio com que se inicia este livro, datado de 27 de Agosto de 2020.

Nestes longos meses de confinamento pandémico, muito do nosso tempo foi dedicado à edição das suas “Obras Escolhidas” – seis extensos volumes, de mais de seiscentas páginas cada um, que coordenámos com Samuel Dimas, Professor da Universidade Católica Portuguesa e nosso colega na Direcção do MIL: Movimento Internacional Lusófono, entidade responsável pela publicação. A Antologia foi entretanto finalizada e, por isso, este seu texto, que só agora tivemos a oportunidade de ler, não integra essa edição. O que lamentamos, desde logo por estas suas palavras, que muito nos tocaram: “Retiro-me desta vida com a certeza de que não foi em vão o meu percurso, pois foi um percurso com sentido”.

E daí, talvez não integrássemos o texto: sobretudo, por ser uma evidente “despedida”, que não estávamos ainda prontos para aceitar. Por razões de saúde, Manuel Ferreira Patrício não veio a escrever mais textos. Esperávamos, porém, que não se “retirasse desta vida” e que nos continuasse a iluminar com a sombra da sua presença e do seu exemplo de um “percurso com sentido”. Quando, em Abril deste ano, recebeu, em primeira mão, os seis exemplares das suas “Obras Escolhidas”, vimo-lo sorrir e reiterar isso mesmo: foi, de facto, um “percurso com sentido”. Quando chegar a nossa Hora, tomara que cada um de nós possa dizer o mesmo. Com igual fundamento e convicção.

17 de Abril de 2021, com Samuel Dimas: entrega a Manuel Ferreira Patrício, em sua casa, em Montargil, das suas “Obras Escolhidas”.

Post Scriptum: Professor Catedrático e antigo Reitor da Universidade de Évora, presidente e grande animador e mentor da Associação da Educação Pluridimensional e da Escola Cultural, membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e do MIL: Movimento Internacional Lusófono, Manuel Ferreira Patrício, ao longo de uma vida de reflexão, de estudo e de intensa acção cultural e educativa, afirmou-se como uma figura de invulgar relevo no panorama da meditação sobre a formação do homem, que denominou antropagogia, bem como da hermenêutica do pensamento português contemporâneo, como exemplarmente o documentam os seus estudos de referência sobre Leonardo Coimbra, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e António Sérgio, entre muitos outros.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

O MIL está de luto: Manuel Ferreira Patrício (1938-2021)

Professor Catedrático e antigo Reitor da Universidade de Évora, presidente e grande animador e mentor da Associação da Educação Pluridimensional e da Escola Cultural, membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e do MIL: Movimento Internacional Lusófono, Manuel Ferreira Patrício, ao longo de uma vida de reflexão, de estudo e de intensa acção cultural e educativa, afirmou-se como uma figura de invulgar relevo no panorama da meditação sobre a formação do homem, que denominou antropagogia, bem como da hermenêutica do pensamento português contemporâneo, como exemplarmente o documentam os seus estudos de referência sobre Leonardo Coimbra, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e António Sérgio, entre muitos outros.
Tendo falecido a 11 de Setembro de 2021, no Hospital de Elvas, onde se encontrava internado, pôde ainda acompanhar a Edição recente das suas “Obras Escolhidas”, coordenadas por Renato Epifânio e Samuel Dimas, com o apoio de Paulo Santos, e posfaciadas por António Braz Teixeira, Manuel Cândido Pimentel, Hélder Silva, Luís Sebastião, José Esteves Pereira e Jorge Olímpio Bento. Estruturadas em seis volumes e cobrindo cerca de cinquenta anos de produção filosófica, as “Obras Escolhidas de Manuel Ferreira Patrício” (edição do MIL: Movimento Internacional Lusófono patrocinada pelo Grupo Delta) são uma Obra da maior relevância para a Filosofia Lusófona do século XXI. Curvamo-nos perante a grandeza da sua Obra e da sua Pessoa. Até sempre, Manuel Ferreira Patrício.

Missa de corpo presente esta segunda, 13 de Setembro, às 13h, na Igreja Matriz do Montargil, seguindo-se, às 14h, o funeral.

Fotos da sessão dupla na Galiza…

Apresentação em Vigo da revista “Nova Águia” do MIL: Movimento Internacional Lusófono com o presidente Renato Epifânio e do livro “Mudar o mundo” do autor Artur Alonso Novelhe (07.09.2021).

Em Setembro, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa: Carolina Maria de Jesus”, de Jorge Chichorro Rodrigues

“Carolina Maria de Jesus (Mestres da Língua Portuguesa)”, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 144 pp.

ISBN: 978-989-53284-1-3


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14-15 de Outubro: 2º Congresso Internacional “Eça de Queiroz, 150 anos”

Ver Programa:

14-15 de Outubro de 2021: 2º Congresso Internacional “Eça de Queiroz, 150 anos” (Programa)

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4 de Setembro, em Mirandela…

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7 de Setembro, em Vigo: “A Galiza e a Lusofonia”

Também no jornal Público: “Verão no Afeganistão”

Não custa adivinhar o que passou pela cabeça dos talibans para terem precipitado a tomada de poder no Afeganistão. Sabendo, melhor do que ninguém – sobretudo, melhor do que os “serviços de inteligência” norte-americanos – que o dito Exército afegão era um mero espantalho, por mais bem equipado que estivesse, os talibans quiseram mesmo humilhar os Estados Unidos da América.

Na política externa, ainda mais do que na interna, a imagem vale muito – e a imagem que Joe Biden passa é a de um líder fraco. Face a isso, os talibans assumiram o risco de humilhar publicamente os Estados Unidos da América, não esperando, como era suposto, que as tropas norte-americanas saíssem do país com a devida dignidade institucional.

E não vale aqui dizer que a decisão de sair do Afeganistão já estava tomada – a questão não é de todo essa. A questão nunca foi a de sair ou não sair – mas a de como sair. E é isso que irá ensombrar todo o mandato do novo Presidente norte-americano. Sempre que houver uma notícia sobre o Afeganistão – e, sobretudo por más razões, elas não vão faltar –, os norte-americanos lembrar-se-ão deste mês de Agosto: data daquela que foi, decerto, a maior humilhação político-militar dos Estados Unidos da América nas últimas décadas.

Entretanto, na velha Europa, o talibanismo politicamente correcto – felizmente, bem mais inócuo – resolveu escrever mais umas páginas de revisionismo histórico, defendendo agora que também o fundamentalismo islâmico (tal como o racismo, a escravatura, etc.) foi uma criação do Ocidente. Nada de espantar: para o nosso talibanismo politicamente correcto tudo, absolutamente tudo, o que existe de mal no mundo é responsabilidade ocidental – em particular, norte-americana.

Lamentamos desiludir, mas o fundamentalismo islâmico não existe por causa do Ocidente, antes, essencialmente, por razões endógenas. É que as religiões, todas elas, têm fases de desenvolvimento. E, comparativamente ao cristianismo e ao judaísmo (para falarmos apenas das três religiões do Livro), o islamismo está numa fase de afirmação agressiva. Chegará decerto o dia em que se tornará mais tolerante (como, historicamente, já chegou a ser). Mas esse dia só chegará se acontecer naturalmente. Jamais poderá ser imposto de fora. Aqueles que, no Ocidente, procuraram acelerar a história, impondo o modelo da democracia liberal ocidental, apenas a atrasaram. 

Nesta fase do seu desenvolvimento, o islamismo só pode olhar para o modelo da democracia liberal ocidental com o maior desprezo. Sobretudo porque o seu paradigma, dito “laico”, é, na prática, anti-religioso. É aliás isso o que o islamismo mais despreza no Ocidente – não o cristianismo, nem sequer o judaísmo, que ainda vai existindo, mas o crescente ateísmo. Mesmo um taliban consegue olhar para um cristão (e até para um judeu, apesar do conflito israelo-palestiniano) com algum respeito. Por muito afastados que estejam, há laços de parentesco. Com o crescente ateísmo ocidental é que não há parentesco algum.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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3 de Setembro, na Feira do Livro de Lisboa: dupla apresentação…

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Portugal como filiátria?

Esta sexta, reunião em que a Liga Africana fez, em nome do MIL, um convite oficial ao Presidente de Angola…

Da esquerda para direita: Carlos Mariano Manuel – Presidente da Liga Africana; Victor Lima – Secretário do Presidente da República de Angola; Arlindo Vaz da Conceição – Secretário para as Finanças da Liga Africana; David Martins – Secretário Geral Adjunto da Liga Africana. 

Também no jornal “Público”: Recordando Spínola…

Passado já um quarto de século sobre o seu falecimento, nunca como nestas últimas semanas o nome de António de Spínola (1910-1996) foi tão evocado. A propósito do falecimento de Otelo Saraiva de Carvalho, mil e uma vozes se insurgiram contra a ausência de luto nacional neste caso, comparando com o luto nacional decretado em Agosto de 1996, com o “argumento” de que também António de Spínola tinha patrocinado actos terroristas – no seu caso, numa campanha alegadamente de “extrema-direita”, como bastas vezes se escreveu, como se o perfil político de Spínola pudesse ser assim tão redutoramente rotulável.

Segundo grande parte da nossa opinião publicada, o primeiro Presidente da República no período pós-25 de Abril foi pois, passe o absurdo, alguém de “extrema-direita”. O próprio Otelo Saraiva de Carvalho, como assumido spinolista que era em 1974, também, passe o absurdo ainda maior, o seria, antes de se tornar no líder maior da nossa “extrema-esquerda”. Convenhamos que esta narrativa forjada para defender Otelo e justificar o decreto do luto nacional em sua memória é assassina (neste caso apenas metaforicamente…), por mais que se reconheça o perfil politicamente errante do Otelo.

Mas detenhamo-nos na figura de Spínola. Tendo-se notabilizado enquanto militar na Guiné-Bissau, veio progressivamente a defender uma solução política para a “Guerra do Ultramar”, tendo, com esse horizonte em vista, publicado o livro Portugal e o Futuro, que levou ao pedido de demissão de Marcello Caetano, que o então Presidente da República, Américo Thomaz, não aceitou. Nesse livro, Spínola defendeu, como é por demais sabido, duas teses essenciais: 1) a insustentabilidade do modelo imperial vigente e da sua consequente guerra em curso; 2) a inevitabilidade do processo de descolonização, sendo que esse processo deveria ser devidamente organizado tendo em vista uma solução (con)federal de Estados de língua portuguesa, proposta a ser devidamente sufragada em eleições.

Não sabemos o que teria acontecido se Américo Thomaz tivesse aceitado o pedido de demissão de Marcello Caetano e tivesse convidado António de Spínola para o seu lugar – nem sequer somos particularmente adeptos de “histórias alternativas”. Parece-nos, porém, mais do que justo reconhecer o seguinte: Spínola foi dos poucos políticos portugueses, senão o único (ao mais alto nível), a estar, por esses tempos, genuinamente preocupado com o futuro político das ex-colónias. Excluindo desta equação aqueles que se bateram (com sucesso) pelo ingresso desses países recém-criados na área de influência soviética, (quase) todos os outros não se preocuparam o suficiente, como é hoje mais do que evidente. Dir-se-á que, mesmo que assim não tivesse sido, o resultado não teria sido (muito) diferente: guerras civis, regimes de partido único, etc. Talvez. Mas Spínola, pelo menos, tentou. E isso faz, ainda hoje, quase meio século depois, toda a diferença.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Otelo em perspectiva histórica…

Em Agosto, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “Francisco José Tenreiro”, de Jorge Chichorro Rodrigues

“Francisco José Tenreiro (Mestres da Língua Portuguesa)”, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 112 pp.

ISBN: 978-989-53135-9-4

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