Author Archives: novaaguia

Cada vez mais alto: índice de visitas ao sítio da NOVA ÁGUIA em Julho…

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Livros MIL para férias…

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Liga Africana recebida na Embaixada de Moçambique em Angola, em nome do MIL…

Também no Jornal “Público”: Declaração MIL sobre a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP

Saudamos a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) realizada neste mês de Julho, na capital de Angola, que assumirá a presidência da nossa Comunidade sucedendo a Cabo Verde.

Ao contrário de outras, esta Conferência não foi um mero ritual, em que nada se alterou de substantivo. Desta vez, traçaram-se metas mais ambiciosas, deu-se um novo impulso – o impulso necessário – para a revitalização da CPLP.

Esse novo impulso acontecerá, desde logo, em duas áreas vitais: circulação de pessoas e cooperação económica. No primeiro caso, muito por mérito da Presidência de Cabo Verde, que assumiu esta meta como a grande prioridade do seu mandato. Passo a passo, o sonho de Agostinho da Silva, já com mais de meio século, em prol de “passaporte lusófono” vai-se, assim, realizando.

Tão importante quanto a circulação de pessoas é a cooperação económica. Angola irá assumi-la como a grande prioridade do seu mandato e esta poderá constituir-se como o salto qualitativo que faltava para que a CPLP se consolide como Comunidade. Já somos uma Comunidade linguística e cultural. Falta-nos ser uma Comunidade económica e política.

Provavelmente, Angola será, na presente circunstância, o país ideal para dinamizar este processo. Líder natural dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Angola fala de igual para igual com Portugal e o Brasil e compreende bem a importância estratégica da cooperação económica à escala lusófona: juntos, os países da CPLP formam a décima maior economia mundial. Para mais sabendo que, até ao final deste século, será África o continente que terá uma maior comunidade de falantes de língua portuguesa à escala global.

O facto do secretariado-executivo da CPLP ser agora assumido por um timorense também nos parece assaz promissor. Se há país que, pela sua experiência história, melhor compreende a mais-valia estratégica da Comunidade Lusófona é, precisamente, Timor-Leste. Se não fosse a Comunidade Lusófona, muito provavelmente Timor-Leste continuaria sob ocupação da Indonésia. Termos agora Zacarias da Costa como Secretário-Executivo da CPLP é, por si só, garantia do máximo empenhamento de que a CPLP tanto precisa.  

MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Mais 2 Livros MIL de António Braz Teixeira: “A Saudade na poesia lusófona africana” e “Interrogação e Discurso: estudos sobre filosofia luso-brasileira e ibérica”

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Com Apoio MIL & NOVA ÁGUIA » 5-7 de Julho: I Congresso Internacional em Educação Emocional e Criatividade Aplicada

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Vieira nos dias de hoje

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Fotos da Marcha por Cabo Delgado…

Junto à Sede da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Em marcha…

Junto à Embaixada de Moçambique.

25 de Junho: Marcha por Cabo Delgado, com o apoio do MIL…

25 Junho, sexta-feira• 14h-15h
• Parte da sede da CPLP e termina na embaixada de Moçambique
https://salvarcabodelgado.org/

19 de Junho: Apresentação da NOVA ÁGUIA 27 em Sintra…

Irá realizar-se no próximo dia 19 de junho, promovido pela Rede Cultural de Sintra – plataforma informal de interligação e diálogo intercultural de Sintra, recentemente criada – o evento Sintra Mostra-se: Palavras Com Som, com vista a promover a divulgação de algumas das atividades culturais dos seus membros, representativas do conjunto realmente abrangente dos diversos artistas, escritores, poetas, diferentes agentes culturais e outros que se juntaram à Rede, enriquecendo-a.

A apresentação desta I Mostra da Rede Cultural de Sintra é de caráter gratuito, e terá lugar no salão da Sociedade União Sintrense, entre as 16h30 e as 19h30 (abertura de portas às 16h00), tratando-se dum evento presencial com acesso limitado aos lugares disponíveis, respeitando as normas recomendadas pela DGS.

Nesta sessão, apresentar-se-á o mais recente número da Revista NOVA ÁGUIA.

Inscrições Obrigatórias até 16 junho inclusive, no link: https://forms.gle/F5Jm2xLxTU43mBvV7

A Lusofonia não precisa de ser salva – apenas de ser desadiada…

A História da Filosofia é também constituída pelos seus “coveiros” – ou seja, por aqueles que, ao longo dessa História, decretaram o seu enterro. O primeiro deles terá sido Aristóteles ou, mais exactamente, os seus seguidores. Depois dele, com efeito, parecia que nada havia de substancial a acrescentar. E tanto pareceu ser assim que grande parte da Filosofia Medieval viveu ainda sob a sua luminosa sombra.

Na modernidade, sobretudo a propósito de Descartes, Kant, Hegel e Nietzsche, também essa “morte da Filosofia” foi mil e uma vezes proclamada. O que também, fatalmente, acabou por acontecer no último século, sobretudo a propósito de Martin Heidegger, provavelmente o maior filósofo europeu do século XX.

Com a Lusofonia, apesar da sua história bem menos longa, o mesmo tem acontecido. Volta e meia, aparece alguém a proclamar a sua morte ou, mais eufemisticamente, a perguntar se ela tem ainda salvação (exemplo mais recente: “Ainda dá para salvar a lusofonia?”, de Rui Tavares, in Público, 14.05.2021). Também aqui, porém, estes anúncios de morte são “manifestamente exagerados”. A Lusofonia pode até estar numa “maré baixa” (sou o primeiro a reconhecê-lo), mas, ainda assim, não está, de todo, moribunda.

No estrito plano demográfico, a Lusofonia – ou, mais concretamente, o conjunto de pessoas que falam a nossa língua comum – continua, de resto, em franco crescimento. Não, como é sabido, por mérito de Portugal. Em compensação, porém, todos os restantes países de língua portuguesa continuam em franco crescimento populacional, antecipando-se inclusivamente que, até final deste século, o número de lusófonos em África suplante o número de lusófonos na América Latina (leia-se: no Brasil).

No estrito plano quantitativo, a Lusofonia está pois bem e recomenda-se: quer em valores absolutos, quer em valores relativos. Como é sabido, a percentagem de falantes da língua portuguesa nos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) está ainda muito aquém dos cem por cento – fora os casos de Portugal e do Brasil. Pois bem: pela reiterada aposta dos governos de todos esses países em promover o ensino da língua portuguesa, essa percentagem também tem subido e continuará naturalmente a subir, ano após ano. E saliente-se: isso tem acontecido pela reiterada aposta dos governos de todos esses países, não por mérito de Portugal.

Recordados estes factos (incontestáveis), passemos então à avaliação qualitativa do estado da Lusofonia. No seu artigo, Rui Tavares lança a pungente questão de saber se “ainda dá para salvar a lusofonia?” partindo, expressamente, de um outro texto publicado num jornal (“Lusofonia, adeus!”, de Sérgio Rodrigues, in Folha de São Paulo, 12.05.2011). Espremido o texto, porém, a grande questão que ressalta é, de novo, a questão do Acordo Ortográfico e da relutância portuguesa em segui-lo, o que merece do jornalista e escritor brasileiro a seguinte sentença: “está claro que o português não deseja se tornar uma língua sem centro, com 270 milhões de falantes e algumas variedades nacionais. Chega de perder tempo!”.

É verdade que no Brasil essa relutância portuguesa em seguir o Acordo Ortográfico não é de todo compreendida, como eu próprio já pude testemunhar. Em Maio de 2018 – há precisamente três anos –, coordenei, como Presidente do MIL (Movimento Internacional Lusófono), um debate sobre as “as visões da Lusofonia no Brasil”, integrado num Encontro Científico promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira na cidade brasileira de Mariana, em Minas Gerais. Pois bem: perante um público particularmente culto e qualificado, a grande questão que emergiu ao longo do demorado debate foi precisamente essa: por que razão em Portugal havia tanta relutância em seguir o Acordo Ortográfico? E se essa relutância não deveria ser interpretada como uma atitude anti-lusófona da parte de Portugal, desde logo em relação ao Brasil?

Esse sentimento é pois real, ainda que, como procurei então aduzir, a conclusão seja, também aqui, “manifestamente exagerada”. Sim, é verdade que há em Portugal uma inequívoca relutância em seguir o Acordo Ortográfico. Mas não é de todo verdade que isso deva ser interpretado como uma atitude anti-lusófona da parte de Portugal, desde logo em relação ao Brasil. Como sempre defendi, a Lusofonia não depende de nenhum Acordo Ortográfico como condição necessária – por mais que este pudesse ser útil, em teoria, assim ele tivesse cumprido a sua promessa de uma real “uniformização ortográfica” (o que ficou muito longe de acontecer, como é sabido). E há em Portugal muitos exemplos de pessoas que, sendo contra o Acordo Ortográfico, não são por isso contra a Lusofonia. Bem pelo contrário.

Extravasando este “irritante diplomático”, há de facto muito a fazer, como refere Rui Tavares, a começar pela dinamização da própria CPLP, que nem sequer face à tragédia em curso no norte de Moçambique tem dado uma resposta à altura (ainda que aí as responsabilidades maiores estejam a montante). Quanto ao mais, as ideias que lança são em geral boas, ainda que nem todas originais. Apenas um exemplo – precisamente a propósito do artigo de Rui Tavares, António Braz Teixeira, Presidente do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e ex-Vice-Presidente da RTP (entre muitos outros cargos relevantes que ocupou), recordou-me que, em 1987, ele próprio teve a iniciativa de promover uma TV Cultura da CPLP, tendo sido até fundada, em 1991, em Cabo Verde, a Organização das Televisões de Língua Portuguesa, com Estatutos aprovados e Órgãos eleitos. Trinta anos depois, o projecto está ainda por concretizar. Caso para dizer: a Lusofonia não precisa de ser salva – apenas de ser desadiada

8 de Junho: Apresentação da NOVA ÁGUIA nº 27…

Homenagem a António Telmo e a Eduardo Lourenço.Data: 8 de junho de 2021 (18:00 – 19:00)
Local: ZOOM
Destinatários: Público em geral
Apresentação a cargo de Renato Epifânio – Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Entrar na reunião Zoom

https://zoom.us/j/98230288520

Em Junho, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “José Craveirinha”, de Jorge Chichorro Rodrigues

“José Craveirinha (Mestres da Língua Portuguesa)”, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 64 pp.
ISBN: 978-989-53135-5-6


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Com Apoio MIL & NOVA ÁGUIA » 5-7 de Julho (novas datas): I Congresso Internacional em Educação Emocional e Criatividade Aplicada

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Mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “Camilo Castelo Branco”, de Jorge Chichorro Rodrigues

“Camilo Castelo Branco (Mestres da Língua Portuguesa)”, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 179 pp.
ISBN: 978-989-53135-4-9


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