MIL: Movimento Internacional Lusófono

Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhar de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa) NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

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Em Junho, mais um Livro MIL: de António Braz Teixeira, “A Vida Imaginada: estudos sobre Teatro e Literatura”

Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Também no jornal Público: Bora lá derrubar (ainda) mais umas estátuas?

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Há cerca de três anos, manifestámos as nossas dúvidas sobre se a moda do derrube de estátuas, então emergente nos Estados Unidos da América, acabaria por chegar até nós – como então escrevemos: “Os Talibans do Politicamente Correcto (TPC) lá conseguiram derrubar mais umas estátuas nos Estados Unidos da América (derrubar estátuas é, como se sabe, uma especialidade Taliban), mas não cremos que esse seja um (mau) exemplo que se venha a seguir na Europa, apesar do crescendo dos TPC também entre nós. É que os EUA são ainda, comparativamente, uma nação adolescente, mais permeável, por isso, a atitudes extremistas.” (“Bora lá derrubar mais umas estátuas?”, PÚBLICO, 02.09.2017).

Hoje, temos que reconhecer que fomos demasiado optimistas. A moda/ maré do derrube de estátuas está a atingir, em força, toda a Europa, inclusivamente Portugal – e, por tabela, o mundo lusófono. Muito recentemente, recebemos o texto de uma Petição que insta as Autoridades de Cabo Verde a removerem do espaço público as estátuas de Diogo Gomes, Alexandre Albuquerque, Serpa Pinto, Sá da Bandeira e Diogo Afonso, falando de uma alegada “invasão” de Cabo Verde em 1445 – quando, nesses tempos, as ilhas de Cabo Verde estavam por inteiro desabitadas (mas já se sabe que, para os TPC, isso é irrelevante).

Por cá, já se tentou derrubar a estátua do Padre António Vieira e é de esperar que em breve a moda/ maré alastre, até porque há muito por onde escolher: Afonso de Albuquerque, D. Henrique, Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama, o próprio Camões… Sendo que o caso da estátua do Padre António Veira (em Lisboa) já era particularmente sintomático. Bem a propósito: nestes últimos anos, estivemos envolvidos no projecto de instalação de uma estátua do Padre António Vieira em Cabo Verde (por iniciativa de Nuno Rebocho, entretanto falecido), que mereceu a concordância expressa das Autoridades cabo-verdianas (premissa, obviamente, fundamental), projecto que só não avançou (ainda) por meras questões financeiras. Neste contexto, cabe perguntar se alguma vez avançará.

Em contra-corrente, lançamos pois aqui o repto para que algum mecenas sem medo dos TPC (ainda existem?) possa financiar a concretização desse projecto de estátua do Padre António Vieira, a ser instalada na Cidade Velha (na Ribeira Grande de Santiago), que perpetuará a sua passagem por Cabo Verde e, em particular, a sua intervenção na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na então chamada Ribeira Grande de Santa Maria, a 22 de Dezembro de 1652onde foi muito bem recebido – o próprio Padre António Vieira se refere à simpatia com que foi acolhido por toda a cidade” – e onde teve a oportunidade de proclamar que, na sua visão do mundo e da humanidade, “não há diferença de nobreza, nem diferença de cor”. Nestes novos “tempos de trevas”, não nos ocorre mensagem mais luminosa.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

Até sempre, Mário Bigotte Chorão (1931-2020)

Mário Bigotte Chorão (à direita, no foto), em 2012, na anterior Sede do MIL, na Sociedade de Língua Portuguesa, apresentando uma obra de António Braz Teixeira (à esquerda, no foto): “Breve Tratado da Razão Jurídica” (Zéfiro, Colecção NOVA ÁGUIA).
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Esta Sexta: Pascoaes, Portugal e a Lusofonia…

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Reabertura da Sede do MIL…

A partir de 18 de Maio, a nossa sede nacional, no Palácio da Independência, em Lisboa, estará de novo aberta ao público. Para agendamento de reuniões: info@movimentolusofono.org | 967044286.

Em Maio, Feira do Livro MIL…

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Para além da Revista NOVA ÁGUIA, o MIL tem editado igualmente uma série de livros – quer livros colectivos, resultantes de encontros culturais e científicos em que estivemos envolvidos, quer livros individuais, de associados nossos. 
Em Maio: 
10 % de desconto na encomenda de 1 Livro MIL
30 % de desconto na encomenda de 3 Livros MIL
50 % de desconto na encomenda de 5 Livros MIL 
 
Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Convite para textos: Pensar de modo novo em tempos de pandemia…

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Se pode parecer estranho o desafio de pensar uma pandemia, mais estranho ainda é não a pensar, já que ela parece paralisar o pensamento e deixar o homem entregue à mera condição biológica da sobrevivência e à situação de fragilidade. Mas o pensamento é aquela actividade libertadora pela qual o homem se eleva acima da sua condição biológica para procurar compreender o universo e regressar a si mesmo e à permanente novidade da existência. Ao desânimo e ao abandono devem responder o sentido de um renovado ânimo impulsionado pela coragem, a inteligência e a imaginação inventiva. Se nunca a palavra pandemia teve tanto significado como na época da comunicação à escala planetária, infelizmente, nenhuma idade parece estar tão alheia ao pensamento como esta da contemporânea globalização. As alterações produzidas pelo efeito Covid-19 sobre as diversas comunidades humanas e sobre a relação destas com a natureza, convidam-nos a repensar, de novo, a vida e a civilização, o conhecimento, a saúde, a tradição, a tecnologia, o destino do homem, as nossas próprias circunstâncias. Não é, por certo, da ignorância activa, mas do activo pensamento que decorrerá uma sadia reinvenção do futuro.

A revista Nova Águia vem lançar este convite, aguardando para o seu 26º número as reflexões que desejem subscrever o pensamento de Leonardo Coimbra: «O homem não é uma inutilidade num mundo feito, mas o obreiro de um mundo a fazer.» A entrega dos textos (a enviar para novaaguia@gmail.com) deve ser feita até ao final de Junho de 2020.

Cordiais saudações,

Renato Epifânio e Rodrigo Sobral Cunha

Também no Jornal “Público”: A cobertura noticiosa da covid-19

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No devido tempo, far-se-ão decerto muitas análises da cobertura noticiosa (nomeadamente, televisiva) destes tempos de pandemia. Pela nossa parte, partimos da seguinte percepção: se, num primeiro momento, essa cobertura (em particular, a televisiva) foi fundamental para promover a quarentena geral da população, quando houver ordem das autoridades para terminar a quarentena, essa mesma cobertura será um dos principais obstáculos a superar. Isso parece-me especialmente evidente no caso das televisões – o que talvez se explique pelo nível de audiências só possível por essa mesma quarentena…

Falamos aqui, claro está, sobretudo dos noticiários. Sendo que, aí, a cobertura internacional é tão significativa quanto a nacional. Quando cobrem o que se está a passar noutros países, o subtexto é (quase) sempre o mesmo: os países que não estão a cumprir uma quarentena tão rígida quanto a nossa estão errados e em breve verificarão isso. Isto mesmo quando os dados não permitem, de todo, retirar essa conclusão. Não importa. A lógica televisiva é muitas vezes essa: primeiro conclui-se, depois logo se arranjam os “argumentos”.

Nesse contexto geral, o recente incidente suscitado por uma peça jornalística da TVI nem sequer é particularmente significativo. Ainda que aí o preconceito verbalizado tenha sido outro: em síntese, a população do norte de Portugal estaria a ser mais atingida pela Covid-19 porque, entre outras razões, era menos instruída. Por mero acaso, assisti em tempo real à referida peça e lembro-me de ter dito para mim mesmo: “mais uma palermice”. Mas, dado esse contexto geral, não lhe dei particular importância. Até porque o subtexto dessa alegação é relativamente comum. O que não é tão comum é ser assim tão claramente expresso, para mais em relação a uma parte da população portuguesa.

Já nas coberturas internacionais, é muito frequente esse subtexto/ preconceito vir mais à tona: as pessoas mais conservadoras/ mais religiosas/ mais de direita (a ordem aqui é relativamente arbitrária) são, por definição, menos instruídas. Ora, esse subtexto/ preconceito continua a aplicar-se, “na perfeição”, ao norte do país. E não é sequer preciso recuar ao pós-25 de Abril, que por pouco não terminou numa guerra civil que, precisamente, tinha uma linha geográfica de fronteira: entre um sul proclamadamente mais “progressista” e um norte mais conservador/ mais religioso/ mais de direita. O que na peça jornalística da TVI se verbalizou foi, assim, apenas isso: um atavismo com (pelo menos) quase meio século mas que persiste.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

Em Abril, mais um Livro MIL: “Moringues, Moringas, Moringos (percursos lusófonos em torno de um objecto utilitário)”

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Ainda não encomendou a sua NOVA ÁGUIA 25?

Apelo aos Amigos da NOVA ÁGUIA…

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Fernão de Magalhães em Brasília

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De Afonso Botelho, mais um Livro MIL/ Fundação Lusíada…

Para encomendar: info@movimentolusofono.org
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10 de Março: Lançamento da NOVA ÁGUIA 25

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10 de Março: Assembleia Geral do MIL

Nos termos do artigo 7º dos Estatutos, convoco uma Assembleia Geral do MIL: Movimento Internacional Lusófono para o dia 10 de Março de 2020, às 17h horas, na nossa sede (Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11, 1150-320 Lisboa), com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Eleição dos novos Órgãos Sociais do MIL (2020-2022).
2. Ratificação dos novos Sócios Honorários do MIL e do Prémio MIL Personalidade Lusófona de 2019.
3. Apreciação e votação do Relatório de Actividades e Contas referentes a 2019.
4. Lançamento da NOVA ÁGUIA nº 25.
Caso não haja quórum à hora indicada, a Assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número de associados.
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2020
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Carlos Vargas
PS: Conforme os nossos Estatutos, apenas os sócios do MIL com as quotas em dia terão direito de voto em Assembleia Geral. Caso um sócio do MIL com as quotas em dia não puder estar presente, poderá delegar o seu voto. Para tal, deve enviar uma declaração nesse sentido para o nosso correio electrónico.

29 de Fevereiro: 1ª sessão das novas “Tertúlias de cultura portuguesa”.

 

Pelo sexto ano consecutivo, o Porto acolhe as Tertúlias de Cultura Portuguesa. Organizadas pelo MIL – Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia, em parceria com a Fundação António Quadros, Câmara Municipal do Porto e outras entidades, estes encontros têm fomentado a discussão e o debate público em torno de figuras e momentos chave da cultura nacional e da alta espiritualidade pátria.

Realizadas com uma periodicidade mensal, no auditório do Palacete dos Viscondes de Balsemão, localizado no coração da Invicta, as Tertúlias de Cultura Portuguesa subordinar-se-ão este ano ao tema “Linhas Matriciais da Identidade Portuguesa”. Um título que, claramente, inscreve estes encontros na mesma tradição e legado dessa “ilustre portuense” chamada Dalila L. Pereira da Costa. O objectivo deste ano será o de proporcionar a reflexão em torno da sempre complexa questão da identidade portuguesa, sob a perspectiva do Pensamento e da Espiritualidade, da História e da Arte.

Entre os oradores confirmados para o ciclo deste ano figuram os nomes de António José Queiroz, Carlos Aurélio, Duarte Pereira Martins, Joaquim Domingues, Jorge Morais, José Almeida, José Carlos Seabra Pereira, José Valle de Figueiredo, Mafalda Ferro, Manuel Rezende, Miguel Castelo Branco, Paulo Samuel, Pedro Jacob Morais, Pedro Sinde, Renato Epifânio, Philippe Marques, Rodrigo Sobral Cunha, entre outros.

A primeira sessão terá lugar já no próximo dia 29 de Fevereiro, pelas 14.30h, contando com uma intervenção de José Carlos Seabra Pereira subordinada ao tema “Prismas Identitários na Moderna Literatura Portuguesa”, seguindo-se Joaquim Domingues, cuja comunicação se intitulará “1820-2020 – O Terramoto e as Réplicas”. No final deste encontro caberá a Paulo Samuel apresentar o livro “As Literaturas em Língua Portuguesa (Das Origens aos Nossos Dias)”, da autoria de José Carlos Seabra Pereira. Uma obra tão fundamental como monumental, recentemente publicada pela Gradiva.

Fotos da 1ª sessão das novas “Tertúlias de cultura portuguesa”.

Na mesa: Joaquim Domingues, José Carlos Seabra Pereira e Paulo Samuel.