MIL: Movimento Internacional Lusófono

Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhar de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa) NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

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Também no jornal Público: “Carta Aberta ao Presidente de Moçambique”


Excelentíssimo Senhor Presidente de Moçambique

Caríssimo Engº Filipe Nyusi

Como certamente vai sendo informado, a gravíssima situação vivida no norte de Moçambique tem tido algum eco mediático em Portugal – ainda que muito distante do eco que deveria ter, tratando-se de um país irmão. Há ainda, com efeito, uma significativa maioria de pessoas em Portugal que olha assim para Moçambique, como um país irmão, e que está genuinamente preocupada com o que está a acontecer.

Temos também acompanhado algumas negociações diplomáticas, nomeadamente entre Moçambique e Portugal, e estamos informados da vossa posição de princípio: de que apenas militares moçambicanos se envolvam, directamente, na resolução do conflito armado em curso.

Compreendemos essa vossa posição de princípio: é sempre melindroso, para qualquer país, assumir que os seus recursos próprios, por si só, não são suficientes. Mas consideramos que, face à escalada da situação, essa posição de princípio se torna cada vez menos sustentável. Para mais, Moçambique não seria o primeiro país soberano a fazê-lo. Nem, a fazê-lo, será decerto o último. O nosso comum país irmão, Timor-Leste, como sabe, só com ajuda externa conseguiu libertar e pacificar o seu território.

Compreendemos igualmente a vossa particular relutância em aceitar o envolvimento directo de militares portugueses na resolução do conflito armado em curso. Como ex-potência colonial, esse eventual envolvimento directo poderia, de facto, ser equivocamente entendido como uma tentação neo-colonial por alguns moçambicanos, por mais que, como é do vosso conhecimento, não seja, de todo, esse o espírito que anima as autoridades portuguesas, a começar pelo nosso reeleito Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Como já o ouviu de viva voz, o nosso Comandante Supremo das Forças Armadas assume Moçambique como a sua “segunda Pátria”. O mesmo acontece, como nós próprios o podemos testemunhar, com muitos outros portugueses. E em nenhuma circunstância, podemos assegurá-lo, tal assunção decorre de uma tentação neo-colonial, por mais que exista, nalguns casos, algum (justo) ressentimento pela forma (caótica) como decorreu a descolonização. Mas isso, para a significativa maioria que em Portugal olha para Moçambique como um país irmão, são, realmente, “águas passadas”. Não há ninguém em Portugal, no seu juízo perfeito, que alimente qualquer tentação neo-colonial.

Se, ainda assim, considerar que o envolvimento directo de militares sob a bandeira portuguesa pode ressuscitar alguns “fantasmas”, tome por favor em consideração a seguinte proposta: aceite uma força militar sob a bandeira da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Estamos certos de que não será difícil de a constituir rapidamente, sendo que, como também se verificou em Timor-Leste, é essencial que as forças militares no terreno falem a mesma língua que as populações locais. Por tudo isso, esta parece-nos ser pois a solução ideal, que deixamos, respeitosamente, à vossa consideração.

Com as mais fraternas saudações lusófonas,

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

27º Voo da NOVA ÁGUIA, a Revista do MIL…

Capa, Editorial e Índice da NOVA ÁGUIA nº 27…

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Ainda não destruíram o Padrão dos Descobrimentos?!

Em Abril, outro Livro MIL: “O Triângulo da Democracia”, de Carlos Magalhães…

Mais Livros MIL: https://millivros.webnode.com/
Para encomendar: info@movimentolusofono.org
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Volume VI das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício

Em Abril, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “Cecília Meireles”, de Jorge Chichorro Rodrigues

Mais Livros MIL:https://millivros.webnode.com/

Para encomendar: info@movimentolusofono.org

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Volume V das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício

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24 de Março: “Raul Leal: Filosofia e Literatura”

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Volume IV das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício

Em Março, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “Antero de Quental”, de Jorge Chichorro Rodrigues

Mais Livros MIL:https://millivros.webnode.com/Para encomendar: info@movimentolusofono.org
Outros Livros da COLEÇÃO MESTRES DA LÍNGUA PORTUGUESA

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Volume III das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício

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9 de Março “A Língua Portuguesa em Macau e na China”

Volume II das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício

No volume II das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício, republicamos, numa versão devidamente revista, a sua Dissertação de Doutoramento – A Pedagogia de Leonardo Coimbra: Teoria e Prática –, concluída em 1983 e posteriormente publicada (“sem alterações”, segundo o próprio), pela Porto Editora, em 1992. Pela sua extensão, esta é uma obra que teria que ocupar o espaço de um dos volumes desta Colecção das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício. Sendo que, pela sua qualidade, esta é igualmente uma obra que mereceria sempre o maior destaque – quer na história da hermenêutica de Leonardo Coimbra no plano académico, quer na história filosófica do próprio Manuel Ferreira Patrício, independentemente do facto, por si só significativo, desta obra ter sido a sua Dissertação do Doutoramento. Com efeito, nesta obra, os dois eixos principais da produção do nosso autor que referimos no Prefácio ao primeiro volume (“a Teorização da Educação e a Hermenêutica Filosófica”) aparecem inquebrantavelmente ligados entre si. Para Manuel Ferreira Patrício, a verdadeira Teorização da Educação só poderá ser de matriz filosófica. E é por isso que, nesta obra, tematiza “A Pedagogia de Leonardo Coimbra”, na “teoria” e na “prática”, a partir dos fundamentos filosóficos leonardinos.

O mesmo fará, nas décadas seguintes, a respeito de outros autores. Por isso, aliás, cedo se tornou evidente para nós a inviabilidade de separar, nesta Colecção, os textos de Teorização da Educação dos textos de Hermenêutica Filosófica. Decerto, há textos em que o pendor está mais num dos eixos do que no noutro. Mas em todo eles, diríamos, há essa interligação axial: em todos os textos de Teorização da Educação, há uma clara procura de uma fundamentação filosófica (ainda que nem sempre com remissão para algum autor específico – sendo que, em todos eles, diríamos igualmente, paira a sombra luminosa de Leonardo Coimbra e da sua razão poética como visão amorosa…). Contrapolarmente, em (quase) todos os textos de Hermenêutica Filosófica há sempre uma tendência para encontrar uma “pedagogia”, ou, como prefere dizer Manuel Ferreira Patrício, uma “antropagogia”, não fosse essa, afinal, para o nosso autor, a vocação maior da própria filosofia: a formação integral do ser humano, a sua “plenificação”. E é também isso o que acontece, exemplarmente, nesta obra: mesmo quando essa “pedagogia” (ou “antropagogia”) está (muito) submersa, Manuel Ferreira Patrício faz-nos esse trabalho – faz-nos essa oferta – de trazê-la à tona…

Para além disso, como dissemos, esta é uma obra marcante na história da hermenêutica de Leonardo Coimbra no plano académico – ao contrário do que foi acontecendo, como é sabido, em círculos extra-académicos, como o designado “Grupo da Filosofia Portuguesa”, onde Leonardo Coimbra nunca foi esquecido, desde logo pelos seus discípulos José Marinho e Álvaro Ribeiro. Após as pioneiras Dissertações de Doutoramento de Manuel da Costa Freitas (Momentum activitas subjecti in cognitione iuxta Leonardi Coimbra doctrinam, 1954) e Ângelo Alves (O sistema filosófico de Leonardo Coimbra, 1962), Leonardo Coimbra não foi, de facto, um autor muito estudado universitariamente – o contra-exemplo mais proeminente terá sido o do estudioso brasileiro Miguel Spinelli, igualmente doutorado, em 1980, com uma dissertação sobre Leonardo Coimbra (A Filosofia de Leonardo Coimbra: o Homem e a Vida, dois termos da sua antropologia filosófica, publicada, no ano seguinte, pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa). Com esta sua obra, Manuel Ferreira Patrício resgatou-o desse injusto oblívio, abrindo o caminho para que, já neste século, outras Dissertações de Doutoramento emergissem. Falamos, em particular, de duas: A Ontologia integral de Leonardo Coimbra (2001), de Manuel Cândido Pimentel, e A Metafísica da Experiência em Leonardo Coimbra (2011), de Samuel Dimas.

Post Scriptum: No que respeita a todo o trabalho de digitalização e revisão da Dissertação de Doutoramento de Manuel Ferreira Patrício, agradecemos, em particular, a Paulo Santos.

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Em Março, Curso MIL sobre Agostinho da Silva…

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Volume I das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício