MIL: Movimento Internacional Lusófono

Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 30 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa) NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432
Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

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9 Dezembro | NOVA ÁGUIA 18 na Associação Caboverdeana de Lisboa

6 de Dezembro: NOVA ÁGUIA 18 voa até ao Algarve…

 

06.12.16 – 14h30: Universidade do Algarve

06.12.16 – 18h00: Biblioteca Municipal de Portimão

06.12.16 – 21h00: Sociedade de Instrução e Recreio Messinense

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30 Novembro | Iniciativa MIL em Cabo Verde…

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Lançado em meados do corrente mês, o Novo Atlas da Língua Portuguesa , co-organizado por Luís Antero Reto, Fernando Luís Machado e José Paulo Esperança, antecipa que, no final do século XXI, o número de falantes de língua portuguesa estará próximo dos 500 milhões, sendo que o maior crescimento ocorrerá, previsivelmente, em África, sobretudo em Angola e Moçambique, que, em conjunto, suplantarão o Brasil no número de falantes em mais de 50 milhões.

Sendo já hoje a quarta língua mais falada a nível global (depois do mandarim, do castelhano e do inglês), estes números impressionam mas não nos devem satisfazer por inteiro. Mais do que os aspectos quantitativos, importam os aspectos qualitativos. Se, quantitativamente, a Lusofonia continua a crescer de forma exponencial, qualitativamente o mesmo não se pode dizer.

Falta, desde logo, que esse imenso amontoado de pessoas não seja apenas isso mas uma imensa comunidade. Porque só assim, afirmando-se como uma comunidade, a Lusofonia terá real força a nível global, geopolítico. Enquanto isso não acontecer, a Lusofonia continuará a ser um gigante amorfo, em que cada parte (leia-se: cada país) puxa para o seu lado, sem a menor coordenação, sem o menor desígnio. Por enquanto, é (quase) apenas isso que a Lusofonia é: um gigante amorfo e paralisado, sem desígnio ou vontade para trilhar o seu caminho a nível global, geopolítico.

Chegados aqui, é suposto criticarmos os diversos Governos da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa por essa paralisia. Também o fazemos, decerto. Mas procuramos ir muito mais além: mais do que aos diversos Governos da CPLP, apontamos o dedo aos diversos povos lusófonos, à maior parte dos cidadãos lusófonos. Quantos deles, desde logo, se afirmam enquanto tal? Os portugueses, por exemplo, facilmente se afirmam como cidadãos europeus e até como cidadãos do mundo – nada contra. Mas raramente se afirmam – essa é a minha experiência – como cidadãos lusófonos. E isso, por si só, é significativo do que falta.

Importa por isso primeiro mobilizar as pessoas, os povos. Não por acaso falou Agostinho da Silva, ainda nos anos cinquenta, de uma “Confederação dos povos de língua portuguesa” (in O Estado de São Paulo, 27 de Outubro de 1957). Dos povos, sublinhe-se, não dos países. Têm que ser os povos a abrir o caminho. Só depois os países (através dos seus Governos) sairão da sua modorra, por arrastamento. Só enfim o tal gigante amorfo sairá da sua paralisia. E, então sim, a Lusofonia deixará de ser esse imenso amontoado de pessoas em crescimento exponencial para passar a ser, o que é bem mais importante, uma comunidade com real força a nível global, geopolítico. Para tal, não precisamos sequer de chegar aos 500 milhões de falantes. Poderemos bem ser menos, desde que passemos a ser muito mais.

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23 Novembro, Conferência PASC, com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa: anúncio público do V Congresso da Cidadania Lusófona

Balanço MIL da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP

Contra a opinião dominante nos nossos “media” – cuja tendência para falar negativamente do espaço lusófono em geral e de cada país lusófono em particular se mantém, o que só denota o crescente desfasamento entre a opinião pública e a opinião publicada –, registamos de forma positiva as conclusões da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que terminou no primeiro dia de Novembro do corrente ano, em Brasília.

Antes de mais, saudamos a proposta lançada pelas autoridades portuguesas, visando a “liberdade de residência” para os cidadãos da CPLP. Tendo consciência de que essa não será uma medida exequível no imediato, ela deverá ser, naturalmente, uma das prioridades de médio-longo prazo, em prol da consagração do “passaporte lusófono”, já defendido, entre outros, por Agostinho da Silva.

De igual modo, saudamos a proclamada aposta na cooperação económica. O espaço lusófono é, antes de tudo o mais, um espaço linguístico e cultural, mas só terá a devida projecção a nível global se for também um espaço de crescente cooperação económica para o desenvolvimento sustentável, em prol de um outro paradigma político e ecológico. Também nesse plano, o espaço lusófono poderá fazer a diferença, podendo ser inclusive um bom exemplo para outros blocos geopolíticos do mundo: um bom exemplo de comércio justo e de maior respeito pela natureza.

Como ponto menos positivo, registamos a situação da Guiné-Equatorial, que, se por um lado, tem dado alguns passos, ainda não suficientemente significativos, em prol do ensino da língua portuguesa no seu território, por outro, apresenta ainda um claro défice no respeito dos direitos humanos, plano em que, infelizmente, não está só. Também nesse plano, há muito caminho a trilhar. Muitos dos países de língua portuguesa estão ainda longe de serem verdadeiros Estados de Direito, em que se realmente se respeitam os direitos humanos – o que está muito para além da mera abolição da pena de morte.

Esta tem sido uma questão fetiche para os nossos “media”, sempre prontos a encontrarem novas armas de arremesso contra a CPLP, mas está muito longe de esgotar a questão do respeito dos direitos humanos. Mesmo que a Guiné-Equatorial tivesse entretanto abolido a pena de morte, não seria já, apenas por isso, um verdadeiro Estado de Direito. De igual modo, não é por outros países de língua portuguesa a terem já abolido que merecem esse qualificativo. Para além dos enviesamentos mediáticos, temos plena consciência que a CPLP, já com vinte anos de existência, tem ainda um longo caminho a trilhar para se cumprir. Que os bons sinais que saíram desta Cimeira se confirmem, ao contrário do que muitas vezes aconteceu nos últimos vinte anos – eis o sincero desejo de todos os pró-lusófonos.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

http://www.movimentolusofono.org

Saudação MIL a Santiago de Compostela

Nenhuma asserção obtém a sua verdade de quem a profere, mas há casos em que quem a profere reforça (ou não) a verdade de uma asserção.

Tomemos como exemplo a asserção: “o galego faz parte do espaço da Lusofonia”. Que a asserção seja verdadeira, basta olhar para a realidade com “olhos de ver”. Ou, neste caso, basta escutá-la: quem já ouviu um galego falar na sua língua, não pode senão aceitar essa evidência.

Proferida por um cidadão português (ou por qualquer um outro cidadão lusófono não galego), essa asserção, em si mesma verdadeira, pode ser vista com alguma suspeita. Escusado será aqui explicar porquê.

Por tudo isso, o facto de essa asserção (“o galego faz parte do espaço da Lusofonia”), em si mesma verdadeira, reiteramo-lo, ter sido proferida por um cidadão galego não pode deixar de ser sublinhado com toda a ênfase. Sobretudo porque se trata de um cidadão galego com particulares responsabilidades: falamos do presidente da Câmara de Santiago de Compostela, Martiño Noriega Sánchez.

Reproduzida pela Agência Lusa, essa asserção foi proferida como justificação da proposta de adesão de Santiago de Compostela à União de Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) – que conta já com 22 cidades de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, São Tomé, Moçambique, Timor-Leste, Guiné-Bissau e China (Macau) –, proposta que, em reunião da Assembleia Municipal de Santiago, realizada a 20 de Outubro, foi aprovada por unanimidade.

Na ocasião, Martiño Noriega Sánchez disse ainda mais: “Vemos as vantagens que sempre reivindicamos: somos um país com duas línguas oficiais, uma língua própria que é o galego. Entendemos que o galego partilha o mesmo tronco [comum] com o Português e entendemos que temos de aproveitar isso”; “Há que aproveitar esse potencial do galego. Achamos que é complementar ao outro idioma co-oficial, que é o espanhol, e ao seu impacto na América Latina. Achamos que, como galegos, temos uma posição estratégica e temos de reivindicar, de alguma maneira, a irmandade com Portugal e o campo de acção que isso abre”.

Face a esta posição, inequívoca, de um alto responsável galego, só esperamos que as autoridades portuguesas e as demais autoridades lusófonas não continuem a aduzir (falsos) argumentos para obstar ao ingresso de instituições galegas nas diversas plataformas de cooperação lusófona – a começar pela CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Entretanto, saudamos, da forma mais efusiva, a população de Santiago de Compostela por ter dado esse passo promissor.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

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