Category Archives: MIL

26 de Junho, em Cabo Verde…

26 de Junho de 2017 –  Cidade Velha –  Auditório da CMRGS / MIL (Movimento Internacional Lusófono) / Universidade de Cabo Verde.

Conferência sobre: “Educação Patrimonial no Contexto da Cidade Velha – Património Mundial da Humanidade”, Por Professor Doutor Lourenço Gomes (Historiador de Arte/ Professor da Universidade de Cabo Verde).

NO ÂMBITO DA COMEMORAÇÃO DO DIA DO MUNICÍPIO DA RIBEIRA GRANDE DE SANTIAGO

PROGRAMAÇÃO

14H30 – Transporte para convidados Palmarejo/ Capus da UNICV

15H00 – Recepção dos convidados

16H05 – Alocução do Pelouro da Cultura da CMRGS

16H10 – Professor Lourenço Gomes – Universidade de Cabo Verde: “Educação Patrimonial no Contexto da Cidade Velha – Património Mundial da Humanidade”.

Descrição:

Esta conferência pretende trazer ao debate uma reflexão sobre a educação patrimonial no contexto da Cidade Velha – Património Mundial da Humanidade. Ciente de que a presença activa de uma educação patrimonial é vital na valorização e conservação de monumentos e sítios, bem como na sua contemplação, torna-se urgente a sua valorização e dedicação.

17H00 – Debate.

Moderador: Professor Carlos Bellino Sacadura – Universidade de Cabo Verde.

Mensagem da Liga Africana aos portugueses…

Entretanto, de Cabo Verde, recebemos igualmente esta mensagem:

O MIL_Cabo Verde, através desta via, expressa o sentido de pesar e espírito de solidariedade para com todo o Povo Português, especialmente as vítimas e familiares que perderam vida na catástrofe provocada pelos incêndios.

Nesta hora de tristeza e de dor, em que não pode faltar força motivacional, estamos com o Povo irmão Português. Que juntemos as sinergias e amizade(s) lusófona(s) em prol de melhores dias!

Elter Manuel Carlos, Coordenador do MIL_Cabo Verde.

Segunda quinzena de Junho…

Segunda quinzena de Junho: Ciclo Agostinho da Silva, na Livraria Tigre de Papel…

De novo sobre Agostinho da Silva: mais um título da Colecção NOVA ÁGUIA…

 
Colecção NOVA ÁGUIA:

Agenda MIL: início de Junho…

1, 8 e 15 de Junho | Ciclo Agostinho da Silva…

2 de Junho: Lançamento de “Nautas”, de Octávio dos Santos, mais uma obra promovida pelo MIL…

3 de Junho, em Guimarães…

Também no jornal “Público”: Por um Festival Lusófono da Canção

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Pode-se considerar o evento de somenos importância e, decerto, não será da maior importância, mas também não nos parece, de todo, desprezível. Falamos da recente vitória de Salvador Sobral no Festival Eurovisão da Canção.

Méritos musicais à parte, o que há desde logo a destacar é que Salvador Sobral cantou em português – uma letra, de resto, particularmente bem conseguida –, contra quase todos os outros concorrentes, que optaram por cantar num inglês pouco mais do que básico. Até a cantora francesa – sendo que os franceses costumam ser muito ciosos da sua língua – não conseguiu resistir a cantar em inglês o refrão.

Porque o fundo afecta a forma, a maior parte das outras canções parecia obedecer a um único padrão – alegadamente festivaleiro, o mesmo padrão que supostamente exigia que se cantasse em inglês porque, claro está, “de outro modo ninguém nos entenderia”. Salvador Sobral cantou em português e, desde logo por isso, também a “forma” da sua canção era diferente em relação às demais.

Méritos interpretativos à parte, ficou claro que Salvador Sobral estava a cantar na sua língua e não numa outra língua de todos, supostamente global. E isso, desde logo, fez e fará toda a diferença. Estamos seguros de que já no próximo ano isso se irá reflectir, acabando a moda fútil de todos cantarem numa mesma língua. Numa mesma língua de todos, perde-se o sentido da subtileza e da profundidade – só se conseguindo exprimir o óbvio e o mais superficial. A globalização linguística do inglês é decerto útil em termos de comunicação, mas não para muito mais do que isso.

Mas se, em Portugal, houver quem considere que deveria haver um Festival em que todos cantem numa mesma língua, então que se organize um verdadeiro Festival Lusófono da Canção, com a mesma projecção mediática do Festival Eurovisão. Que belo não seria ouvirmos, num mesmo evento, canções nas diversas variantes da nossa língua: daquela que se fala na América do Sul, no Brasil, até às dos diversos países africanos, sem esquecer aquela que se fala em Timor-Leste e noutras paragens, desde logo na Galiza.

Tememos, porém, que esta seja mais uma daquelas ideias em que as instituições que a poderiam concretizar não o façam. Afinal, pensarão elas, ainda que não o digam, o Festival Eurovisão da Canção é algo com “glamour”, enquanto um Festival Lusófono seria algo de “pobres e pretos”. Se houvesse um real investimento – e nem seria preciso um grande investimento, quando comparado, por exemplo, com um Campeonato Lusófono de Futebol ou uns Jogos Olímpicos Lusófonos –, verificar-se-ia, decerto, que não seria menor o seu poder de atracção. Mediatamente, podemos garanti-lo, há público para essas iniciativas. Assim haja vontade institucional para as concretizar.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

Também no jornal “Público”: Macau será sempre Macau…

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Para os Amigos Jorge Rangel e Garcia Leandro

Macau é um exemplo paradigmático de como a cultura prevalece sempre sobre a geografia, por mais que aquela dependa também desta. Geograficamente território chinês, Macau é de facto “outra coisa”, por muito que, nas ruas, quase nunca se ouça falar a nossa língua.

A China, porém, tem reforçado a sua aposta no ensino da língua portuguesa. Não obstante as razões – no essencial, para promover as relações comerciais com os países lusófonos –, essa é uma garantia de que há uma memória histórica naquelas paragens que permanecerá, apesar de toda a descaracterização urbanística resultante da profusão de casinos, cada vez mais colossais.

Também por essa via, Macau será sempre “outra coisa”, um enclave, no espaço chinês. A China, de resto, tem demonstrado ter uma sabedoria tipicamente conservadora, no melhor sentido do termo, que se pode verbalizar no seguinte princípio: “se funciona bem, não queiras mudar”.

A esse respeito, mais uma estória para a história (ainda por fazer) da nossa descolonização “exemplar”: logo a seguir ao 25 de Abril, houve quem em Portugal procurasse contactar as autoridades chinesas com o intuito de entregar de imediato o território; a China, porém, que nunca se sentiu colonizada por Portugal, recusou tal propósito; a transição política far-se-ia, mas sem precipitações nem passos em falso, como veio depois a acontecer, por mérito do exemplar trabalho dos vários Governadores portugueses, honra lhes seja feita.

O que em Macau não passou de um episódio cómico, ali bem perto, em Timor-Leste, acabou, como todos sabemos, em tragédia. A esse respeito: no Congresso* em que, no final de Março, participámos, e que congregou, de forma (quase) inédita, as principais entidades universitárias sediadas em Macau (Universidade de Macau, Universidade de São José e Instituto Politécnico de Macau, a que se juntou ainda o Instituto Internacional de Macau), houve uma comunicação que nos fez reflectir de novo na questão da geografia.

No essencial, a comunicação em causa deu conta dos resultados de um inquérito realizado aos estudantes de língua portuguesa em Macau, a respeito do seu (re)conhecimento dos países de língua portuguesa. Pois bem: qual era o país, nesse inquérito, que era menos (re)conhecido como um país de língua portuguesa? Timor-Leste, precisamente. Razões para tal, há decerto muitas. Desde logo, o menor impacto noticioso que o processo timorense teve em Macau. Mas, ainda assim, não deixa de ser surpreendente. O espaço lusófono, com efeito, na sua dispersão geográfica, parece por vezes um labirinto sem fim ou saída. Sendo que, nele, Macau será sempre um lugar especial. Macau será sempre Macau.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

http://www.movimentolusofono.org