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Visita do Presidente da República ao Palácio da Independência, sede institucional do MIL e da NOVA ÁGUIA…

 

 

Após esta sessão solene, o Presidente da República visitou os vários espaços do Palácio da Independência, inclusivamente a Sede do MIL e da NOVA ÁGUIA, onde lhe oferecemos algumas das nossas mais recentes edições.

Declaração MIL sobre a situação na província moçambicana de Cabo Delgado

A situação que se vive na província moçambicana de Cabo Delgado, no extremo norte da República de Moçambique, rica em recursos naturais, exige de todos nós, cidadãos lusófonos, a maior atenção, solidariedade e empenho.

Como tem sido amplamente noticiado, há um conflito em curso, em parte fomentado por forças externas, que ameaça arrastar-se no tempo, sem qualquer possibilidade visível de pacificação a curto prazo.

A pretexto de uma guerra com motivações pretensamente religiosas, as forças insurgentes têm conseguido mobilizar alguns moçambicanos, sobretudo jovens, em particular em áreas mais desfavorecidas – onde tem existido menos emprego, menos desenvolvimento e menos investimento na Educação. Esse tem sido, assim, um terreno fértil para a disseminação desta revolta.

Não temos dúvidas de que essas forças insurgentes, se tivessem que realmente governar a região, iriam perder todo o apoio que vão tendo, dado que o desemprego, o subdesenvolvimento e o analfabetismo não se combatem com meros “slogans”, para mais enganadores.

Temos igualmente consciência de toda a importância da dimensão religiosa em Moçambique – um bom exemplo, de resto, até à data, de uma sã convivência inter-religiosa, nomeadamente entre a religião católica e islâmica –, e conhecemos bem o fundamental papel das várias instituições religiosas, sem excepção, na resolução dos problemas sociais mais prementes. Menosprezar toda essa importância é ignorar, por inteiro, a realidade moçambicana (e africana, em geral).

Por tudo isso, não podemos aceitar que a província moçambicana de Cabo Delgado se torne mais uma vítima do fundamentalismo (pretensamente) religioso. Exortamos, pois, o Governo da República de Moçambique a solicitar o empenhamento de toda a CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, de modo a, no imediato, pacificar o território, bem como – ponto não menos importante – a promover, com esse apoio internacional, um maior desenvolvimento da região, para benefício de toda a população aí residente.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Em Agosto, mais um Livro MIL: “João pela vida dentro”, de João Reis Gomes…

Para encomendar: info@movimentolusofono.org
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Padre António Vieira: a vacina que faltava?

20 de Julho: DEBATES SOBRE A COMUNICAÇÃO SOCIAL

PASC - 20JUL20 - 1

Entrar na reunião Zoom
ID da reunião: 814 1791 7712
Senha: 879381

PASC - 20JUL20 - 2

Entrar na reunião Zoom
ID da reunião: 870 8118 1042
Senha: 307828

Em Julho, mais um Livro MIL: de António Braz Teixeira, “A Vida Imaginada: Textos sobre Teatro e Literatura”

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Também no jornal Público: Bora lá derrubar (ainda) mais umas estátuas?

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Há cerca de três anos, manifestámos as nossas dúvidas sobre se a moda do derrube de estátuas, então emergente nos Estados Unidos da América, acabaria por chegar até nós – como então escrevemos: “Os Talibans do Politicamente Correcto (TPC) lá conseguiram derrubar mais umas estátuas nos Estados Unidos da América (derrubar estátuas é, como se sabe, uma especialidade Taliban), mas não cremos que esse seja um (mau) exemplo que se venha a seguir na Europa, apesar do crescendo dos TPC também entre nós. É que os EUA são ainda, comparativamente, uma nação adolescente, mais permeável, por isso, a atitudes extremistas.” (“Bora lá derrubar mais umas estátuas?”, PÚBLICO, 02.09.2017).

Hoje, temos que reconhecer que fomos demasiado optimistas. A moda/ maré do derrube de estátuas está a atingir, em força, toda a Europa, inclusivamente Portugal – e, por tabela, o mundo lusófono. Muito recentemente, recebemos o texto de uma Petição que insta as Autoridades de Cabo Verde a removerem do espaço público as estátuas de Diogo Gomes, Alexandre Albuquerque, Serpa Pinto, Sá da Bandeira e Diogo Afonso, falando de uma alegada “invasão” de Cabo Verde em 1445 – quando, nesses tempos, as ilhas de Cabo Verde estavam por inteiro desabitadas (mas já se sabe que, para os TPC, isso é irrelevante).

Por cá, já se tentou derrubar a estátua do Padre António Vieira e é de esperar que em breve a moda/ maré alastre, até porque há muito por onde escolher: Afonso de Albuquerque, D. Henrique, Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama, o próprio Camões… Sendo que o caso da estátua do Padre António Veira (em Lisboa) já era particularmente sintomático. Bem a propósito: nestes últimos anos, estivemos envolvidos no projecto de instalação de uma estátua do Padre António Vieira em Cabo Verde (por iniciativa de Nuno Rebocho, entretanto falecido), que mereceu a concordância expressa das Autoridades cabo-verdianas (premissa, obviamente, fundamental), projecto que só não avançou (ainda) por meras questões financeiras. Neste contexto, cabe perguntar se alguma vez avançará.

Em contra-corrente, lançamos pois aqui o repto para que algum mecenas sem medo dos TPC (ainda existem?) possa financiar a concretização desse projecto de estátua do Padre António Vieira, a ser instalada na Cidade Velha (na Ribeira Grande de Santiago), que perpetuará a sua passagem por Cabo Verde e, em particular, a sua intervenção na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na então chamada Ribeira Grande de Santa Maria, a 22 de Dezembro de 1652onde foi muito bem recebido – o próprio Padre António Vieira se refere à simpatia com que foi acolhido por toda a cidade” – e onde teve a oportunidade de proclamar que, na sua visão do mundo e da humanidade, “não há diferença de nobreza, nem diferença de cor”. Nestes novos “tempos de trevas”, não nos ocorre mensagem mais luminosa.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Até sempre, Mário Bigotte Chorão (1931-2020)

Mário Bigotte Chorão (à direita, no foto), em 2012, na anterior Sede do MIL, na Sociedade de Língua Portuguesa, apresentando uma obra de António Braz Teixeira (à esquerda, no foto): “Breve Tratado da Razão Jurídica” (Zéfiro, Colecção NOVA ÁGUIA).
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Esta Sexta: Pascoaes, Portugal e a Lusofonia…

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Reabertura da Sede do MIL…

A partir de 18 de Maio, a nossa sede nacional, no Palácio da Independência, em Lisboa, estará de novo aberta ao público. Para agendamento de reuniões: info@movimentolusofono.org | 967044286.

Em Maio, Feira do Livro MIL…

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Para além da Revista NOVA ÁGUIA, o MIL tem editado igualmente uma série de livros – quer livros colectivos, resultantes de encontros culturais e científicos em que estivemos envolvidos, quer livros individuais, de associados nossos. 
Em Maio: 
10 % de desconto na encomenda de 1 Livro MIL
30 % de desconto na encomenda de 3 Livros MIL
50 % de desconto na encomenda de 5 Livros MIL 
 
Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Convite para textos: Pensar de modo novo em tempos de pandemia…

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Se pode parecer estranho o desafio de pensar uma pandemia, mais estranho ainda é não a pensar, já que ela parece paralisar o pensamento e deixar o homem entregue à mera condição biológica da sobrevivência e à situação de fragilidade. Mas o pensamento é aquela actividade libertadora pela qual o homem se eleva acima da sua condição biológica para procurar compreender o universo e regressar a si mesmo e à permanente novidade da existência. Ao desânimo e ao abandono devem responder o sentido de um renovado ânimo impulsionado pela coragem, a inteligência e a imaginação inventiva. Se nunca a palavra pandemia teve tanto significado como na época da comunicação à escala planetária, infelizmente, nenhuma idade parece estar tão alheia ao pensamento como esta da contemporânea globalização. As alterações produzidas pelo efeito Covid-19 sobre as diversas comunidades humanas e sobre a relação destas com a natureza, convidam-nos a repensar, de novo, a vida e a civilização, o conhecimento, a saúde, a tradição, a tecnologia, o destino do homem, as nossas próprias circunstâncias. Não é, por certo, da ignorância activa, mas do activo pensamento que decorrerá uma sadia reinvenção do futuro.

A revista Nova Águia vem lançar este convite, aguardando para o seu 26º número as reflexões que desejem subscrever o pensamento de Leonardo Coimbra: «O homem não é uma inutilidade num mundo feito, mas o obreiro de um mundo a fazer.» A entrega dos textos (a enviar para novaaguia@gmail.com) deve ser feita até ao final de Junho de 2020.

Cordiais saudações,

Renato Epifânio e Rodrigo Sobral Cunha

Também no Jornal “Público”: A cobertura noticiosa da covid-19

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No devido tempo, far-se-ão decerto muitas análises da cobertura noticiosa (nomeadamente, televisiva) destes tempos de pandemia. Pela nossa parte, partimos da seguinte percepção: se, num primeiro momento, essa cobertura (em particular, a televisiva) foi fundamental para promover a quarentena geral da população, quando houver ordem das autoridades para terminar a quarentena, essa mesma cobertura será um dos principais obstáculos a superar. Isso parece-me especialmente evidente no caso das televisões – o que talvez se explique pelo nível de audiências só possível por essa mesma quarentena…

Falamos aqui, claro está, sobretudo dos noticiários. Sendo que, aí, a cobertura internacional é tão significativa quanto a nacional. Quando cobrem o que se está a passar noutros países, o subtexto é (quase) sempre o mesmo: os países que não estão a cumprir uma quarentena tão rígida quanto a nossa estão errados e em breve verificarão isso. Isto mesmo quando os dados não permitem, de todo, retirar essa conclusão. Não importa. A lógica televisiva é muitas vezes essa: primeiro conclui-se, depois logo se arranjam os “argumentos”.

Nesse contexto geral, o recente incidente suscitado por uma peça jornalística da TVI nem sequer é particularmente significativo. Ainda que aí o preconceito verbalizado tenha sido outro: em síntese, a população do norte de Portugal estaria a ser mais atingida pela Covid-19 porque, entre outras razões, era menos instruída. Por mero acaso, assisti em tempo real à referida peça e lembro-me de ter dito para mim mesmo: “mais uma palermice”. Mas, dado esse contexto geral, não lhe dei particular importância. Até porque o subtexto dessa alegação é relativamente comum. O que não é tão comum é ser assim tão claramente expresso, para mais em relação a uma parte da população portuguesa.

Já nas coberturas internacionais, é muito frequente esse subtexto/ preconceito vir mais à tona: as pessoas mais conservadoras/ mais religiosas/ mais de direita (a ordem aqui é relativamente arbitrária) são, por definição, menos instruídas. Ora, esse subtexto/ preconceito continua a aplicar-se, “na perfeição”, ao norte do país. E não é sequer preciso recuar ao pós-25 de Abril, que por pouco não terminou numa guerra civil que, precisamente, tinha uma linha geográfica de fronteira: entre um sul proclamadamente mais “progressista” e um norte mais conservador/ mais religioso/ mais de direita. O que na peça jornalística da TVI se verbalizou foi, assim, apenas isso: um atavismo com (pelo menos) quase meio século mas que persiste.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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Em Abril, mais um Livro MIL: “Moringues, Moringas, Moringos (percursos lusófonos em torno de um objecto utilitário)”

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Ainda não encomendou a sua NOVA ÁGUIA 25?

Apelo aos Amigos da NOVA ÁGUIA…