Category Archives: Conferências Públicas

Vídeos do 2º Congresso da Cidadania Lusófona


1º vídeo
II Congresso da Cidadania Lusófona: Sessão de Abertura
Luís Aires Barros (Sociedade de Geografia de Lisboa), Carlos Manuel Castro (Câmara Municipal de Lisboa), Maria Perpétua Rocha (PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil), Renato Epifânio (MIL: Movimento Internacional Lusófono) e Luísa Janeirinho (Sphaera Mundi: Museu do Mundo)

2º vídeo
Lusofonia no Séc. XXI
Adriano Moreira (Presidente Honorário do Congresso) e Ana Paula Laborinho (Instituto Camões)

3º vídeo
Lusofonia no Séc. XXI
Gilvan Müller (Instituto Internacional de Língua Portuguesa)

4º vídeo
Lusofonia no Séc. XXI
Guilherme de Oliveira Martins (Centro Nacional de Cultura)

5º vídeo
Lusofonia no Séc. XXI
Vítor Ramalho (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa)

6º vídeo
Intervalo

7º vídeo
Entrega do Prémio Personalidade Lusófona
Renato Epifânio, Fernando Nobre, Alarcão Troni e Ângelo Cristovão

8º vídeo
Que Prioridades na Cooperação Lusófona?
Apresentação do “Jogo da Lusofonia” de Margarida Santos Carvalho; Vítor Fortes e Zeferino Boal (Angola)
Intervenção de Jorge Braga de Macedo

9º vídeo
Que Prioridades na Cooperação Lusófona?
Loryel Rocha (Brasil)

10º vídeo
Que Prioridades na Cooperação Lusófona?
Maria Dovigo e Alexandre Banhos (Galiza); Djarga Seidi (Guiné-Bissau)

11º vídeo
Que Prioridades na Cooperação Lusófona?
José Lobo do Amaral (Macau), Luísa Timóteo (Malaca) e Delmar Gonçalves (Moçambique)

12º vídeo
Que Prioridades na Cooperação Lusófona?
Mário Lopes (São Tomé e Príncipe) e David Guterres (Timor-Leste). Intervenções de: DARIACORDAR – Associação Contra o Desperdício, Associação 8 Séculos de Língua Portuguesa e Associação Mares Navegados.

13º vídeo
Que Prioridades na Cooperação Lusófona?
Intervenção da Associação Mares Navegados (final)

14º vídeo
Que Prioridades na Cooperação Lusófona?
Intervenções de: Centro de Estudos da Lusofonia Agostinho da Silva e Instituto dos Mares da Lusofonia
O Mar como Prioridade Estratégica
Secretário de Estado do Mar: Manuel Pinto de Abreu.

15º vídeo
Conclusões
Moderador: Carlos Vargas. Intervenções de João Salgueiro, António Gentil Martins e Miguel Real.

16º vídeo
Conclusões
Intervenção de Manuel Ferreira Patrício.

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Lançamento NOVA ÁGUIA nº 13: 23 de Março de 2014 | Palácio da Independência: Sede do MIL

Balanço do I Congresso da Cidadania Lusófona

Cerca de um ano depois de termos promovido um Encontro Público sobre a “A Importância da Lusofonia” (24 de Fevereiro de 2012), promovemos, no mesmo local, o I Congresso da Cidadania Lusófona.

Desde logo, há a destacar o salto qualitativo – em 2012, não conseguimos a representação de todos os países e regiões do espaço da lusofonia. Desta vez, isso aconteceu. Todos os oito países da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, bem como quatro regiões do espaço lusófono (nomeadamente, a Galiza, Goa, Malaca e Macau), estiverem presentes.

Isso é tanto mais de enaltecer porquanto, tendo sido uma iniciativa da Sociedade Civil, não tivemos meios financeiros para custear viagens e alojamentos – ou seja, todos os presentes, mesmo aqueles que vieram de bem longe, assumiram todas as despesas relativas à sua presença neste Congresso.

Todos perceberam, pois, a importância do I Congresso da Cidadania Lusófona – e daí tudo terem feito para estarem presentes. Tratou-se do primeiro grande passo de uma caminhada que agora se iniciará, à luz dos dois propósitos que definimos para este Congresso: promover o conceito de “Cidadania Lusófona” e a criação de uma Plataforma de Associações Lusófonas, congregando Associações da Sociedade Civil de
todo o Espaço da Lusofonia. Como nós próprios salientámos na Sessão de Abertura, na presença do Professor Luís Aires Barros, Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, e da Doutora Maria Perpétua Rocha, Coordenadora da PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil, trata-se de estender o bom exemplo da PASC a todo o espaço da Lusofonia, assim promovendo, cada vez mais, a afirmação da Sociedade Civil. Todos, aos mais diversos níveis, teremos a ganhar com isso.

Da parte tarde do primeiro dia – após as duas magníficas conferências iniciais, dos Professores Adriano Moreira e Gilvan Müller (Director do Instituto Internacional de Língua Portuguesa) e da Entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona ao Engenheiro Domingos Simões Pereira (Ex-Secretário Executivo da CPLP) –, deram-se os primeiros passos nesse sentido, delimitando algumas plataformas em que essa convergência lusófona se poderá cimentar: Cooperação Económica e Social; Direitos Humanos e Saúde; Cultura, Educação e Língua; Comunicação Social, Direitos de Autor e Património.

Como foi justamente salientado no encerramento dos trabalhos do primeiro dia do Congresso, pelo General Garcia Leandro e pelo Doutor Gentil Martins, muito há ainda há fazer nestas diversas plataformas de cooperação. Desde logo, há, cada vez mais, de trabalhar em rede, de modo a que o muito meritório trabalho já realizado por algumas entidades tenha maior projecção e, sobretudo, eficácia. No século XXI, é esse o conceito chave: trabalhar em rede, tirando, cada vez mais, proveito das novas tecnologias.

No segundo dia, após a conferência do Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, sobre “O Mar enquanto Desígnio Estratégico”, e de uma mesa redonda muito concorrida – com intervenções de Carlos Vargas, Pinharanda Gomes, Manuel Ferreira Patrício e Lauro Moreira –, procurou-se fazer o diagnóstico sobre a situação da Lusofonia e da Sociedade Civil em cada um dos países e regiões do espaço lusófono. Apesar de algumas faltas, houve representação de todos esses países e regiões, por muito que, nalgumas intervenções, se tivesse contornado esse diagnóstico. O que até se compreende. Sabe-se que, nalguns desses países e regiões, o estado da Sociedade Civil e mesmo da Lusofonia é ainda muito precário.

Já o sabíamos, à partida. Mas isso só nos dá mais força para continuarmos este caminho da convergência lusófona. Como nós próprios dissemos no encerramento do Congresso, na presença da Maria Perpétua Rocha e da Luísa Janeirinho, que coordenou o magnífico Espectáculo com que se finalizou o primeiro dia do Congresso, e em que, igualmente, todos os povos lusófono estiveram devidamente representados (e onde se estreou o
Novo Hino da Lusofonia), estamos já a pensar no II Congresso da Cidadania Lusófona.

Algumas dúvidas nos assaltam, porém, desde já. Onde o realizar? Desejavelmente, e isso acontecerá, mais cedo ou mais tarde, num outro país lusófono. A ser em Portugal, dificilmente encontraremos um melhor local do que a Sociedade de Geografia. A dúvida maior é, contudo, a seguinte: como fazer melhor? Se, relativamente ao encontro de 2012, houve um evidente salto qualitativo, desta vez a fasquia ficou muito
alta para que um novo salto qualitativo da mesma monta possa ser facilmente dado. Não que não tenham existido aspectos a melhorar: desde logo, uma maior selectividade nas participações e uma melhor preparação das intervenções. Depois, decerto, uma maior presença na Comunicação Social. Ainda que, aí, assumamos o nosso cada vez maior cepticismo – se a Agência Lusa e a RDP Internacional estiveram presentes, muitos outros órgãos ignoraram este Congresso e houve pelo menos um que só se interessou por ele pela anunciada presença do Ministro Paulo Portas (que não pode estar presente dada a discussão da Moção de Censura ao Governo que decorreu nesse dia na Assembleia da República) – quiçá, à espera de mais uma “grandolada”.

Mas não é a falar da mediocridade e miopia da nossa classe jornalística – só equiparável à mediocridade e miopia da nossa classe política –, que queremos terminar este Balanço do I Congresso da Cidadania Lusófona. Para terminar, salientamos o que neste Congresso tem perdurando mais na nossa memória: o ambiente de genuína fraternidade lusófona que se viveu nos dias 2 e 3 de Abril. O que, parecendo menos importante, é, a nosso ver, o mais decisivo: muito antes de ser um conceito, com eventuais concretizações no plano jurídico, a Cidadania Lusófona é um sentimento, uma afectividade. Se não for, de resto, a montante, uma afectividade, que abarque e abrace todos os lusófonos por esse mundo fora, jamais poderá ser, a jusante, um conceito.

Desde logo por isso, o nosso Balanço não poderia ser, pois, mais positivo.

Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono (entidade que, no âmbito da PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil, coordenou o Grupo de Trabalho responsável pela Organização do I Congresso da Cidadania Lusófona).

Conferência “A Herança Portuguesa no Mundo”

Apresentação da obra “Breve Tratado da Razão Jurídica”

Debate PODe/MIL: “Somos mesmo um Estado de Direito?”

O MIL no 18º Ignite Portugal