Author Archives: novaaguia

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Doze Votos Lusófonos para 2020

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Também no Jornal Público: “Carta a António Costa”

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Diferenças ideológicas à parte, orgulhamo-nos de ter como Primeiro-Ministro português um filho de Goa, o que, por si só, ilustra bem a tese que não nos cansamos de defender: a de que Portugal é, de longe, no espaço europeu, o país menos racista.

Com efeito, não conseguimos imaginar nenhum outro país europeu onde algo de similar pudesse acontecer. O exemplo mais próximo será talvez o do actual Mayor de Londres: Sadiq Aman Khan, filho de emigrantes paquistaneses. Sendo que, mesmo aí, há uma subtil, abissal diferença – como o próprio decerto reconhecerá, jamais Sadiq Aman Khan poderia ser eleito Primeiro-Ministro britânico (é demasiado “não branco” para tal).

Já o caso de António Costa ilustra bem a nossa diversa matriz cultural e a visão de Portugal em que nos reconhecemos: um país lusofonamente multicolor, que assume, sem complexos, toda a sua história e que, por isso, será sempre um espaço natural de mestiçagem: étnica, cultural e religiosa.

Na nossa ida a Goa, em 2018, onde participámos num congresso, lembramo-nos ainda bem de termos comentado esse facto com alguns dos nossos interlocutores – e também nenhum deles conseguiu imaginar um outro país europeu onde tal fosse possível. Isto numa altura em que a própria Índia atravessava já uma crise identitária que entretanto se agudizou. Como então nós próprios denunciámos: “Há um assumido propósito de fazer do hinduísmo a única religião de referência do país, tornando assim ‘estrangeiros’ os católicos e os muçulmanos”.

Vem isto a propósito de algumas notícias recentes que dão conta do mal-estar existente em Goa, por uma alegada intimação do Governo Indiano, “obrigando milhares de detentores do cartão de cidadão e passaporte portugueses emitidos em Goa a escolher entre um de dois registos” (cf. Público, 24.12.19). Isto depois de António Costa ter recebido um cartão de cidadão da Índia no estrangeiro, na sua visita oficial em 2017, pelas mãos do próprio Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi.

Obviamente, defendemos que Portugal deve ter as melhores relações diplomáticas com a União Indiana. A anexação de Goa, passado todo este tempo, é absolutamente irreversível – como nós próprios já escrevemos: “Mais de meio século após a anexação, não há ninguém em Portugal que, seriamente, pretenda questionar o estatuto de Goa. Enquanto houver Índia, Goa fará pois parte da Índia.” (“Regresso a Goa”, Público, 14.06.18). Não podemos, porém, aceitar que o Governo português caucione a situação que agora se coloca. Assim sendo, caro António Costa: ou o Governo indiano permite que os goeses mantenham a dupla cidadania, ou o Primeiro-Ministro português terá que renunciar à cidadania indiana. Outra hipótese não há.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

De Marcelo Rebelo de Sousa, sobre Pinharanda Gomes, na NOVA ÁGUIA 25…

Excerto do Discurso de Sua Excelência, o Presidente da República, no Encerramento da Sessão de Homenagem a Pinharanda Gomes (Palácio da Independência, 7 de Outubro de 2019).

As notícias e verbetes de enciclopédia sobre Pinharanda Gomes destacam o que é justo e evidente: não houve mais ninguém que batalhasse tanto pela Filosofia Portuguesa. Pinharanda não a fundou, não a inventou, mas dedicou décadas a difundir, sistematizar, esclarecer e defender um pensamento que se queria enraizado numa condição portuguesa, mas também numa tradição ocidental, marcada pela «fidelidade ao magistério de Aristóteles», com o seu prolongamento no tomismo e noutras correntes, cristãs ou laicas. Quanto à específica genealogia portuguesa, Pinharanda lembrou, entre tantos, os Conimbricenses do Colégio das Artes, a Escola do Porto, a Renascença Portuguesa ou o movimento em torno do jornal 57. Isso significa, só para nos atermos aos modernos, uma plêiade de nomes muito diversos, e nem sempre compatíveis entre si, como Pascoaes, Sampaio Bruno, Leonardo Coimbra, Álvaro Ribeiro, Cunha Leão, Orlando Vitorino, Afonso Botelho, António Quadros ou António Braz Teixeira. Que a Filosofia Portuguesa não é monolítica garantiu Pinharanda Gomes ao escrever que brota de fontes tão diferentes como o interiorismo, o racionalismo, o futurismo, o messianismo, o evolucionismo criacionista, o simbolismo, o espiritualismo franciscanizante, o atlantismo e o saudosismo.

E porque é que é «portuguesa»? Respondeu Pinharanda, em 1986, que «o termo filosofia portuguesa requer a norma de que, não obstante a universalidade da filosofia, isso não retira à sua universal forma o sentido situado e concreto, próprio de todo o universal que se revela em teoria através do particular, a problemática concreta da cultura portuguesa (…)». É, acrescentou, como o vinho do Porto: o vinho é do Porto, mas a essência do vinho do Porto não é ser do Porto, é ser vinho.

E não sei o que é mais notável, se esta vasta e infatigável produção, se o facto de tal erudição se basear num estudo auto-didacta. A noção de pensamento «nacional», de um pensamento «português», a colagem a uma exclusiva ideia «saudosista», com duvidosas porque imprecisas conotações políticas, não ajudaram a causa da Filosofia Portuguesa, hostilizada no meio académico, que além do mais via Pinharanda Gomes como um corpo estranho, sem as cartas de linhagem devidas. E, no entanto, ouvimos esta tarde, e fomos lendo ao longo dos anos, personalidades de distintos quadrantes e distintas convicções louvar o trabalho de sistematização, historiografia e doutrinação dialogante que foram, ao longo de seis décadas, a marca de Pinharanda.

13 de Dezembro, na Galiza…

SOPHIA E O NOME DAS COISAS: PENSAMENTO E OBRA EM SOPHIA DE MELLO BREYNER

Colóquio Internacional de Filosofia e Literatura

13 de Dezembro: Facultade de Filosofía da Universidade de Santiago de Compostela (Seminário 330)

10h00 | SESSÃO DE ABERTURA

10h15 | PAINEL I

SOPHIA, POESIA E DOM | Luís G. Soto

SOPHIA: A ANTOLOGIA COMO LUGAR DE ENCONTRO DE CULTURA(S) | Tiago Aires

SOPHIA E CINATTI: UMA AMIZADE (EXTRA)LITERÁRIA | Brunello Natale De Cusatis

DA LUZ SEM SOMBRA À SOMBRA DA LUZ: ENTRE A GRÉCIA E A IBÉRIA, ENTRE SOPHIA DE MELLO BREYNER, TEIXEIRA DE PASCOAES E JOSÉ MARINHO | Renato Epifânio

12h15 | ALMOÇO

13h30 | PAINEL II

A POESÍA DE SOPHIA DE MELLO: MÉTODO DE COÑECEMENTO E ACCIÓN | Miguel Ángel Martínez Quintanar

POESIA EM SI, POESIA E POEMA: REFLEXÃO EM TORNO DA ATIVIDADE POÉTICA | Luís Lóia

SOPHIA: A VIAGEM COMO ESTRATÉGIA FILOSÓFICO-LITERÁRIA | Maria Luísa Malato e Maria José Silva

SOPHIA E PASCOAES: ONDULAÇÕES | Maria Celeste Natário

15h30 | APRESENTAÇÃO DE OBRAS (INCLUINDO NOVA ÁGUIA 24)

16h00 | ENCERRAMENTO

Fotos do VI Congresso da Cidadania Lusófona…

 26 de Novembro, no Palácio Valenças (Sintra): Sessão de Abertura (com Renato Epifânio, Duarte de Bragança, Eduardo Quinta Nova, Adriano Moreira e Zeferino Boal,
 27 de Novembro, no Liceu Pedro Nunes (com representantes de Associações da Sociedade Civil de todos os países e regiões do espaço lusófono).
27 de Novembro, na Casa de Angola: Encerramento do Congresso.

Próximo Livro MIL: “Manuel A. Ferreira Deusdado: Pensamento e Obra”

Manuel António Ferreira Deusdado, filósofo, escritor, pedagogo e publicista, nado em Trás-os-Montes, em 1858, exercitou a pena em diversos domínios, filosofia, pedagogia, história, historiografia filosófica, geografia, etnografia, direito e antropologia, psicologia e pedagogia criminal e correcional, deixando-nos uma obra que impressiona pela diversidade dos campos de saber que o interessaram, cujo cimento de unidade se deverá procurar sobretudo na imagem indelével do educador que foi.

Viveu em Angra do Heroísmo desde 1901 até 1918, ano da sua morte, e aqui se naturalizou açoriano, casando-se e compondo diverso material histórico e etnográfico, que importa à cultura e à literatura açorianas.

A presente obra reúne diversos estudos sobre a sua figura e pensamento, procurando arrancá-lo ao esquecimento, resgatando-o do pó das bibliotecas.

Mais Livros MIL: https://millivros.webnode.com/

Para encomendar: info@movimentolusofono.org

4-6 de Dezembro: V Colóquio do Atlântico…

V Colóquio do Atlântico

Os irmãos Arriaga: Filosofia, História e Literatura

4-6 de Dezembro de 2019 | Lisboa e Horta

Ver Programa:
https://coloquiosdoatlantico.webnode.com/a5%c2%ba-coloquio-do-atlantico/

Fotos do III Festival TABULA RASA…

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Mais fotos:

https://www.tabularasa.pt/fotos/

PRÉMIOS “OBRAS TABULA RASA 2017-2019”

Prémio Vida e Obra 2019: Fernando Dacosta

LITERATURA INFANTO-JUVENIL: “Coisas Que Acontecem”, de Inês Barata Raposo (Bruaá Editora)

POESIA: “Poemas Escolhidos – 99 poemas”, de Albano Martins (A.23 Edições)

FICÇÃO: “Tríptico da Salvação”, de Mário Cláudio (Ed. Dom Quixote)

FILOSOFIA: “Leonardo Coimbra: Vida e Filosofia”, de Manuel Cândido Pimentel (Universidade Católica Editora)

Próximo Livro MIL: “Manuel A. Ferreira Deusdado: Pensamento e Obra”

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Manuel António Ferreira Deusdado, filósofo, escritor, pedagogo e publicista, nado em Trás-os-Montes, em 1858, exercitou a pena em diversos domínios, filosofia, pedagogia, história, historiografia filosófica, geografia, etnografia, direito e antropologia, psicologia e pedagogia criminal e correcional, deixando-nos uma obra que impressiona pela diversidade dos campos de saber que o interessaram, cujo cimento de unidade se deverá procurar sobretudo na imagem indelével do educador que foi.

Viveu em Angra do Heroísmo desde 1901 até 1918, ano da sua morte, e aqui se naturalizou açoriano, casando-se e compondo diverso material histórico e etnográfico, que importa à cultura e à literatura açorianas.

A presente obra reúne diversos estudos sobre a sua figura e pensamento, procurando arrancá-lo ao esquecimento, resgatando-o do pó das bibliotecas.

Mais Livros MIL: https://millivros.webnode.com/

Para encomendar: info@movimentolusofono.org

2 de Dezembro: Centenário de José Hermano Saraiva

Ex.mo Senhor Presidente do Movimento Internacional Lusófono – MIL

Prof. Doutor Renato Epifânio

Comemora a Fundação Gulbenkian e a família o centenário de nascimento do Professor José Hermano Saraiva. Dada a ligação de meu Pai à lusofonia gostaríamos de convidar V.Exª a participar, como convidado de honra, na sessão a realizar na Fundação Gulbenkian, no dia 2 de Dezembro próximo, às 18:30, na Sala 1 da Zona de Congressos. Pedimos também o favor de divulgar o acontecimento aos membros do MIL.

Com os melhores cumprimentos,
Rodrigo de Sá Nogueira Saraiva
Professor da Universidade de Lisboa

20-22 de Novembro: 1º Congresso “Turismo Cultural, Lusofonia e Cooperação”

A Conferência de Abertura foi proferida pelo Presidente do MIL, Renato Epifânio. No final da sessão, assinou-se um PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO E DE APOIO RECÍPROCO ENTRE A CÂMARA MUNICIPAL DE PORTALEGRE, O INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO, CULTURA E CIÊNCIA E O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO.

Em Novembro: MIL Eventos…

11-14 de Novembro: mais um Colóquio Internacional Luso-Brasileiro, em parceria com o MIL e a NOVA ÁGUIA…

15-18 de Novembro: Congresso “Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez”

25 de Novembro, Lançamento de “Aristóteles em nova perspectiva”

26-27 de Novembro: VI Congresso da Cidadania Lusófona

28-30 de Novembro: III Festival TABULA RASA…

 

Fotos da Entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a Manuel Pinto da Costa, Ex-Presidente de São Tomé e Príncipe…

 Carlos Vargas, Presidente da Assembleia-Geral do MIL, justificando a atribuição do Prémio.
 Entrega do Prémio, por Renato Epifânio, Presidente do MIL.
 Manuel Pinto da Costa, agradecendo a Distinção.
Aspecto geral da Assistência (Salão Nobre do Palácio da Independência, 26 de Outubro de 2019).
Fotos de Artur Santos Torres

30-31 de Outubro | Congresso Internacional A ESCOLA DO PORTO E A ESCOLA DE MADRID

Para mais informações:
https://iflb.webnode.com/outubro-2019-congresso-a-escola-do-porto-e-a-escola-de-madrid/