Author Archives: novaaguia

“A Lusofonia é um delírio português. Os africanos odeiam-nos…”

Marcelo Rebelo de Sousa, em visita à Guiné Bissau (17.05.2021)

Também no jornal Público: “Não foi bonita a festa, pá…”

Costumamos dizer (meio a brincar, meio a sério) que ser do Sporting Clube de Portugal é muito mais do que pertencer a um clube desportivo. Muito mais do que isso, é pertencer a uma “escola filosófica” que nos ensina a resistir a todas as contrariedades da (má) sorte. Uma espécie de “existencialismo metafísico” que nos leva a aceitar o destino de Sísifo com um sorriso nos lábios.

Não sendo uma “escola filosófica” que professe o masoquismo, uma vitória, de vez em quando, sabe sempre bem. E por isso também nós ficámos satisfeitos com a vitória deste ano, ainda que até ao último minuto do jogo tivéssemos temido mais um desabamento da “pedra de Sísifo” – um clássico, ano após ano.

Ficámos também particularmente satisfeitos por verificar que, não obstante a míngua de vitórias, este é um clube que mantém uma legião de adeptos que se estende não apenas por todo o país, como por toda a diáspora portuguesa e, ainda mais, por todo o espaço lusófono. Mesmo sabendo que em Portugal há quem não aprecie o facto, a verdade é que o mesmo não acontece, de todo, com equipas francesas no espaço francófono, ou equipas inglesas no espaço anglófono, ou equipas espanholas no espaço hispanófono…

Já para não falar das selecções. A forma como por todo o espaço lusófono foi, por exemplo, festejada a conquista do Europeu de Futebol, em 2016, não teve, de facto, qualquer paralelo em outros espaços linguísticos. Mesmo sabendo que em Portugal há quem continue a desprezar esse facto, a verdade é que a escala e a dimensão desses festejos foi, por si só, prova de que, não obstante o pouco empenhamento político (não só de Portugal) na CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portugal, “a Lusofonia existe”.

Regressando à festa deste ano: se ela foi, pois, “bonita” por todo o país, por toda a diáspora portuguesa e por todo o espaço lusófono, ela não foi, porém, “bonita” na capital do país. Custa a perceber como em Portugal se insiste tanto em contrariar o óbvio. Face ao massivo ajuntamento de pessoas junto do estádio antes do jogo começar, a ordem das Autoridades deveria ter sido a de abrir as portas do estádio. E toda a festa, a seguir ao jogo, deveria ter decorrido aí (nas bancadas e no relvado). Ao invés de termos visto um autocarro a desfilar pela cidade com dezenas de milhares de pessoas concentradas por barreiras metálicas (e até por balas de borracha…). Até Sísifo teria, decerto, considerado um absurdo.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

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14 de Maio: Debate “Quem tem medo da Lusofonia?” & Apresentação da NOVA ÁGUIA nº 27

Entrar na reunião Zoom
https://zoom.us/j/91968507516…
ID da reunião: 919 6850 7516
Senha de acesso: 584814

Filósofo Antonio Paim morre em São Paulo

Antonio Paim, um dos nomes maiores da Filosofia Brasileira do século XX,  morreu esta sexta-feira (30.04.2021), aos 94 anos. Fundador da Academia Brasileira de Filosofia e do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono, será homenageado pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em sessão pública a agendar em breve, bem como no nº 28 da Revista NOVA ÁGUIA (2º semestre de 2021) – prazo para envio de textos: final de Junho.

O MIL presente na Vigília pela Paz em Cabo Delgado…

23 de Abril, em frente da Sede da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

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30 de Abril: sobre Cidadania Lusófona, na Convenção Mais Cidadania…

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23 de Abril, 19h, em frente da Sede da CPLP (em Lisboa): Vigília pela Paz em Cabo Delgado, com o Apoio do MIL…

Acontecimento Editorial do Ano: “Obras Escolhidas de Manuel Ferreira Patrício”

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Também no jornal Público: “Carta Aberta ao Presidente de Moçambique”


Excelentíssimo Senhor Presidente de Moçambique

Caríssimo Engº Filipe Nyusi

Como certamente vai sendo informado, a gravíssima situação vivida no norte de Moçambique tem tido algum eco mediático em Portugal – ainda que muito distante do eco que deveria ter, tratando-se de um país irmão. Há ainda, com efeito, uma significativa maioria de pessoas em Portugal que olha assim para Moçambique, como um país irmão, e que está genuinamente preocupada com o que está a acontecer.

Temos também acompanhado algumas negociações diplomáticas, nomeadamente entre Moçambique e Portugal, e estamos informados da vossa posição de princípio: de que apenas militares moçambicanos se envolvam, directamente, na resolução do conflito armado em curso.

Compreendemos essa vossa posição de princípio: é sempre melindroso, para qualquer país, assumir que os seus recursos próprios, por si só, não são suficientes. Mas consideramos que, face à escalada da situação, essa posição de princípio se torna cada vez menos sustentável. Para mais, Moçambique não seria o primeiro país soberano a fazê-lo. Nem, a fazê-lo, será decerto o último. O nosso comum país irmão, Timor-Leste, como sabe, só com ajuda externa conseguiu libertar e pacificar o seu território.

Compreendemos igualmente a vossa particular relutância em aceitar o envolvimento directo de militares portugueses na resolução do conflito armado em curso. Como ex-potência colonial, esse eventual envolvimento directo poderia, de facto, ser equivocamente entendido como uma tentação neo-colonial por alguns moçambicanos, por mais que, como é do vosso conhecimento, não seja, de todo, esse o espírito que anima as autoridades portuguesas, a começar pelo nosso reeleito Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Como já o ouviu de viva voz, o nosso Comandante Supremo das Forças Armadas assume Moçambique como a sua “segunda Pátria”. O mesmo acontece, como nós próprios o podemos testemunhar, com muitos outros portugueses. E em nenhuma circunstância, podemos assegurá-lo, tal assunção decorre de uma tentação neo-colonial, por mais que exista, nalguns casos, algum (justo) ressentimento pela forma (caótica) como decorreu a descolonização. Mas isso, para a significativa maioria que em Portugal olha para Moçambique como um país irmão, são, realmente, “águas passadas”. Não há ninguém em Portugal, no seu juízo perfeito, que alimente qualquer tentação neo-colonial.

Se, ainda assim, considerar que o envolvimento directo de militares sob a bandeira portuguesa pode ressuscitar alguns “fantasmas”, tome por favor em consideração a seguinte proposta: aceite uma força militar sob a bandeira da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Estamos certos de que não será difícil de a constituir rapidamente, sendo que, como também se verificou em Timor-Leste, é essencial que as forças militares no terreno falem a mesma língua que as populações locais. Por tudo isso, esta parece-nos ser pois a solução ideal, que deixamos, respeitosamente, à vossa consideração.

Com as mais fraternas saudações lusófonas,

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

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27º Voo da NOVA ÁGUIA, a Revista do MIL…

Capa, Editorial e Índice da NOVA ÁGUIA nº 27…

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Ainda não destruíram o Padrão dos Descobrimentos?!

Em Abril, outro Livro MIL: “O Triângulo da Democracia”, de Carlos Magalhães…

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Volume VI das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício

Em Abril, mais um Livro MIL “Mestres da Língua Portuguesa”: “Cecília Meireles”, de Jorge Chichorro Rodrigues

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Volume V das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício