Author Archives: novaaguia

Reabertura da Sede do MIL…

A partir de 18 de Maio, a nossa sede nacional, no Palácio da Independência, em Lisboa, estará de novo aberta ao público. Para agendamento de reuniões: info@movimentolusofono.org | 967044286.

Em Maio, Feira do Livro MIL…

NA 25 pub
Para além da Revista NOVA ÁGUIA, o MIL tem editado igualmente uma série de livros – quer livros colectivos, resultantes de encontros culturais e científicos em que estivemos envolvidos, quer livros individuais, de associados nossos. 
Em Maio: 
10 % de desconto na encomenda de 1 Livro MIL
30 % de desconto na encomenda de 3 Livros MIL
50 % de desconto na encomenda de 5 Livros MIL 
 
Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Convite para textos: Pensar de modo novo em tempos de pandemia…

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Se pode parecer estranho o desafio de pensar uma pandemia, mais estranho ainda é não a pensar, já que ela parece paralisar o pensamento e deixar o homem entregue à mera condição biológica da sobrevivência e à situação de fragilidade. Mas o pensamento é aquela actividade libertadora pela qual o homem se eleva acima da sua condição biológica para procurar compreender o universo e regressar a si mesmo e à permanente novidade da existência. Ao desânimo e ao abandono devem responder o sentido de um renovado ânimo impulsionado pela coragem, a inteligência e a imaginação inventiva. Se nunca a palavra pandemia teve tanto significado como na época da comunicação à escala planetária, infelizmente, nenhuma idade parece estar tão alheia ao pensamento como esta da contemporânea globalização. As alterações produzidas pelo efeito Covid-19 sobre as diversas comunidades humanas e sobre a relação destas com a natureza, convidam-nos a repensar, de novo, a vida e a civilização, o conhecimento, a saúde, a tradição, a tecnologia, o destino do homem, as nossas próprias circunstâncias. Não é, por certo, da ignorância activa, mas do activo pensamento que decorrerá uma sadia reinvenção do futuro.

A revista Nova Águia vem lançar este convite, aguardando para o seu 26º número as reflexões que desejem subscrever o pensamento de Leonardo Coimbra: «O homem não é uma inutilidade num mundo feito, mas o obreiro de um mundo a fazer.» A entrega dos textos (a enviar para novaaguia@gmail.com) deve ser feita até ao final de Junho de 2020.

Cordiais saudações,

Renato Epifânio e Rodrigo Sobral Cunha

Também no Jornal “Público”: A cobertura noticiosa da covid-19

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No devido tempo, far-se-ão decerto muitas análises da cobertura noticiosa (nomeadamente, televisiva) destes tempos de pandemia. Pela nossa parte, partimos da seguinte percepção: se, num primeiro momento, essa cobertura (em particular, a televisiva) foi fundamental para promover a quarentena geral da população, quando houver ordem das autoridades para terminar a quarentena, essa mesma cobertura será um dos principais obstáculos a superar. Isso parece-me especialmente evidente no caso das televisões – o que talvez se explique pelo nível de audiências só possível por essa mesma quarentena…

Falamos aqui, claro está, sobretudo dos noticiários. Sendo que, aí, a cobertura internacional é tão significativa quanto a nacional. Quando cobrem o que se está a passar noutros países, o subtexto é (quase) sempre o mesmo: os países que não estão a cumprir uma quarentena tão rígida quanto a nossa estão errados e em breve verificarão isso. Isto mesmo quando os dados não permitem, de todo, retirar essa conclusão. Não importa. A lógica televisiva é muitas vezes essa: primeiro conclui-se, depois logo se arranjam os “argumentos”.

Nesse contexto geral, o recente incidente suscitado por uma peça jornalística da TVI nem sequer é particularmente significativo. Ainda que aí o preconceito verbalizado tenha sido outro: em síntese, a população do norte de Portugal estaria a ser mais atingida pela Covid-19 porque, entre outras razões, era menos instruída. Por mero acaso, assisti em tempo real à referida peça e lembro-me de ter dito para mim mesmo: “mais uma palermice”. Mas, dado esse contexto geral, não lhe dei particular importância. Até porque o subtexto dessa alegação é relativamente comum. O que não é tão comum é ser assim tão claramente expresso, para mais em relação a uma parte da população portuguesa.

Já nas coberturas internacionais, é muito frequente esse subtexto/ preconceito vir mais à tona: as pessoas mais conservadoras/ mais religiosas/ mais de direita (a ordem aqui é relativamente arbitrária) são, por definição, menos instruídas. Ora, esse subtexto/ preconceito continua a aplicar-se, “na perfeição”, ao norte do país. E não é sequer preciso recuar ao pós-25 de Abril, que por pouco não terminou numa guerra civil que, precisamente, tinha uma linha geográfica de fronteira: entre um sul proclamadamente mais “progressista” e um norte mais conservador/ mais religioso/ mais de direita. O que na peça jornalística da TVI se verbalizou foi, assim, apenas isso: um atavismo com (pelo menos) quase meio século mas que persiste.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

Em Abril, mais um Livro MIL: “Moringues, Moringas, Moringos (percursos lusófonos em torno de um objecto utilitário)”

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Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Ainda não encomendou a sua NOVA ÁGUIA 25?

Apelo aos Amigos da NOVA ÁGUIA…

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Fernão de Magalhães em Brasília

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De Afonso Botelho, mais um Livro MIL/ Fundação Lusíada…

Para encomendar: info@movimentolusofono.org
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10 de Março: Lançamento da NOVA ÁGUIA 25

10 Mar

10 de Março: Assembleia Geral do MIL

Nos termos do artigo 7º dos Estatutos, convoco uma Assembleia Geral do MIL: Movimento Internacional Lusófono para o dia 10 de Março de 2020, às 17h horas, na nossa sede (Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11, 1150-320 Lisboa), com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Eleição dos novos Órgãos Sociais do MIL (2020-2022).
2. Ratificação dos novos Sócios Honorários do MIL e do Prémio MIL Personalidade Lusófona de 2019.
3. Apreciação e votação do Relatório de Actividades e Contas referentes a 2019.
4. Lançamento da NOVA ÁGUIA nº 25.
Caso não haja quórum à hora indicada, a Assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número de associados.
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2020
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Carlos Vargas
PS: Conforme os nossos Estatutos, apenas os sócios do MIL com as quotas em dia terão direito de voto em Assembleia Geral. Caso um sócio do MIL com as quotas em dia não puder estar presente, poderá delegar o seu voto. Para tal, deve enviar uma declaração nesse sentido para o nosso correio electrónico.

29 de Fevereiro: 1ª sessão das novas “Tertúlias de cultura portuguesa”.

 

Pelo sexto ano consecutivo, o Porto acolhe as Tertúlias de Cultura Portuguesa. Organizadas pelo MIL – Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia, em parceria com a Fundação António Quadros, Câmara Municipal do Porto e outras entidades, estes encontros têm fomentado a discussão e o debate público em torno de figuras e momentos chave da cultura nacional e da alta espiritualidade pátria.

Realizadas com uma periodicidade mensal, no auditório do Palacete dos Viscondes de Balsemão, localizado no coração da Invicta, as Tertúlias de Cultura Portuguesa subordinar-se-ão este ano ao tema “Linhas Matriciais da Identidade Portuguesa”. Um título que, claramente, inscreve estes encontros na mesma tradição e legado dessa “ilustre portuense” chamada Dalila L. Pereira da Costa. O objectivo deste ano será o de proporcionar a reflexão em torno da sempre complexa questão da identidade portuguesa, sob a perspectiva do Pensamento e da Espiritualidade, da História e da Arte.

Entre os oradores confirmados para o ciclo deste ano figuram os nomes de António José Queiroz, Carlos Aurélio, Duarte Pereira Martins, Joaquim Domingues, Jorge Morais, José Almeida, José Carlos Seabra Pereira, José Valle de Figueiredo, Mafalda Ferro, Manuel Rezende, Miguel Castelo Branco, Paulo Samuel, Pedro Jacob Morais, Pedro Sinde, Renato Epifânio, Philippe Marques, Rodrigo Sobral Cunha, entre outros.

A primeira sessão terá lugar já no próximo dia 29 de Fevereiro, pelas 14.30h, contando com uma intervenção de José Carlos Seabra Pereira subordinada ao tema “Prismas Identitários na Moderna Literatura Portuguesa”, seguindo-se Joaquim Domingues, cuja comunicação se intitulará “1820-2020 – O Terramoto e as Réplicas”. No final deste encontro caberá a Paulo Samuel apresentar o livro “As Literaturas em Língua Portuguesa (Das Origens aos Nossos Dias)”, da autoria de José Carlos Seabra Pereira. Uma obra tão fundamental como monumental, recentemente publicada pela Gradiva.

Fotos da 1ª sessão das novas “Tertúlias de cultura portuguesa”.

Na mesa: Joaquim Domingues, José Carlos Seabra Pereira e Paulo Samuel.

De Emanuel Oliveira Medeiros, mais um Livro MIL…

“José Enes e Gustavo de Fraga: pastores da verdade na luz do ser”, Lisboa, MIL/ DG Edições.
ISBN: 978-989-54268-3-6
Para encomendar: info@movimentolusofono.org

Fotos da Homenagem a Fernão de Magalhães, no Bairro Português de Malaca. Com o apoio do MIL e da NOVA ÁGUIA…

 

 

Com o apoio do MIL: Fernão de Magalhães homenageado em mural no Bairro Português em Malaca

Uma pintura mural inspirada na azulejaria portuguesa e a homenagear Fernão de Magalhães vai ser realizada por lusodescendentes e residentes no Bairro Português em Malaca, na Malásia, no próximo fim de semana.
A realizar num muro com 10 metros de comprimento por três metros de altura, e situado no centro do Bairro Português em Malaca, “um traço por Magalhães” é um projeto desenvolvido pelo centro artístico A Casa ao Lado, em parceria com a Associação Coração de Malaca, o Instituto Camões e o Movimento Internacional Lusófono (MIL).
A iniciativa surge no âmbito das comemorações do quinto centenário da primeira volta ao mundo, tendo como missão deixar uma “marca” da identidade portuguesa em diferentes comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, segundo um comunicado de A Casa ao Lado.
Para Joana Brito, diretora artística de A Casa ao Lado, esta intervenção artística tem como objetivo “criar um polo de referência turística que integre os roteiros da arte urbana do próprio bairro”, além de “requalificar o património municipal e local”.
“Com este projeto pretendemos também ajudar a potenciar o empreendedorismo local, ensinando os participantes a produzir peças artesanais através de técnicas simples de reprodução gráfica, tirando assim partido da imagem criada no mural artístico, para que posteriormente possam vender as peças a turistas”, adiantou Joana Brito.
E acrescentou: “O facto de este projeto de arte urbana envolver a participação ativa da comunidade local proporciona não apenas o acesso à experimentação artística a jovens com condições socioeconómicas vulneráveis, mas também a integração de jovens em risco de exclusão social e o desenvolvimento da consciência cívica, pela promoção da cidadania e participação na comunidade”.
Antes desta iniciativa na antiga colónia portuguesa de Malaca, A Casa ao Lado realizou, nos últimos meses, intervenções semelhantes (pinturas murais) no âmbito do projeto “Um traço por Magalhães” em Portugal, envolvendo as comunidades locais em Matosinhos, Leça da Palmeira e Ponte da Barca.
Em maio do ano passado, A Casa ao Lado envolveu cerca de 150 emigrantes e lusodescendentes a residir no bairro nova-iorquino do Soho na criação de um vitral baseado nos padrões da azulejaria portuguesa.
Esta organização foi fundada em 2005, em Vila Nova de Famalicão, pelos artistas plásticos Joana Brito e Ricardo Miranda. Em 2018 passou a integrar a rede de Clubes UNESCO no campo da intervenção e criação artística.
por Lusa

Também no jornal Público: “Um outro olhar sobre Angola”

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Andam mil e uma vozes a clamar contra a nossa “elite” político-económica por causa dos negócios com Isabel dos Santos, mas, por uma vez, a nossa “elite” (mantenhamos as aspas) está relativamente inocente.

Se não, vejamos, sem qualquer cinismo: Isabel dos Santos é, como se sabe, filha de José Eduardo dos Santos, até há pouco tempo o omnipotente Presidente de Angola; durante todo esse tempo, Isabel dos Santos foi, por isso, muito mais do que uma Embaixadora; foi a máxima representante político-económica do Presidente de Angola, o mesmo é dizer, do MPLA, o mesmo é dizer, do próprio regime angolano.

Face a essa condição de Isabel dos Santos, fechar-lhe a porta na cara seria de um paternalismo intolerável. Sim, em privado, até poderíamos – e deveríamos – pensar que o “seu” dinheiro era suspeito. Mas, tendo o aval do próprio regime angolano, como o dizer em público? Como lho dizer cara a cara, sem com isso afrontar a soberania de Angola?

Se algum “pecado” cometeu a nossa “elite” político-económica, foi apenas o “pecado original”. Sim, falamos do modo como se processou a “descolonização exemplar”. Alegadamente em nome da liberdade, Portugal permitiu (para dizer o mínimo) regimes de partido único em todos os países que descolonizou. A partir daí, deu-se o inevitável: a apropriação estatal dos meios de produção acabou por beneficiar a elite dirigente. Angola foi apenas mais um exemplo – ainda que, reconheçamo-lo, um exemplo particularmente extremado.

Mas, face a isso, pouco mais haveria a fazer. A história não é um jogo de computador – não se pode voltar atrás e recomeçar de novo até acertamos na melhor opção. Após esse “pecado original”, reiteramo-lo, não nos cabia desqualificar os representantes políticos e económicos de Angola. Só o próprio regime angolano o poderia fazer, como agora o fez, relativamente a Isabel dos Santos. Por isso, também só agora a nossa “elite” político-económica pode, enfim, fechar-lhe a porta na cara, sem que esse gesto constitua qualquer afronta a Angola.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org