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Com o apoio do MIL: Fernão de Magalhães homenageado em mural no Bairro Português em Malaca

Uma pintura mural inspirada na azulejaria portuguesa e a homenagear Fernão de Magalhães vai ser realizada por lusodescendentes e residentes no Bairro Português em Malaca, na Malásia, no próximo fim de semana.
A realizar num muro com 10 metros de comprimento por três metros de altura, e situado no centro do Bairro Português em Malaca, “um traço por Magalhães” é um projeto desenvolvido pelo centro artístico A Casa ao Lado, em parceria com a Associação Coração de Malaca, o Instituto Camões e o Movimento Internacional Lusófono (MIL).
A iniciativa surge no âmbito das comemorações do quinto centenário da primeira volta ao mundo, tendo como missão deixar uma “marca” da identidade portuguesa em diferentes comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, segundo um comunicado de A Casa ao Lado.
Para Joana Brito, diretora artística de A Casa ao Lado, esta intervenção artística tem como objetivo “criar um polo de referência turística que integre os roteiros da arte urbana do próprio bairro”, além de “requalificar o património municipal e local”.
“Com este projeto pretendemos também ajudar a potenciar o empreendedorismo local, ensinando os participantes a produzir peças artesanais através de técnicas simples de reprodução gráfica, tirando assim partido da imagem criada no mural artístico, para que posteriormente possam vender as peças a turistas”, adiantou Joana Brito.
E acrescentou: “O facto de este projeto de arte urbana envolver a participação ativa da comunidade local proporciona não apenas o acesso à experimentação artística a jovens com condições socioeconómicas vulneráveis, mas também a integração de jovens em risco de exclusão social e o desenvolvimento da consciência cívica, pela promoção da cidadania e participação na comunidade”.
Antes desta iniciativa na antiga colónia portuguesa de Malaca, A Casa ao Lado realizou, nos últimos meses, intervenções semelhantes (pinturas murais) no âmbito do projeto “Um traço por Magalhães” em Portugal, envolvendo as comunidades locais em Matosinhos, Leça da Palmeira e Ponte da Barca.
Em maio do ano passado, A Casa ao Lado envolveu cerca de 150 emigrantes e lusodescendentes a residir no bairro nova-iorquino do Soho na criação de um vitral baseado nos padrões da azulejaria portuguesa.
Esta organização foi fundada em 2005, em Vila Nova de Famalicão, pelos artistas plásticos Joana Brito e Ricardo Miranda. Em 2018 passou a integrar a rede de Clubes UNESCO no campo da intervenção e criação artística.
por Lusa

Também no jornal Público: “Um outro olhar sobre Angola”

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Andam mil e uma vozes a clamar contra a nossa “elite” político-económica por causa dos negócios com Isabel dos Santos, mas, por uma vez, a nossa “elite” (mantenhamos as aspas) está relativamente inocente.

Se não, vejamos, sem qualquer cinismo: Isabel dos Santos é, como se sabe, filha de José Eduardo dos Santos, até há pouco tempo o omnipotente Presidente de Angola; durante todo esse tempo, Isabel dos Santos foi, por isso, muito mais do que uma Embaixadora; foi a máxima representante político-económica do Presidente de Angola, o mesmo é dizer, do MPLA, o mesmo é dizer, do próprio regime angolano.

Face a essa condição de Isabel dos Santos, fechar-lhe a porta na cara seria de um paternalismo intolerável. Sim, em privado, até poderíamos – e deveríamos – pensar que o “seu” dinheiro era suspeito. Mas, tendo o aval do próprio regime angolano, como o dizer em público? Como lho dizer cara a cara, sem com isso afrontar a soberania de Angola?

Se algum “pecado” cometeu a nossa “elite” político-económica, foi apenas o “pecado original”. Sim, falamos do modo como se processou a “descolonização exemplar”. Alegadamente em nome da liberdade, Portugal permitiu (para dizer o mínimo) regimes de partido único em todos os países que descolonizou. A partir daí, deu-se o inevitável: a apropriação estatal dos meios de produção acabou por beneficiar a elite dirigente. Angola foi apenas mais um exemplo – ainda que, reconheçamo-lo, um exemplo particularmente extremado.

Mas, face a isso, pouco mais haveria a fazer. A história não é um jogo de computador – não se pode voltar atrás e recomeçar de novo até acertamos na melhor opção. Após esse “pecado original”, reiteramo-lo, não nos cabia desqualificar os representantes políticos e económicos de Angola. Só o próprio regime angolano o poderia fazer, como agora o fez, relativamente a Isabel dos Santos. Por isso, também só agora a nossa “elite” político-económica pode, enfim, fechar-lhe a porta na cara, sem que esse gesto constitua qualquer afronta a Angola.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

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5 de Fevereiro: NOVA ÁGUIA em Braga…

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3 de Fevereiro, nos Açores…

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30 de Janeiro: NOVA ÁGUIA no Algarve…

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Bragança e o fantasmático racismo português

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24 de Janeiro: Lançamento da Versão Completa da “Vida Conversável”, de Agostinho da Silva (Colecção NOVA ÁGUIA)