Author Archives: novaaguia

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18 de Maio, NOVA ÁGUIA no Porto…

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Entrega do Diploma de Instituição Honorária da Academia Internacional da Cultura Portuguesa ao MIL…


2 de Maio, na Sociedade de Geografia de Lisboa: Entrega do Diploma de Instituição Honorária da Academia Internacional da Cultura Portuguesa ao MIL

Os nossos agradecimentos a todos os presentes no 10º Aniversário do MIL…

27 de Abril, na Associação Caboverdeana de Lisboa
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10 de Maio: Encontro de Homenagem a João Bigotte Chorão

8 de Maio: “Páginas Esquecidas de Agostinho da Silva”

No refluxo das comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, que decorreram durante todo o ano de 2006 e que se estenderam a (quase) todo o espaço lusófono, deu-se uma estranha “conjugação cósmica” (ainda que de responsabilidade exclusivamente humana) que levou a um quase absoluto bloqueio de novas edições de textos agostinianos, o que foi tanto mais absurdo porquanto havia um grupo de pessoas (que integrávamos) disponível para continuar a trabalhar na edição dos seus inéditos.

Nesta última década, saíram apenas alguns títulos sobre Agostinho da Silva – nomeadamente: de António Cândido Franco (“O Estranhíssimo Colosso: uma biografia de Agostinho da Silva”, Quetzal, 2015) de Risoleta C. Pinto Pedro (“A literatura de Agostinho da Silva: essa alegre inquietação”) e de Pedro Martins (“A liberdade guiando o povo: uma aproximação a Agostinho da Silva”) – estes dois últimos saídos em 2016 (Zéfiro/ Colecção Nova Águia). Na mesma colecção saiu, ainda em 2016, o obra “A última entrevista de imprensa de Agostinho da Silva”. De resto, para além de alguns excertos da segunda parte (inédita) da “Vida Conversável” que têm sido publicados na Revista “Nova Águia”, nada mais.

Por tudo isso, não podemos deixar de saudar efusivamente a recente publicação da obra “Páginas esquecidas de Agostinho da Silva” (Quetzal, 2019), coordenada por Helena Briosa e Mota, uma agostiniana particularmente qualificada, que já havia sido responsável pela organização dos volumes “Textos Pedagógicos” (dois volumes) e “Biografias” (três volumes), das “Obras de Agostinho da Silva” (Âncora/ Círculo de Leitores, 1999-2003), para além de co-autora do livro “Uma introdução ao estudo do pensamento pedagógico do Professor Agostinho da Silva” (Hugin, 1996).

Não sabemos se, por si só, o lançamento desta obra irá reverter o bloqueio editorial de textos agostinianos que, a manter-se, não poderá deixar de significar a segunda morte de Agostinho da Silva. Por si só, provavelmente não, tal o alcance dessa estranha “conjugação cósmica” (ainda que, reiteramo-lo, de responsabilidade exclusivamente humana). Que seja, pelo menos, a pedrada no charco que leve algumas pessoas a reverem a sua posição. É verdade que se pode dizer que, comparativamente, Agostinho da Silva nem é dos autores mais esquecidos. Mas, havendo ainda (significativos) inéditos seus por publicar, seria um crime de lesa-pátria (lusófona) deixar esses textos para sempre enterrados numa gaveta. É mais do que tempo de a (re)abrir.


Também no Jornal Público:
https://www.publico.pt/2019/04/25/opiniao/opiniao/segunda-morte-agostinho-silva-1870468

3 de Maio, em Santarém: Lançamento de mais um Livro MIL…

Outras Obras promovidas pelo MIL:

Também no jornal Público: “Cinco Lições do Brexit”

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Ainda não se sabe de todo como o processo de saída britânica da União Europeia se irá concretizar (se é que se irá mesmo concretizar), mas já se podem extrair algumas lições a partir da forma (negativa) como o processo se tem (des)enrolado:

I – Podendo (e devendo, a nosso ver) este tipo de decisões ser ratificada em referendo, uma decisão como esta deve ser ratificada por uma maioria qualificada (dois terços ou, no mínimo, cinquenta e cinco por certo). De outro modo, ao primeiro obstáculo, essa ratificação tende a ser posta em causa. Uma decisão como a saída britânica da União Europeia (ou, por exemplo, a saída catalã de Espanha) não pode jamais sustentar-se numa maioria tangencial.

II – Se os britânicos queriam mesmo respeitar a maioria tangencial que se pronunciou a favor do Brexit, então a liderança política não deveria ter sido entregue a quem votou contra (Theresa May). No jogo de sombras que se criou após o referendo, temos tido um Governo pró-Brexit liderado por quem votou contra e a oposição anti-Brexitliderada por quem foi contra a entrada da Grã-Bretanha na União Europeia (Jeremy Corbin).

III – Em política, tão ou mais importante do que a racionalidade táctica, importa a convicção estratégica. Se têm um Governo pró-Brexit liderado por quem votou contra, como poderiam esperar os britânicos um Governo realmente convicto do melhor caminho a trilhar? É certo que, por vezes, mesmo na política, acontecem “milagres” ou “golpes de sorte”, mas era mais do que previsível o impasse a que chegámos. Para mais, a União Europeia por uma vez mostrou-se realmente unida em dificultar a vida à Grã-Bretanha, decerto para que o exemplo britânico não servisse de inspiração a nenhum outro país.

IV – Dito isto, se havia país da União Europeia que poderia aspirar a sobreviver (sem danos maiores) a uma saída era, à partida, a Grã-Bretanha. Para isso, porém, precisava de reatar os laços que tinha à escala global na época do Império Britânico (obviamente, não já numa lógica imperial). Esse caminho nunca foi, contudo, sequer tentado de forma realmente coerente e consequente. Mesmo a “relação especial” com os Estados Unidos da América continua a ser, em grande medida, uma relação retórica.

V – Perante tudo isto, quem em Portugal teve a tentação de seguir o exemplo britânico deve mesmo (re)pensar nas consequências. É certo que Portugal pode (e deve, a nosso ver) reforçar muito mais os laços com os países (e regiões) do espaço lusófono à escala global – a todos os níveis: cultural, social, económico e até político –, despertando de vez a CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portugal da sua substancial letargia. Mas isso deve fazer-se numa lógica de complementaridade, não, de todo, numa lógica de contradição. Hoje como sempre, o que importa é compatibilizar da melhor forma a nossa condição europeia com a nossa dimensão lusófona. O que está ainda muito longe de acontecer.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org