Author Archives: novaaguia

16-18 de Dezembro: VII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade

Link Zoom: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/9732783263

Para mais informações:https://iflb.webnode.com/maio-2020-vi-coloquio-luso-galaico-sobre-a-saudade/

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O racismo: do metafórico ao literal

Também no jornal Público: “Eduardo Lourenço como mito cultural”

Havia algo que irritava, por vezes profundamente, no “fenómeno” Eduardo Lourenço, sendo que isso (que irritava) não era, de todo, responsabilidade sua. Referimo-nos à “mitificação” da sua obra e pessoa – o que contrastava com a sua genuína humildade, que tivemos o privilégio de testemunhar bastas vezes. Apenas um exemplo: há alguns anos, uma revista (“Ler”, 2008) referia-se a Eduardo Lourenço como “o homem que ensina Portugal a pensar” – esse era mesmo o destaque de capa, em “caixa alta”.

Para quem conheça minimamente o pensamento filosófico português, afirmações como essa só poderiam provocar, no mínimo, um sorriso de condescendência (ou, de forma menos condescendente, um justo esgar de indignação). Acreditamos que Eduardo Lourenço sorriu sempre como esse tipo de referências. Eduardo Lourenço – pessoa particularmente culta – sabia bem que Portugal já bem sabia pensar antes dele…

É verdade que, ao longo da sua obra, fez algumas referências menos abonatórias à filosofia portuguesa. No entanto, no seu livro mais célebre, O Labirinto da Saudade, não deixou de considerar “o famigerado movimento da célebre ‘filosofia portuguesa’ (…) uma reacção, em boa parte justificada, contra o pendor mimetista e o consequente descaso que ele implica de inatenção a nós próprios (…), contra uma imagem da cultura portuguesa, de perfil essencialmente negativa, herdado da Geração de 70, e nunca criticado à esquerda como o deveria ter sido”[1]. Palavras, a nosso ver, muito lúcidas e justas.

É igualmente verdade que, ainda nesse seu livro, Eduardo Lourenço denunciou, aqui a nosso ver de forma mais excessiva, o “irrealismo prodigioso da imagem que os portugueses fazem de si mesmos”[2], “irrealismo” esse que, alegadamente, se consubstancia nos diversos “mitos compensadores da nossa frustração de antigo povo glorioso, como o de um Quinto Império, que terá em Fernando Pessoa a sua expressão mais acabada”[3], o que explicou da seguinte forma (assaz conhecida): “Portugal tem uma hiperidentidade porque tem um défice de identidade real. Como tem um défice de identidade, compensa-a no plano imaginário.”[4].

Ainda assim, não deixou o autor d’ O Labirinto da Saudade de antever nesse nosso alegado “défice” um alcance outro, capaz inclusivamente de fazer com que Portugal se reconcilie, enfim, consigo próprio – nas suas palavras: “À dissolução teórica do Sentido, como ingénuos e impávidos camponeses do Danúbio podemos opor – se não uma certeza à antiga, inalcançável e vã nos tempos que nos cabem – a exigência de um Sentido e, em particular de um sentido ético que nem sucesso económico, nem performance científica, nem sofisticação pensante podem substituir. Não é em vão que a Península é a pátria de Séneca. A Europa não inventou um tipo de humanidade mais exemplar que D. Quixote, loucura cristã para tempos regidos pela regra de ouro da objectividade e da legalidade.”.

Acrescentando, num registo quase épico, senão mesmo (passe a ironia…) messiânico: “É quixotescamente que devemos viver a Europa e desejar que a Europa viva. Com a mesma ironia calma com que Caeiro se vangloriava de oferecer o Universo ao Universo, nós, primeiros exilados da Europa e seus medianeiros da universalidade com a sua marca indelével, bem podemos trazer a nossa Europa à Europa. E dessa maneira reconciliarmo-nos, enfim, connosco próprios.”[5]. Na hora da sua partida, reconciliemo-nos, também nós, com o nosso maior “mito cultural” das últimas décadas. Até sempre, Eduardo. Ainda que nem sempre de acordo, continuaremos a lê-lo.

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org


[1] Cf. O Labirinto da Saudade: psicanálise mítica do pensamento português, Lisboa, D. Quixote, 1982 (2ª), p. 73.

[2] Cf. ibidem, p. 19.

[3] Cf. Nós e a Europa: as duas razões, Lisboa, IN-CM, 1994 (4ª rev.), p. 20.

[4] Cf. AA.VV., Existe uma cultura portuguesa?, Porto, Afrontamento, 1993, p. 38.

[5] Cf. Nós e a Europa: e as duas razões, ed. cit., p. 37.

Homenagem da NOVA ÁGUIA a Eduardo Lourenço (1923-2020)

A colaboração de Eduardo Lourenço na NOVA ÁGUIA não foi particularmente extensa, mas foi cirurgicamente marcante. Assim, no nº 15, da nossa Revista, em que assinalámos o centenário da Revista “Orpheu”, foi de Eduardo Lourenço o ensaio de abertura: “Orfeu ou a Poesia como Realidade”. Evocação que se estendeu ao número seguinte, com a transcrição da sua Conferência de Encerramento do “Congresso 100 – Orpheu”, em que a NOVA ÁGUIA esteve igualmente envolvida.

Nos números 18º e 20º da Revista, destacamos ainda dois ensaios seus – sobre Agostinho da Silva e António Vieira, respectivamente. Sendo que o texto mais marcante foi, decerto, uma extensa entrevista concedida a Luís de Barreiros Tavares (publicada no nº 16), depois editada em Livro, com a chancela do MIL: Movimento Internacional Lusófono (“Eduardo Lourenço em roda livre”, MIL/ DG Edições, 2016, 73 páginas).

Na hora da sua partida, anunciamos que no primeiro número de 2021 iremos ter uma secção em sua Homenagem, que não será, de resto, a primeira que a NOVA ÁGUIA lhe presta – Eduardo Lourenço recebeu, como estamos ainda todos lembrados, o Prémio Vida e Obra do 1º Festival Literário TABULA RASA. Caso queira contribuir para esta Homenagem, deverá enviar-nos o seu texto até final do presente mês de Dezembro. Entretanto, publicamos aqui um texto inédito de Manuel Ferreira Patrício, a ser incluído na edição das suas “Obras Escolhidas”, que o MIL lançará ao longo do próximo ano…

SAUDAÇÃO AO IRMÃO HUMANO EDUARDO LOURENÇO[1]

 Manuel Ferreira Patrício

Portugal, cuja grandeza frustrada é uma das nossas dores mais dificilmente suportáveis, como se árvore anémica fosse, dá-nos de quando em vez um fruto de grande dimensão e envergadura, imponente aspecto, qualidade suma e delicioso sabor, que atenua a nossa insatisfação histórica. Eduardo Lourenço é um desses frutos, em que até a modéstia da sua compleição física redunda em benefício do seu esplendor espiritual. Ele é, sem dúvida, um gigante cultural do século XX português, mantendo intactas as suas qualidades na segunda década em que já vamos do século XXI. Pode olhar para trás e sorrir contente pelo que fez. Pode o sorriso persistir pelo que continua fazendo, com toda a lucidez e sabedoria. Nós também sorrimos, do mesmo contentamento, onde assoma a consciente gratidão do muito que nos deu ao longo das décadas em que pudemos beneficiar do seu companheirismo humano e da sua infatigável operosidade intelectual, de que ia brotando o ouro que escorria para as nossas consciências e a nossa alma, enriquecendo dia a dia o nosso património espiritual, aliás crítico de si mesmo.

Nós os de Évora, consideramo-lo também nosso. Pela sua amizade e camaradagem com Vergílio Ferreira, nosso evidentemente, pela nossa própria ligação de amizade e cumplicidade cívica e cultural com os seus irmãos António e Adriano, que aqui viveram e trabalharam uns anos, pela ligação à Universidade que estabelecemos com ele, pelo facto de sermos seus leitores e admiradores desde a longínqua década de 60, época em que na Livraria Nazareth ― em 67 ― pudemos adquirir (o Fernando Martinho e eu próprio, professores no Liceu) o livro Heterodoxia-II, que representou um marco de reforço no nosso itinerário intelectual e cívico. Mais tarde, nos anos 70 e 80, trabalhando na Universidade, na Divisão (hoje Departamento) de Pedagogia e Educação, investindo apaixonadamente na formação de professores para o Portugal democrático, que ansiávamos viesse a ser lidimamente livre e culto, intentámos apoiar-nos na sua bússola vital prestando a devida atenção à sua obra Labirinto da Saudade ― Psicanálise mítica do destino português ― destino que continua a fazer-nos figas, empurrando-nos, na hora que corre, mais para o psiquiatra que para o psicanalista. Hoje, a Universidade de Évora trabalha directamente na preparação da edição das Obras Completas de Eduardo Lourenço, o que é honra para todos nós.

Li há poucos dias a extraordinária entrevista que Eduardo Lourenço concedeu à Revista Letras com(n)Vida, conduzida por José Eduardo Franco, impressionando-me a atenção minuciosa e de quente inteligência fria (de sabedoria…) prestada ao momento presente da Europa, do Ocidente, do Oriente, do Mundo, todos nós com o pé no fio da espada na tentativa de nos mantermos erectos e vivos, de escaparmos. A hora de A Tentação do Ocidente, de André Malraux, já passou, a hora de A Decadência do Ocidente, de Oswaldo Spengler, também, a decadência da Europa é um facto, a decadência dos Estados Unidos da América anuncia-se por si mesma e na ascensão da antiquíssima China, que julgaríamos ter morrido e renasce. Um novo mundo vem aí. Com o olhar estóico que me parece ser o seu, Eduardo Lourenço diz serenamente o que vê, anuncia o que vai vir. Não diz, como o imperador Septímio Severo, que foi tudo e nada vale a pena. O seu olhar escatológico é outro e a mim serena-me. É talvez o olhar do seu cristianismo suave e tingido da liberdade de pensar e ser desde a casca ao cerne. Não somos nós quem vai para o futuro, é o futuro que vem para um novo presente.

Eduardo Lourenço, querido irmão humano da família de François Villon, esteja connosco para festejarmos juntos essa chegada.


[1] Maio de 2013.

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Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020), um Grande Lusófono e Sócio Honorário do MIL. Até sempre, Mestre…

Também no jornal Público: “Da castração mental dos portugueses”

1. No final do primeiro trimestre deste ano, fui “Co-investigador Responsável” de um projecto submetido à FCT: Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a entidade que, em Portugal, gere os fundos de apoio à investigação científica. Esse projecto visava, expressamente, dar a conhecer, em particular junto do público não lusófono, a obra de alguns dos mais significativos pensadores portugueses contemporâneos, sendo que a selecção, o estudo e o enquadramento dos textos se faria a partir de questões temáticas, conforme o seguinte esquema:

I – Amorim Viana (1822 – 1901): Filosofia, Ciência e Religião; Cunha Seixas (1836 – 1895): O Pantiteísmo; Sampaio Bruno (1857 – 1915): A questão do Mal; Leonardo Coimbra (1883-1936): Idealismo e Realismo; Fernando Pessoa (1888 – 1935): Identidade do Sujeito; Raul Proença (1884 – 1941): Progresso e Eterno Retorno; Teixeira de Pascoaes (1877-1952): A Natureza e o Sagrado.

II – António Sérgio (1883 – 1969): Filosofia, Ética e Política; Fidelino de Figueiredo (1988-1967): Filosofia e Literatura; Almada Negreiros (1893-1970): Filosofia e Estética; Delfim Santos (1907 – 1966): Onto-fenomenologia; José Marinho (1904 – 1975): Metafísica e Religião; Álvaro Ribeiro (1905 – 1981): Ontologia e Antropologia; Eudoro de Sousa (1911 – 1987): Filosofia e Mito.

III – Agostinho da Silva (1906 – 1994): Filosofia, História e Cultura; Vergílio Ferreira (1916 – 1996): Consciência e Existência; Dalila Pereira da Costa (1918-2012): Mística e Teologia; José Enes (1924-2013): Linguagem e Ser; Miguel Baptista Pereira (1929-2007): Fenomenologia e Hermenêutica; Fernando Gil (1937 – 2006): Filosofia do Conhecimento; Eduardo Lourenço (1923 – ): Filosofia e Poesia.

Ainda segundo o projecto apresentado, cada Bloco iniciar-se-ia com uma análise do contexto histórico-político-filosófico nacional do período contemplado, que deveria enquadrar não apenas os autores seleccionados na Antologia, como referir ainda outros autores relevantes do mesmo período temporal, bem como as correntes filosófico-culturais mais significativas. Nesse enquadramento, iríamos igualmente investigar alguns nexos filosóficos entre os autores portugueses seleccionados e outros filósofos não portugueses, extravasando assim uma visão auto-centrada do nosso universo filosófico.

Através da tradução para inglês de todo esse trabalho, o universo de potenciais interessados alargar-se-ia de forma exponencial, considerando a acessibilidade permitida pelo sítio “on-line”, a criar para o efeito, disponível para “tablets” e telefones portáteis. A Antologia “on-line” integraria ainda outras plataformas, de modo a exponenciar uma maior disseminação dos resultados – para tal, haveria cruzamentos de “links” com outros sítios de referência, nacionais e internacionais. Em suma, este projecto visava colmatar uma lacuna recorrentemente apontada por investigadores não lusófonos da área de filosofia: a da inexistência de um corpus filosófico representativo do pensamento português contemporâneo devidamente estudado, enquadrado e traduzido para inglês.

2. No início deste mês de Novembro, recebemos finalmente a avaliação da FCT. Segundo esta, o projecto “inclui trabalhos sobre todos os assuntos filosóficos, desde metafísica, epistemologia, ética, religião e estética, trazendo ao público leitor de inglês a atenção para filósofos portugueses pouco conhecidos – como tal, é inovador e oportuno” (“It includes work on all philosophical subjects from metaphysics, epistemology, ethics to religion and aesthetics. It brings to the English reading public attention to little known Portuguese philosophers . As such it is innovative and timely given”).

Mais – segundo a avaliação, os investigadores responsáveis “têm amplo conhecimento e experiência na filosofia portuguesa e uma boa produção de publicações, portanto, estão bem posicionados para determinar a escolha dos autores para as colecções e para supervisionar o projecto de forma mais ampla” (“the PI and co PI both have extensive knowledge and expertise in Portuguese philosophy and a good output of publications, so are well placed to determine the choice of authors for the collections and to oversee the project more broadly”). Mais – ainda segundo a avaliação, “o projecto tem um bom plano de coordenação, planeamento, controle de orçamento e solução de problemas” (“the project has a good plan for coordination, planning, budget control, and addressing issues”).

Não obstante todas essas considerações assaz elogiosas, o Painel de avaliação não recomendou o financiamento do projecto (“Not Recommended for Funding”). E porquê?! Em suma, pelo alegado “impacto bastante limitado” (“rather limited impact”), dado que, citamos ainda, “será, de modo provável, relativamente raro que leitores não portugueses consultem” (“it will probably be relatively rare that non-Portuguese readers will consult”) a obra produzida – no essencial, três livros a serem colocadas no sítio “on-line”, onde as antologias de textos dos pensadores escolhidos seriam devidamente acompanhadas por um enquadramento hermenêutico, conforme o referido.

Face a tudo isto, resta-nos pois concluir que a entidade que, em Portugal, gere os fundos de apoio à investigação científica aceita a premissa de que o pensamento filosófico português não despertará o interesse de qualquer pessoa para além do universo lusófono (senão “raramente”). Com efeito, o Painel de avaliação não contestou nenhum dos autores e/ou temas indicados na Antologia – como poderia ter feito, já que, obviamente, todas as escolhas são discutíveis. Não – concluiu apenas que, qualquer que tivesse sido a escolha, o projecto não deveria ser financiado… Face a tudo isto, resta-nos pois concluir que a entidade que, em Portugal, gere os fundos de apoio à investigação científica não defende minimamente o nosso pensamento filosófico, antes promove, expressamente, a nossa castração mental. Ora, não será igualmente esta forma de castração – perguntamos – inconstitucional?

Renato Epifânio

Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

18-20 de Novembro: em parceria com o MIL e a NOVA ÁGUIA

15h: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83669291732

18h: https://zoom.us/j/95073710982?pwd=ZkxKY3U1ZnNSMGI5WjViaTB2LytLZz09

VI CILB Colóquios Internacionais Luso-Brasileiros

Para mais informações:

https://coloquioslusobrasi.wixsite.com/cilb2018/copia-programacao-1

7 de Novembro: Vídeo-Conferência sobre Pascoaes…

Intróito

A melhor definição de metafísica que conhecemos é de José Marinho – nas suas palavras “por metafísica designa-se não só e apenas o que está para além do físico, mas antes e primordialmente o que lhe é íntimo e nele se supõe”. Apesar de ter sido redigida numa obra sobre Leonardo Coimbra (“O Pensamento Filosófico de Leonardo Coimbra: introdução ao seu estudo”Porto, Livraria Figueirinhas, 1945), essa definição aplica-se, por inteiro, ao pensamento de Teixeira de Pascoaes.

Eis o que o próprio Marinho reconhece ao falar, num outro texto, da “luz súbita que recebeu de Pascoaes” – nas suas palavras: “Durante alguns anos, eu, como a muitos outros tem acontecido em nossos dias, dentro e fora de Portugal, fui acusado de metafísico e a acusação entendia-se neste sentido: de que eu, e outros, desatendíamos o Tempo e o Homem para nos referirmos incessantemente à Eternidade, a Deus, ao Absoluto. Pois bem, no momento em que assim me acusavam, eu fazia justamente o caminho contrário”.

Como acrescenta: “Descobrira que só é possível encontrar o sentido da Eternidade pelo aprofundamento do sentido do Tempo e que Deus só se revela plenamente a quem cumpriu a sua humanidade, descobrira que se o Absoluto, como firmemente creio, e o Poeta crê comigo, está para além de toda a relação, é necessário viver e pensar a relação plenamente para o sentido do Absoluto, passar da ideia abstracta, que é menos ideia, para a ideia concreta, que é plenamente ideia./ Se vos falo desta experiência é para vos tornar compreensível a luz súbita que recebi de Pascoaes, e que veio, sob um certo aspecto, confirmar a iluminação gradual que me veio do estudo da obra de Leonardo Coimbra”.

A esse respeito, Marinho não poderia, com efeito, ter encontrado melhor Mestre. Em Pascoaes, o Absoluto é, simultaneamente, o mais distante – o para além de toda a relação – e o mais próximo – o verdadeiro ser de todo o ser. E por isso, como o próprio Marinho reiteradamente referiu, foi, de facto, Pascoaes um “poeta da natureza”, um “poeta cósmico”, “de mais amplo e abissal sentido cósmico”, um poeta “panteísta”, sendo o seu panteísmo “produto duma comunhão íntima com os seres” – nessa medida, um poeta “profundamente terrestre sem pertencer à terra”, um “poeta materialista no sentido mais fundo do termo”.

Renato Epifânio

Ver vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DOyqULnyFmg

Em Novembro, mais um Livro MIL: “Fernando Sylvan”, de Jorge Chichorro Rodrigues

Mais Livros MIL: https://millivros.webnode.com/

Para encomendar: info@movimentolusofono.org
Outros Livros da COLEÇÃO MESTRES DA LÍNGUA PORTUGUESA

HTTPS://WWW.JORGECHICHORRORODRIGUES.COM/PRODUTOS/OBRAS?

Fotos da sessão de Apresentação da NOVA ÁGUIA nº 26 e da Entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a Alarcão Troni…

Mesa de Apresentação da NOVA ÁGUIA nº 26 e de outras Edições MIL: com João Reis Gomes, Renato Epifânio, Francisco Ribeiro Soares e Rodrigo Sobral Cunha.

Mesa de Atribuição do Prémio MIL Personalidade Lusófona: com Jorge Rangel, Alarcão Troni, José Ribeiro e Castro e Américo Ferreira.

Renato Epifânio, justificando a atribuição do Prémio MIL a Alarcão Troni.

Entrega do Prémio.

Assistência

Salão Nobre do Palácio da Independência, 22 de Outubro de 2020 

(fotos de Luís de Barreiros Tavares)

22 de Outubro: Entrega do Prémio MIL Personalidade Lusófona a Alarcão Troni

Oficialmente, o MIL: Movimento Internacional Lusófono foi constituído no dia 15 de Outubro de 2010, cumpre-se agora uma década. Ainda que tenha nascido antes – como já foi mil e uma vezes recordado, o MIL foi germinando no rescaldo das Comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, em 2006, Comemorações essas que tiveram uma projecção muito significativa, em Portugal e em todo o mundo de língua portuguesa. Neste ano de 2020, tínhamos programado assinalar a nossa primeira década de existência oficial com um evento a realizar em Portugal, mas, entretanto, um outro evento foi agendado exactamente para o mesmo dia, em Cabo Verde. Falamos da III Conferência “Filosofia, Literatura e Educação”, promovida pela Universidade de Cabo Verde, em parceria com outras entidades, como o Instituto Camões e o MIL.

O evento que tínhamos programado para realizar em Portugal foi pois adiado, mas apenas por uma semana. No dia 22 de Outubro, na nossa sede institucional (Palácio da Independência, em Lisboa), iremos, a partir das 17 horas, comemorar a nossa primeira década de existência. Desde logo, apresentando, em primeira mão, o vigésimo sexto número da nossa revista, a NOVA ÁGUIA, conjuntamente com os mais recentes livros publicados com a nossa chancela. Finalmente, entregando o Prémio MIL Personalidade Lusófona a Alarcão Troni, ex-Presidente da SHIP: Sociedade Histórica da Independência de Portugal (em sessão presidida pelo actual Presidente da SHIP, José Ribeiro e Castro), que ingressa assim numa mui ilustre lista de nomes – recordamos os anteriores premiados: Lauro Moreira (2010), Ximenes Belo (2011), Adriano Moreira (2012), Domingos Simões Pereira (2013), Ângelo Cristóvão (2014), Gilvan Müller de Oliveira (2015), Duarte de Bragança (2016), Ruy Mingas (2017), Manuel de Araújo (2018) e Manuel Pinto da Costa (2019). Fica aqui o convite.

Ver Capa e Editorial da NOVA ÁGUIA:

http://novaaguia.blogspot.com/2020/10/capa-e-editorial-da-nova-aguia-26.html

Em Outubro, novo Livro MIL: “Arte de Bem Caminhar”, de Rodrigo Sobral Cunha

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Na nossa sede: de Raul Leal, “Profética Lusíada”

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26 de Setembro: Regresso das novas “Tertúlias de cultura portuguesa”…

11 do 9, às 19h, na Feira do Livro de Lisboa…

11 de Setembro, 19h, na Feira do Livro de Lisboa (Auditório Nascente)
Apresentação: Revista NOVA ÁGUIA nº 25 & mais recentes títulos da Colecção de Livros NOVA ÁGUIA: “Vida Conversável” e “Tábula Rasa II: A Literatura e o Sagrado”.
FLL2020_NA25 (1)