Monthly Archives: Abril 2018

Próximos Eventos…

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7 a 11 de Maio, em Mariana (Brasil)

Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM)
XII Colóquio Antero de Quental 7 – 10 de maio

Colóquio António Braz Teixeira: a obra e o pensamento 11 de maio

2ª-feira – 07/05/2018

Local do evento: Auditório do Colégio Providência

09h – Abertura oficial do evento

Mesa de abertura:

Dr. António Braz Teixeira – Presidente do Instituto de Filosofia Luso-brasileira.

Dom Geraldo Lyrio Rocha – Bispo da Arquidiocese de Mariana.

Prof. Vander Sebastião Martins – Diretor da Faculdade Arquidiocesana de Mariana.

Dr. José Mauricio de Carvalho – UNIPTAN (organizador do evento).

Dr. Heberth Paulo de Souza – Pró-Reitor de Pesquisa e Pós Graduação do UNIPTAN

Dr. Sergio Cerqueira – Reitor da UFSJ

10 h – Conferência de abertura: Primórdios da Historiografia da Filosofia Brasileira

Dr. António Braz Teixeira

11 h – A visão de José Marinho do pensamento português contemporâneo

Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto – IFLB

Debatedor: Dr. José Esteves Pereira – Universidade Nova de Lisboa

11:30 – Apresentação das Atas do XI Colóquio Tobias Barreto realizado em Lisboa no   ano de 2016.

Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto – IFLB

12 – 14 h – almoço

14 h – Historiografia e Historiosofia. A obra de José Silva Dias (1916-1994)

Dr. José Esteves Pereira – UNL

Debatedor: Dr. José Mauricio de Carvalho – UNIPTAN

15 h – O ensino no Seminário de Mariana no século XIX no período de Dom Viçoso (1844-1875)

Prof. João Paulo Rodrigues Pereira

         Debatedor: Prof. Mauro Sérgio de Carvalho Tomaz 

Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira

16 h – A filosofia no Brasil: a perspectiva de Ivan Domingues

         Prof. Bernardo Goytacazes de Araújo

         Debatedor: Dr. Ivan Domingues

17 – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Washington Vita

Dr. Adelmo José da Silva e Prof. Adelmo José da Silva Filho

Debatedor: Dr. Adelmo José da Silva

3ª-feira – 08/05/2018-

9 h – A Missão Francesa e a fundação do Departamento de Filosofia da USP

Dr. Ivan Domingues

Debatedor: Dr. Antônio Joaquim Severino

10 h – Ciência e Filosofia no projeto interdisciplinar da formação humana: a contribuição do pensamento de Hilton Japiassu

Dr. Antônio Joaquim Severino – USP/UNINOVE

Debatedor: Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto – IFLB

11 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Cruz Costa

Dr. Paulo Roberto Margutti Pinto– UFMG/FAJE

Debatedor – Dra. Cláudia Maria Rocha de Oliveira – FAJE

12 – 14 h – almoço

14 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Geraldo Pinheiro Machado

Prof. Paulo Roberto Andrade de Almeida – UFSJ

Debatedor: Dr. Silvio Firmo do Nascimento – UNIPTAN

15 h – Filosofia e Transcendência em Henrique C. de Lima Vaz

Dr. Samuel Fernando Rodrigues Dimas – UCP

Debatedor: Dra. Cláudia Maria Rocha de Oliveira – FAJE

16 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Henrique Claudio de Lima Vaz

        Dra. Cláudia Maria Rocha de Oliveira – FAJE

         Debatedor: Dr. Samuel Dimas– UCP

20:30 h. evento cultural (concerto no órgão restaurado da Igreja Matriz de Mariana com a organista oficial da Sé Mariana Josinéia Godinho – Bacharel em órgão pela Faculdade Santa Marcelina, graduada em Música sacra pela Kirchenmusik (Hamburgo – Alemanha) e mestre em música pela UFMG).

4ª- feira – 09/05/2018 –

Em sala paralela haverá comunicação de alunos do curso de Filosofia

9 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo João Camilo de Oliveira Torres

Dra. Anna Maria Moog Rodriguez – Instituto de Filosofia Luso-Brasileiro

       Debatedor: Prof. Mauro Sergio de Carvalho Tomaz – UFSJ

10 h- Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Silvio Romero

         Dr. Silvio Firmo do Nascimento – UNIPTAN

         Debatedor: Dr. Adelmo José da Silva – UFSJ

11h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Aquiles Cortes Guimarães

Dra Regina Coeli Barbosa Pereira – UFJF

Debatedor: Dra. Rosilene de Oliveira Pereira – UFJF

12 – 14 h – almoço

14 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Roque Spencer Maciel de Barros

Dra. Rosilene de Oliveira Pereira – UFJF

Debatedor: Dr. Ricardo Vélez Rodríguez – UFJF e Faculdade Arthur Thomas –    Londrina

15 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira José Oswaldo de Meira Penna

Dr. Ricardo Velez Rodríguez – UFJF e Faculdade Arthur Thomas – Londrina

Debatedor: Dr. Arsênio Eduardo Corrêa – Instituto de Filosofia Brasileira (SP)

16 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Paulo Margutti

Dr. Adelmo José da Silva – UFSJ

Debatedor: Prof. Paulo Roberto Andrade de Almeida – UFSJ

17 h – Pensamento filosófico sobre a reparação do evento em Bento Rodrigues.

Dr. José Afrânio Vilela – Desembargador TJMG

Debatedor – Dr. Guilherme de Sá Meneghin

5ª-feira – 10/05/2018 –  

9 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Antônio Ferreira Paim

Dr. José Mauricio de Carvalho – UFSJ e UNIPTAN

Debatedor: Dr. José Esteves Pereira – Universidade Nova de Lisboa e IFLB

10 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Miguel Reale

Dr. Arsênio Eduardo Corrêa – Instituto de Filosofia Brasileira (SP)

Debatedor: Dr. Silvio Firmo do Nascimento

11 h – Historiografia e hermenêutica da filosofia brasileira segundo Jorge Jaime

Dr. Roberto Hofmeister Pich – PUCRS

Debatedor: Prof. Ms. Mauro Sergio de Carvalho Tomaz –

12 – 14 h – almoço

Tarde livre em Ouro Preto e/ou Mariana

6ª-feira – 11/05/2018 –

Colóquio António Braz Teixeira: a obra e o pensamento

9 h – António Braz Teixeira: filosofia e poesia da saudade

Dr. Manuel Cândido Pimentel – UCP

Debatedor: Dra. Constança Marcondes Cesar – UFS    

9:30 h– O conceito de Deus na filosofia luso-brasileira na ótica de Braz Teixeira

Dr. Humberto Schubert Coelho – UFJF

Debatedor – Dr. António Braz Teixeira

10 h – Fidelino de Figueiredo e Braz Teixeira: diálogos sobre o Atlântico

Dra. Rita Aparecida Coelho Santos –

Debatedor – José Esteves Pereira – UNL

10:30 h – António Braz Teixeira: Filosofia luso-brasileira no século XVIII

Dr. José Esteves Pereira – UNL

Debatedor – Dr. Manuel Cândido Pimentel – UCP

11 h – António Braz Teixeira: para uma filosofia lusófona

Dr. Renato Epifânio – Universidade do Porto

Debatedor: Dr. António Braz Teixeira – IFLB

12 – 14 h – almoço

14 h – A teoria do mito na Filosofia da Religião Luso-Brasileira de António Braz Teixeira

Dr. Samuel Dimas – UCP

Debatedor: Dr. Manuel Cândido Pimentel -UCP

15 h – Lançamento da Revista Nova Aguia.

Dr. Renato Epifânio – Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

Regresso a Goa

Que tem Goa, que magoa meu coração português?… (– Índia sonhada em Lisboa, diz-me segredos de Goa, diz-mos baixinho de vez…)
Que tem Goa, que destoa do mundo que à volta sei?… (– Índia das noites à toa, canta-me a voz do Pessoa, conta-me a volta do Rei…)
Que tem Goa, qu’inda ecoa nas águas mortas do mar? (– Índia, vem… moro em Lisboa… deixei meus barcos em Goa, preciso de navegar…)
Casimiro Ceivães, in Revista NOVA ÁGUIA, nº 2 (2ª semestre de 2008)

Foi decerto um regresso, ainda que nunca lá tivéssemos estado. Olhando, porém, para os monumentos, sobretudo em “Goa Velha”, para o bairro tão típico das “Fontainhas”, em Pangim, para os nomes das ruas, das próprias pessoas, foi decerto um regresso. Um regresso, decerto, agridoce. Essa memória histórica está a apagar-se progressivamente e, se se mantiver esta inércia e esta erosão, daqui a poucas décadas já quase nada restará. Sendo que já não resta muito.

Seria fácil apontar o dedo a Portugal e aos restantes países lusófonos mas, neste caso, é a própria Índia a principal responsável. Mais de meio século após a anexação, a Índia continua a querer “indianizar” Goa, não percebendo que seria do seu próprio interesse que Goa mantivesse a sua relativa singularidade, tal como a China já percebeu há muito no caso de Macau, ainda que por meras razões económicas.

Assim, enquanto a China promove o ensino da língua portuguesa e faz de Macau um canal de comunicação e comércio com o espaço lusófono, em Goa desincentiva-se o ensino da língua portuguesa. Segundo os “media” locais, conforme pudemos testemunhar, só os “velhos” (ou os “saudosistas”, para não dizer pior) insistem em aprender a nossa língua. O que é falso. Vimos dezenas de jovens em aulas de português. Se não fosse este ambiente adverso, difundido pelas próprias autoridades indianas, essas dezenas seriam decerto centenas, senão milhares.

O que torna a situação mais absurda é o facto de, neste caso, a Índia estar a lutar contra si própria. Mais de meio século após a anexação, não há ninguém em Portugal que, seriamente, pretenda questionar o estatuto de Goa. Enquanto houver Índia, Goa fará pois parte da Índia. Neste caso, a história é absolutamente irreversível e é mais do que tempo da Índia perceber isso. Sendo que os fantasmas indianos não têm a ver apenas com Portugal. É ainda sobretudo o trauma da cisão do Paquistão que leva a Índia a querer “indianizar” o mais possível todo o território.

As posições públicas do Primeiro-Ministro da União Indiana, Narendra Modi, são a esse respeito preocupantes. Há um assumido propósito de fazer do hinduísmo a única religião de referência do país, tornando assim “estrangeiros” os católicos e os muçulmanos. Mas se quanto à ultra-minoria católica (não chega a 2%) Narendra Modi sabe que nada deve temer, já quanto aos muçulmanos, que são cerca um terço da população, a situação é muito diferente. Decerto, eles não ficarão calados nem quietos. A Índia é também o país deles. E eles – penso, em particular, num muçulmano goês, que fala razoavelmente bem a nossa língua (e que até partilha connosco as mesmas cores clubísticas) – têm decerto o direito a continuar a viver na Índia.

Entretanto, há uma série de comunidades em Goa que se sentem igualmente ameaçadas. Falo, com conhecimento de causa, de uma série de comunidades do interior de Goa que durante séculos se dedicaram à agricultura e à pecuária, cuja autoridade sobre as suas terras foi reconhecida pelo Estado Português (oficiosa e depois oficialmente através de um “Código das Comunidades”, datado de 1904 e reiteradamente confirmado em 1933 e em 1961), e que agora vêem essa autoridade questionada, pondo assim em causa um secular modo de vida. No regresso a Portugal, é sobretudo nessas pessoas que penso. Quando regressar de novo a Goa, espero reencontrá-las mais esperançadas no seu futuro.