Em prol de um Debate com Referendo sobre o futuro da União Europeia

No início do mês de Março de 2017, Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, lançou um debate público sobre o futuro da União Europeia (UE), equacionando cinco cenários: o primeiro dos cinco cenários prevê a continuação do rumo seguido até aqui, sendo que, até 2025, os 27 Estados-membros se concentrarão no crescimento, emprego e investimento, reforçando o mercado único e aumentando o investimento nas infraestruturas digital, de transportes e da energia; o segundo cenário centra-se no mercado único, que até 2025, se torna o cerne da UE a 27, e as opções políticas serão para facilitar a livre circulação de capitais e mercadorias; um terceiro cenário dirige-se aos que querem fazer mais, numa Europa ‘à la carte’ e com aprofundamentos de políticas específicas, como a de defesa, por exemplo, entre os Estados-membros que o desejem; o quarto cenário é o de a UE fazer menos mas com maior eficácia, legislando menos e centrando-se em prioridades claramente definidas; o quinto e último cenário prevê que se faça mais em conjunto, num caminho para a federalização.

Saudando essa iniciativa da Comissão Europeia de, finalmente, auscultar a voz de todos os cidadãos europeus sobre o futuro da União Europeia, o MIL: Movimento Internacional Lusófono exorta a nossa sociedade civil a corresponder a esse repto, promovendo, durante todo este ano de 2017, um amplo debate sobre o futuro da nossa integração na União Europeia, tomando como ponto de partida estes cinco cenários. Desde já propomos que esse amplo debate tenha como corolário um referendo nacional, a realizar-se no primeiro semestre de 2018. Recordamos que mil e uma vezes nos foi prometido um referendo sobre a nossa integração na União Europeia, sem que alguma vez esse referendo tenha ocorrido. Consideramos ser este o momento certo. Portugal não pode continuar dependente das decisões dos outros países europeus. Portugal pode e deve assumir em que termos pretende continuar na União Europeia. Portugal pode e deve decidir, finalmente, a melhor forma de articular a nossa relação com o espaço europeu com a nossa, até aqui tão desprezada, relação com o espaço lusófono. Chegou finalmente a hora de os portugueses se pronunciarem sobre o nosso futuro.

 

Anúncios

Os comentários estão fechados.