2013: NOVO ANO, NOVA SEDE, NOVA ETAPA

O MIL: Movimento Internacional Lusófono começará o ano mudando a sua sede nacional. Após dois anos sedeados na Sociedade da Língua Portuguesa, somos agora acolhidos pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, no Palácio da Independência.
Somos acolhidos como “irmãos siameses” – nas palavras do Presidente da SHIP, José Alarcão Troni.O que é bem verdade – como foi defendido pela Renascença Portuguesa e, na sua esteira, pelo nomes maiores da Filosofia Portuguesa, “sem autonomia cultural não pode ser haver autonomia política”. Ou seja, o fundamento maior da nossa independência só pode ser cultural.
Daí, de resto, toda a importância da lusofonia. Ao olharmos para nós próprios, verificamos que é isso, desde logo, o que nos singulariza enquanto povo: a língua portuguesa. Uma língua que, entretanto, se estendeu aos quatro cantos do mundo e que é hoje falada por mais de 200 milhões de pessoas.
Lamentavelmente, em Portugal, como por esse mundo fora, há muita gente que ainda não o percebeu. É o Portugal dos pequeninos que teima em persistir no século XXI. Por isso, não espanta o estado a que chegámos. Pela mão daqueles que teimam em pensar pequeno, entrámos na Comunidade Económica Europeia desprezando todo o espaço lusófono e hoje estamos na União Europeia numa posição cada vez mais subalterna, à espera que a Alemanha nos salve.
A salvação, porém, não virá da Alemanha, nem sequer dessa União Europeia irreversivelmente desunida. A salvação só poderá vir de nós. Temos que de novo olhar para nós próprios e reencontrarmo-nos. Ao olharmos de novo para nós próprios, não ficaremos, todavia, circunscritos a Portugal, mas alargaremos a nossa visão a todo o espaço da lusofonia. É esse o fundamento maior do nosso futuro. Ou seja, Portugal terá tanto mais futuro quanto mais apostar nesse caminho da convergência lusófona que o MIL tanto tem defendido.
Sempre soubemos que este era um caminho longo. Por isso, de resto, costumamos dizer que “o MIL não é para sprinters, mas para maratonistas”. Esse caminho da convergência lusófona tem sido ainda muito incipiente, atrasado que tem sido por políticos que teimam em pensar pequeno, por mais que proclamem que a “a nossa Pátria é a língua portuguesa”. Com a desculpa da falta de verbas – quando, por vezes, não é necessária qualquer verba –, temos sucessivamente adiado a próxima etapa deste caminho: o real reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono, no plano cultural, desde logo, mas também social, económico e político, conforme o MIL tem reclamado desde a sua génese, em 2008.
Falta, desde logo, a consciência de uma cidadania lusófona. Por isso mesmo, o próximo grande evento que o MIL irá promover, no âmbito da PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil, é o I Congresso da Cidadania Lusófona, agregando Associações da Sociedade Civil de todo o espaço da lusofonia. Enquanto não nos assumirmos, todos, como cidadãos lusófonos, não haverá real convergência. Enquanto não for a Sociedade Civil a assumir as rédeas dessa convergência, não haverá verdadeiro caminho. Mas é precisamente isso o que vai começar a acontecer no ano de 2013: a mudança geopolítica tão necessária. Assim nos empenhemos todos. Um excelso Ano!

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