Debate “A Importância da Lusofonia”

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Participei recentemente num debate intitulado “A Importância da Lusofonia”, na secção de Sintra, do PS, em Agualva-Cacém. O debate conheceu uma assistência muito numerosa – para estes tipo de debates – contando na assistência com mais de 30 participantes, um feito para o qual muito contribuiu o esforço organizativo do Filipe Barroso, nosso camarada nas andanças de Campanha de Fernando Nobre e coordenador local da Juventude Socialista.

O debate começou por ser uma apresentação daquilo que é o MIL, da sua escala lusófona, com representantes, membros e sócios honorários provenientes de todas as paragens da lusofonia, da Galiza a Timor, passando por Cabo Verde e pelo Brasil.

Numa segunda parte, foi dada uma passagem global sobre os princípios e objetivos do MIL com especial foco no papel crucial que o pensamento de Agostinho da Silva teve como inspiração para o MIL. Especial foco foi dado sobre a defesa de uma Regionalização Municipalista, a opção por União Lusófona em caso de colapso da União Europeia no desfecho da atual crise económica e de valores que atravessa, de Economias e Moedas Locais, no direto decurso do Municipalismo defendido pelo MIL sob a inspiração da “federação de municípios livres e independentes” de Agostinho da Silva.

Na terceira parte do debate, foi abordada a ação cívica do MIL, desde a petição “Não Destruam os Livros”, apresentada e já debatida na Assembleia da República (tendo estado presente um deputado do PS que era sabedor desta presença), assim como as campanhas do MIL a favor da ONG Ajuda Amiga de envio de livros para a Guiné-Bissau, e em cuja distribuição iremos participar pessoalmente em março e a campanha para Baucau, em Timor.

Apresentámos as mais importantes propostas do MIL, como a Força Lusófona de Manutenção de Paz, o Banco Lusófono de Desenvolvimento e o Passaporte e a Cidadania Lusófona. A intervenção foi concluída com referencias ao Prémio Personalidade Lusófona do Ano de 2009, onde foi agraciado o embaixador Lauro Moreira e um convite à audiência para estar presente no próximo dia 21 de fevereiro na cerimónia de entrega do mesmo prémio a D. Ximenes Belo na Academia de Ciências de Lisboa.

O debate aberto que encerrou este interessante e muito animado encontro versou sobre temas muito polémicos, como o Acordo Ortográfico, o estado do Instituto da Língua Portuguesa, o papel do Brasil no futuro da língua portuguesa, a presença da Galiza na Lusofonia, Portugal e a sua vocação como “território-ponte”, a presença de Portugal na União Europeia e a crise do Euro. Entre vários, destacamos Filipe Barroso (coordenador da JS Local), Eduardo Quintanova (coordenador do PS do Cacém) e Ana Loureiro (ex-deputada).

No global tratou-se de um debate muito aberto, dinâmico e participativo que abordou aquilo que é o MIL, para onde o Movimento objetivo o destino de Portugal e da Lusofonia e onde a necessidade de um reenfoque lusófono da política externa portuguesa e da própria integração das comunidades migrantes lusófonas foram temas especialmente importantes.

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