Monthly Archives: Outubro 2010

Preparando a abertura da sede do MIL… Registo fotográfico

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As fotos são minhas… perdão pela deficiente qualidade da câmara!

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DA REPÚBLICA: CEM ANOS DEPOIS

1. República significa, “tão-só”, coisa pública: res publica. É por isso, “tão-só”, que,passados cem anos sobre a alegada implantação da República, tenhamos que concluirque ainda não vivemos num regime realmente republicano.
2. Para que vivêssemos em República, ela teria que existir: enquanto res publica,enquanto “coisa pública”, enquanto “coisa comum”. Ora, isso é coisa que, de facto,não existe. A nossa sociedade está demasiado fracturada para se poder dizer que algoverdadeiramente a une, para podermos dizer que ela é uma real Comunidade.
3. E o que une uma Comunidade enquanto tal? Desde logo, uma História, uma Cultura,uma Língua. Ora, se é certo que, mal ou bem, ainda que cada vez mais mal do que bem,todos nós falamos a mesma Língua, cada vez menos partilhamos a Cultura que subjaza essa Língua, nem, muito menos, a História na qual ela, ao longo dos séculos, se foiconstituindo.
4. Para que viéssemos a ser uma República, importaria pois, desde logo, reassumir isso– em última instância, essa Pátria comum. Por isso, de resto, gostava de dizer SampaioBruno, um dos nossos mais insignes (e, por isso, mais incompreendidos) republicanos,que “a Pátria é um princípio de solidariedade colectiva” e que “se a República seimplantasse em Portugal (…), Portugal, porque reaparecesse um vínculo colectivo,voltaria a ser uma Pátria”. Como igualmente gostava de dizer Teófilo Braga, é “osentimento de Pátria o elo da nossa coesão nacional”.
5. Nada, contudo, disso verdadeiramente existe. E por isso não há também coesãonacional, ou o que hoje em geral se designa por solidariedade social. Porque se perdeuesse sentimento da Pátria – mais imediatamente, da República, da “coisa pública”,da “coisa comum” – cada um, por regra, trata apenas da sua vida, roubando da “coisapública” o mais que puder. Como em toda a regra, há sempre excepções. Felizmente,ainda muitas.
6. Face a tudo isto, torna-se ridículo discutir a questão da República enquanto antíteseou contraponto da Monarquia. Os nossos maiores Reis sempre foram os primeirosdefensores da “coisa comum”, da “coisa pública”, ou seja, sempre foram os maioresdefensores da República. De resto, na medida em que se assume, de facto, a Repúblicaenquanto esse “vínculo colectivo”, o Poder será necessariamente mono-árquico. OPoder e o Regime.
7. Só, pois, tornando-se primeiro republicano o nosso regime poderá vir a tornar-se denovo monárquico. Coisa que, de resto, já não era, há muito, há cem anos atrás…
* In A VIA LUSÓFONA: UM NOVO HORIZONTE PARA PORTUGAL, Lisboa, Zéfiro,2010, pp. 119-120; republicado in NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O
SÉCULO XXI, nº 6, 2º semestre de 2010, p. 80.

CONVOCATÓRIA DA ASSEMBLEIA GERAL DO MIL

Dia 18 de Novembro, 19h, na nossa sede:

Sociedade da Língua Portuguesa

Rua Mouzinho da Silveira, 23, 1250-166 Lisboa — Portugal

Ordem de trabalhos:

  1. Eleição da Mesa da Assembleia Geral
  2. Eleição do Conselho Fiscal
  3. Ratificação dos Membros da Direcção
  4. Constituição e Regulamento do Conselho Consultivo
  5. Eleição dos Membros do Conselho Consultivo
  6. Eleição dos Sócios Honorários

Na Assembleia Geral só terão poder de voto as pessoas que, até ao início da mesma, se tenham tornado sócias do MIL. Quem, sendo sócio, não puder estar presente, poderá delegar o seu voto num outro sócio presente.

Em anexo: Ficha de Sócio. A Ficha (conjuntamente com a autorização de transferência bancária para pagamento da quota anual) deverá ser enviada por correio para a nossa sede ou entregue em mão até ao início da Assembleia Geral.


Entrega de livros a Alberto Araújo (membro do Conselho Consultivo do MIL) à Associação Apoio à Diocese de Baucau

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Primeiros extratos de “Horizontes da Memória” (Nossa Homenagem a José Hermano Saraiva)

No âmbito de um protocolo recentemente firmado e que foi alvo de várias notícias como esta no jornal SOL:

“O Movimento Internacional Lusófono vai colocar no seu site excertos de programas de José Hermano Saraiva sobre a presença de Portugal no Mundo. «O professor é uma das pessoas que mais divulgou a memória história do país e é isso que queremos divulgar», explica o dirigente do movimento, Renato Epifânio

O Movimento Internacional Lusófono (MIL) vai disponibilizar na internet excertos de programas do professor José Hermano Saraiva, produzidos para a RTP.

«A ideia é mostrar excertos que falem da importância da presença portuguesa no mundo», explicou ao SOL, Sofia Proença, do MIL, explicando que os programas de Hermano Saraiva estarão assim disponíveis «para um universo de 240 milhões de falantes de Português».

«O professor é uma das pessoas que mais divulgou a memória história do país e é isso que queremos divulgar», acrescenta o dirigente do movimento, Renato Epifânio, que assina esta sexta-feira o protocolo que vai permitir a cedência dos direitos de transmissão dos programas produzidos para a RTP.

Com cerca de cinco mil membros inscritos, o Movimento Internacional Lusófono tem desenvolvido várias acções na defesa da Língua. «Fazemos recolha de livros para dar a países lusófonos carenciados, como a Guiné e Timor, elegemos a personalidade lusófona do ano e entregámos no Parlamento uma petição para que as editoras não destruíssem os livros que não são vendidos e os enviem para países de Língua Portuguesa», conta Renato Epifânio.”

http://canais.sol.pt/paginainicial/cultura/interior.aspx?content_id=182064

Os dois primeiros excertos:

Brinde a todos os Portugueses espalhados pelo Mundo com o nosso melhor Vinho, do Porto, nas caves em V.Nova de Gaia

No Corcovado, aos pés do Cristo Rei, no limiar do Novo Milénio

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