Daily Archives: Junho 28, 2011

O EXTERMÍNIO DOS GALEGOS/AS

1.- Uma pessoa sem língua não é pessoa; talvez seja escrava ou, ao menos, submisso submetido às pessoas com língua.

2.- Desde muito tempo atrás o reino bourbónico e as escassas repúblicas espaÑolas procuraram fazer da/os Galega/os pessoas sem língua. (Deixemos de lado o conto, bourbónico espaÑol, de “propia”: a língua é sempre própria, quer dizer, língua, ou sempre imprópria, quer dizer, dialeto. Mas não pode ser língua a reduzida a dialeto.)

3.- O processo para lograr que as pessoas galegas ficassem sem língua foi variado:
a) Estabelecer que a língua eficaz não é a sua, mas a importada, a invasora. Assim os reis catódicos.
b) Obrigar a aprender a língua culta, a latina, desde a língua importada ou invasora. Assim Carlos III, segundo denunciava Fr. Matinho Sarmento.
c) Impedir que a língua usual da gente fosse aprendida nas escolas, enquanto nelas apenas era ensinada a invasora, a importada, já tornada na única importante. Assim desde a Ley Moyano (1857) (Lembrem que a Gaita Gallega e Cantares Gallegos envolvem essa data, 1853-1863, ao mesmo tempo que se acham envolvidos pela situação política e cultural de que surge la Ley.)
d) Obrigar não só a aprender a língua invasora, mas a usá-la em exclusivo onde quer, salvo (talvez) nos âmbitos da família. Assim desde a II Restuauración boubónica, com a leve parêntese da II República. e) Reduzir a língua “propia” a simples dialeto, na formalização e nos usos, administrativos ou não, e continuar o processo de imposição, excludente, da língua invasora, sentida cada vez menos invasora. Assim desde os últimos tempos do franquismo (Ley Villar Palasí) e em toda a duradoira “transición democrática” e bourbónica até hoje.

4.- Está servido e avançado o processo exterminador do Galego, duplo, na formalização e nos usos (nisso que se denomina, mal, “normativización” e “normalización”), e portanto da/os Galega/os. Lição moral ou moral: Galega/os, não permitais que vos “suicidem”. Fazei o possível e o impossível por viverdes, apenas por viverdes em liberdade.

ANTONIO GIL HERNANDEZ